sexta-feira, maio 23, 2008

RESSURREIÇÃO DE JESUS



Este texto é um dos muitos escritos
de Clóvis Tavares que não constaram
da primeira edição do "Sal da Terra"
e que esperamos num futuro próximo,
em possível nova edição incluir.


É uma singela homenagem que
fazemos à Ascenção de Jesus no
dia de hoje.






RESSURREIÇÃO DE JESUS









Clóvis Tavares

“E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena...E partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com Ele, os quais estavam tristes e chorando...” (Mc.16:9-10)




Jesus havia combatido a timidez de Pedro. O velho pescador queria impedir o sacrifício do Calvário. No seu coração amoroso de discípulo não soubera ele distinguir a influência tenebrosa que pode aparecer, muitas vezes, envolta no sudário da benevolência e da quietude. Daí o “afasta-te” (Mt 16:23) enérgico do Manso Cordeiro.

Simão Pedro não compreendia ainda as coisas que são de Deus, afirmou-lhe o Mestre.( Mt 16: 21-23)

E o que Jesus disse ao velho Barjonas se cumpriu: padeceu às mãos dos anciãos do judaísmo, sofreu as injúrias dos sacerdotes, recebeu os acintes dos escribas, foi torturado e crucificado e ressuscitou no terceiro dia.

Jesus havia iniciado sua tarefa entre os homens com a lição de humildade, no templo da manjedoura. Continuou seu ministério divino, na exemplificação da pureza e da caridade. No Calvário gravou o derradeiro ensino: o sacrifício altruístas, iluminado pelo amor, pela mansuetude.

Depois do Gólgota, veio a alvorada esplêndida da Ressurreição.

Jesus é o caminho. Ele próprio ensinou que ninguém vem ao Pai senão por Ele.

Imitemo-lo, pois.

Penetremos como Ele o fez, na Igreja santa de humildade. O Cristo de Deus aí vive...Andemos ao Seu lado, pelos caminhos tristes do mundo. Confiantes em Sua misericórdia, em Seu amparo, tornemo-nos semeadores do Evangelho, vencendo os dragões do erro com a espada do Espírito, transformando em atos de amor as boninas da esperança, da pureza e da fé. Um gólgota nos esperará. Isso é infalível. Mas, “no Calvário está a Vida”, diz-nos a sabedoria santa de Emmanuel. Sim, está a Vida, a Vida Eterna, porque depois da Cruz surge o domingo glorioso da Ressurreição.

Para todos aqueles que na Terra vivem para Cristo, pensam com Cristo, sentem em Cristo, trabalhando por Cristo, além de um cetro de cana e de uma coroa de espinhos, nos amargores da “via crucis” volunária, existe um Calvário. Mas, virá depois, na divina sociedade dos Espíritos, nossa Pátria Celestial, a aurora da Ressurreição, junto d’Aquele que é o Sumo Pastor de nossas almas.

quinta-feira, maio 22, 2008

Clóvis Tavares e Escola Jesus Cristo homenageados em Santa Luzia-MG

PROGRAMA DE ATIVIDADES
EM COMEMORAÇÃO À CONCLUSÃO DA PRIMEIRA ESTAPA DA SEDE PRÓPRIA
OBS.: O acesso às reuniões mediúnicas estará restrito a convites específicos.

DIA 02/06 / 2008 - Segunda-Feira
18:30 – Recepção
19 às 19:30 – Apresentação Musical: Regina, Amaury e Luana
19:30 – Prece inicial: José Maria Parreiras
19:30 às 20:45 – Palestra: “DIMENSÕES ESPIRITUAIS DO CENTRO ESPÍRITA”
Palestrante: Valdir Pedrosa Júnior
Homenagem às seguintes instituições espíritas:
Comunidade Cristã Irmão Cirineu – Grupo Espírita Luz e Caridade – Centro Espírita Bezerra de Menezes – Grupo Espírita Luz e Paz (Belo Horizonte).
Homenagem a companheiros espíritas que já retornaram à Pátria Espiritual:
Altamiro Pereira Silva – Lázaro Parreiras – Maria Avelar – Assumpta Terezinha Bóscio.
Prece de Encerramento.
Exposição de Fotos.
Café de confraternização
Dia 07 / 06 / 2008 - Sábado
12 às 12:30 – Recepção: Mocidade Espírita Flores de Maria
12:30 às 13 – Apresentação Musical: “Grupo Teatral e Vocal Vovó Elzira”
13 h - Prece
13 às 14:30 – 1.ª Parte do Seminário
“O JOVEM E A FAMÍLIA”
Responsável: Alcione Peixoto
14:30 às 15 – Intervalo e lanche
15 às 16:30 - 2.ª Parte do Seminário
“O JOVEM E A FAMÍLIA”
Responsável: Alcione Peixoto
16:30 às 17 – Esquete teatral pelo “Grupo Teatral e Vocal Vovó Elzira”
Homenagem a todas as Mocidades Espíritas: Serão homenageadas todas as MOCIDADES vinculadas às instituições espíritas que também serão homenageadas nos eventos constantes desta programação.
Homenagem à seguinte instituição espírita:
Centro Espírita Caminho da Luz (Santa Luzia)
Homenagem a companheiros espíritas que já retornaram à Pátria Espiritual:
Francisco Soares de Gouveia
Exposição de Fotos.
Café de confraternização


Dia 07 / 06 / 2008 - Sábado
18 h – Recepção
19 às 19:30 – Apresentação Musical
19:30 – Prece inicial: José Ailton
19:30 às 21 – Reunião Mediúnica com a participação da equipe de médiuns do Grupo Espírita Esperança e das instituições espíritas homenageadas.
DIA 03 / 06 / 2008 – Terça-Feira
18 h – Recepção
18:30 às 19 – Apresentação Musical
19 h – Prece inicial: Dona Concheta
19 às 19:30 – Tratamento Espiritual
19:30 às 21 – Reunião Mediúnica com a participação da equipe de médiuns do Grupo Espírita Esperança e das instituições espíritas homenageadas.
Coordenação: Juselma Maria Coelho
Homenagem às seguintes instituições espíritas:
Sociedade Espírita Maria Nunes – Grupo Espírita Arthur Bernardes e PASSE – Programa Assistencial Solar da Esperança.
Homenagem a companheiros espíritas que já retornaram à Pátria Espiritual:
João Nunes Maia – Celso Ribeiro – João Batista Machado Maia.
Prece de Encerramento.
Exposição de Fotos.
Café de confraternização

DIA 04 / 06 / 2008 - Quarta-Feira
18 h – Recepção
18:30 às 19:30 – Atendimento Fraterno
19:30 às 20 – Apresentação Musical
20 h – Prece inicial: Luiz Carlos Gomide
20 às 21 h – Palestra: “DA CASA DO CAMINHO AO CENTRO ESPÍRITA”
Palestrante: Célio Allan Kardec
Homenagem às seguintes instituições espíritas:
Associação Espírita Anália Franco – Grupo Espírita Casa da Luz – Grupo Espírita Sermão da Montanha – Grupo Espírita Padre Germano.

Homenagem às seguintes instituições espíritas:
Casa de Chico Xavier (Pedro Leopoldo ) – Centro Espírita Caminho da Luz (Vespasiano) – Grupo Espírita Francisco Peixoto Lins (Recife).
Homenagem a companheiros espíritas que já retornaram à Pátria Espiritual:
Dona Baby Peixoto
– Francisco Peixoto Lins (Peixotinho) – Clóvis Tavares – Francisco Cândido Xavier.
Exposição de Fotos.
Café de confraternização



DIA 08/06 / 2008 - Domingo
8 h – Recepção
8:30 às 9:00 – Apresentação Musical
9 h – Prece inicial: Sônia Bitencourt Vieira
9 às 10 h – Palestra: “A METODOLOGIA NO ESTUDO ESPÍRITA”
Palestrante: Lílian Ramires Costa Costa
Homenagem às seguintes instituições espíritas:
Casa de Caridade Espírita Nosso Lar – INEDE – Grupo Espírita Fé, Amor e Caridade (Jaboticatubas).
Homenagem a companheiros espíritas que já retornaram à Pátria Espiritual:
Osmar Vieira – Valdete Felipe de Jesus – Paulo Maria de Souza – José de Souza (Zequinha).
Prece de Encerramento.
Exposição de Fotos.
Café de confraternização










Homenagem a companheiros espíritas que já retornaram à Pátria Espiritual:
Sebastião Cornélio de Lima – Geraldo Gonçalves –
Luis Carlos de Freitas.
Prece de Encerramento.
Exposição de Fotos.
Café de confraternização




DIA 05 / 06 / 2008 – Quinta-Feira
18 h – Recepção
19 às 19:30 – Apresentação Musical: Wander
19:30 – Prece inicial: Joanna Peixoto Vasconcelos
19:30 às 21 – Reunião Mediúnica com a participação da
Espírita Esperança e das instituições espíritas homenageadas.
Coordenação: Humberto Vasconcelos
Homenagem às seguintes instituições espíritas:
Grupo Espírita Amália Domingo Soler – Grupo de Fraternidade Espírita Irmã Fabíola – Escola Jesus Cristo (Campos dos Goitacazes) – Grupo Espírita Francisco de Assis (Contagem)
Homenagem a companheiros espíritas que já retornaram à Pátria Espiritual:
José Osvaldo Pessoa – Jonatas Cardoso – Eli Ferreira – Antônio Carlos Damasceno – Dalva Lúcia Fereira – Alzeni Ferreira – Marcelo Souza.
Prece de Encerramento.
Exposição de Fotos.
Café de confraternização



10:30 h – Recepção
10:30 às 11 – Apresentação Musical: “Grupo Teatral e Vocal Vovó Elzira”
11 – Prece inicial: Luiz Carlos Gomide
11 às 12 h – Palestra: “O PRIVILÉGIO DE SERVIR COM JESUS”
Palestrante: Carlos Alberto Braga Costa
Homenagem às seguintes instituições espíritas:
Grupo Espírita Eurípedes Barsanulfo – Grupo Espírita Caminho da Luz (Lagoa Santa) – Grupo Espírita Emmanuel (Belo Horizonte).
Homenagem a companheiros espíritas que já retornaram à Pátria Espiritual:
Gil Restani de Andrade – Oswaldo de Abreu – Lúcio de Abreu.
Prece de Encerramento.

15:30 h – Recepção
15:30 às 16 – Apresentação Musical: “Grupo Teatral e Vocal Vovó Elzira”
16 – Prece inicial: Rosa Silva Viana
16 às 17 h – Palestra: “COMPAIXÃO”
Palestrante: Humberto Vasconcelos
17 h – Fala do representante da União Espírita Mineira
Homenagem às seguintes instituições espíritas:
União Espírita Mineira – Casa Espírita Allan Kardec – Centro Espírita Luz Divina e Centro Espírita Luiz Gonzaga (Pedro Leopoldo).
Homenagem a companheiros espíritas que já retornaram à Pátria Espiritual:
Honório Onofre de Abreu – Dona Maria Pinto – Elzira de Morais Silva – Maria Águeda dos Santos.
Prece de Encerramento.
Exposição de Fotos.
Café de confraternização

PESQUISA HISTÓRIA SOBRE CHICO XAVIER EM CAMPOS


Na próxima sexta feira, dia 23 de maio, às oito da noite, estará em nossa Escola Jesus Cristo, Campos-RJ, o pesquisador mineiro Jhon Harley Marques, que apresentou em Uberaba-MG em abril próximo passado, no i ENC0NTRO DOS AMIGOS DE CHICO XAVIER, um belo e detalhado estudo sobre a vida do querido medium.
A apresentação é em Multi-Midia, num ensaio de fotografias inéditas, acrescido de minuciosa pesquisa biobibliográfica com permeios de história oral.

Será um prazer recebê-los em nossa casa para prestigiar o Professor Jhon Harley e aprender um pouco mais sobre esse grande missionário que foi Chico Xavier.


Sexta Feira, 23/05/2008

20 horas

ESCOLA JESUS CRISTO
Rua dos Goytacazes, 177
Entrada Franca

quinta-feira, maio 08, 2008

Retrato de Maria



Algum tempo após tomarmos conhecimento de um novo quadro de Maria, a Mãe de Jesus, divulgado num programa da TV Record, de São Paulo, com a presença de Francisco Cândido Xavier, procuramos esse médium amigo para colher dele maiores esclarecimentos sobre a origem do mesmo.



Contou-nos, então, Chico Xavier, no final da reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, na noite de 1º de dezembro de 1984, que, com vistas às homenagens do Dia das Mães de 1984, o Espírito de Emmanuel ditou, por ele, um retrato falado de Maria de Nazaré ao fotógrafo Vicente Avela, de São Paulo. Esse trabalho artístico foi sendo realizado aos poucos, desde meados de 1983, com retoques sucessivos realizados pela grande habilidade de Vicente, em mais de vinte contatos com o médium mineiro, na Capital paulista.



Em nossa rápida entrevista, Chico frisou que a fisionomia de Maria, assim retratada, revela tal qual Ela é conhecida quando de Suas visitas às esferas espirituais mais próximas e perturbadas da crosta terrestre; como, por exemplo, disse-nos ele, na Legião dos Servos de Maria, grande instituição de amparo aos suicidas descrita detalhadamente no livro Memórias de um Suicida, recebido mediunicamente por Yvonne A. Pereira.


E, ao final do diálogo fraterno, atendendo nosso pedido, Chico forneceu-nos o endereço do fotógrafo-artista, para que pudéssemos entrevistá-lo oportunamente, podendo assim registrar mais algum detalhe do belo trabalho realizado.


De fato, meses após essa entrevista, tivemos o prazer de conhecer o sr. Vicente Avela, em seu próprio ateliê, há 30 anos localizado na Rua Conselheiro Crispiniano, 343, 2º andar, na Capital paulista, onde nos recebeu atenciosamente.


Confirmando as informações do médium de Uberaba ele apenas destacou que, de fato, não houve pintura e sim um trabalho basicamente fotográfico, fruto de retoques sucessivos num retrato falado inicial, tudo sob a orientação mediúnica de Chico Xavier.


Quando o sr.. Vicente concluiu a tarefa, com a arte final em pequena foto branco-e-preto, ele a ampliou bastante e coloriu-a com tinha a óleo (trabalho em que é perito, com experiência adquirida na época em que não havia filmes coloridos e as fotos em preto-e-branco eram coloridas a mão), dando origem à tela que foi divulgada.


Nesse encontro fraterno, também conhecemos o lindo quadro original à vista em parede de seu escritório, e ao despedirmo-nos, reconhecidos pela atenção, o parabenizamos por esse árduo e excelente trabalho, representando mais uma notícia da vida espiritual de Maria de Nazaré, que continua amparando com imenso amor maternal a Humanidade inteira.



Hércio M. C. Arantes - Fonte: Anuário Espírita 1986

terça-feira, abril 29, 2008

NOVO CÉU E NOVA TERRA

Fiquei muito feliz com o comewntário de meu ilustrado colega Jáder Sampaio publicado em seu blog: http://espiritismocomentado.blogspot.com/.

Quem desejar visitar e comentar o blog do Jáder, terá uma grata surpresa:


A primeira vez que conversei sobre Nina Arueira, foi com a Dra. Ângela, da Fundação Getúlio Vargas. Eu havia apresentado um trabalho sobre construção de arquivos históricos espíritas, com a colega Míriam Hermeto, em um evento de História Oral. O nome não me era estranho, vinha à mente a psicografia do Chico e alguma obra social que levava o nome da "pequenina".
Depois, em conversa com o Alexandre Rocha, fiquei conhecendo rapidamente a vida, os amores e o pós-vida de Nina e Clóvis Tavares.
A história de Nina virou dissertação de mestrado, e como todo trabalho acadêmico é seminal, incentivou o Flávio Mussa Tavares, alma amiga a quem conheço apenas pela internet, a escrever mais do mesmo, talvez com uma outra visão.
O estilo do Flávio é delicioso. Uma vez iniciada a história que ele conta, não se tem vontade de parar.
É a história de uma jovem brilhante, que na flor da adolescência conhece o amor, a teosofia e a militância socialista. Longe de ser ambígua, ela constrói uma síntese pessoal, humanista, e se lança ainda na flor da idade a reconstruir a terra, através da escrita, das incursões no campo, da organização dos pobres. Como a maioria dos jovens honestos, ela é puro ideal, quase inconsequente, ovelha enviada em meio aos lobos.
Flávio enfatiza este lado das muitas Ninas, o lado que sua família e seus amigos de Campos conheceram, a jovem admirada por sua inteligência, por seu verbo, por seu coração, estas coisas que os advogados da "realidade" teimam em condenar, não importa sua orientação político-econômica.
Após o resumo biográfico que corre célere aos olhos do leitor, vêm os textos escritos por Nina encarnada. Ela realmente merece ser admirada pela sua ilustração, seu tirocínio, sua habilidade com as letras, sua tenacidade e seu destemor adolescente. Temas como a pobreza, o conformismo, a reforma da educação, Deus, o amor, o dinheiro, o utilitarismo e os céus preenchem sua poesia e sua prosa.
Na penúltima parte do livro, Flávio selecionou psicografias de Chico Xavier atribuídas a Nina. Certamente, o conteúdo mudou. Nina está mais cristã, mais evangélica, menos militante socialista, mas ainda militante humanista.
Penso que a militância socialista não deve perdoar esta mudança e considerá-la mito. Ameaça muito aceitar que uma de suas pérolas tenha revisto suas idéias ao se colocar de pé, ao lado do corpo frio e visualizar um novo céu, uma nova realidade. Será possível ser exatamente o mesmo após a experiência da morte? Penso que não. O lado humanista-cristão de Nina cresceu e floresceu.
Chamou-me a atenção as poesias ditadas por Nina a Chico. Nelas encontro mais proximidade do estilo que a pequenina utilizava quando encarnada.
A última parte do livro são poesias dedicadas a Nina Arueira, de espíritos, ora encarnados, ora desencarnados.
Cabe ainda uma palavra sobre a apresentação de Virgílio de Paula, seu instrutor em assuntos teosóficos em vida e seu protetor nas horas de perseguição. Não se pode ler o livro sem ler as palavras do amigo que ficou. Elas nos confirmam ainda mais a Nina sedenta dos conhecimentos do espírito e dos céus, inconformada com a versão vigente da religião oficial do Brasil do início do século passado e ansiosa por novas luzes para o problema da existência.
Belo trabalho o do Flávio. Ao colecionar e apresentar novas fontes, a História ainda há de reconhecer o seu valor.
Postado por Jáder Sampaio às 2:54 AM

segunda-feira, abril 21, 2008

I ENCONTRO DOS AMIGOS DE CHICO XAVIER

I ENCONTRO NACIONAL DOS AMIGOS DE CHICO XAVIER E SUA OBRA

"Para a caridade basta uma pessoa, mas para a amizade, são necessárias, pelo menos duas"

Chico Xavier




Aconteceu em Uberaba, Minas Gerais, dos últimos 19 e 20 de abril um evento memorável on de reuniram-se espíritas de todo o Brasil recordaram aspectos relevantes da personalidade do inolvidável homem cristão e médium incomparável da espiritualidade: Chico Xavier.


Contamos com a primorosa apresentação da Dra. Marlene Rossi Severino Nobre que apresentou-nos com farta documentação da obra de André Luiz, que as suas descrições anteciparam em cerca de até 40 anos as modernas pesquisas científicas no campo da genética, da bioética, das neurociências e da medicina de um modo geral.
O confrade Manoel Tibúrcio recordou os poetas do "Parnaso de além Túmulo" e suas produções através de Chico. Ofereceu-nos assim, brilhante viagem ao tempo da Comunhão Espírita Cristã , fazendo a analogia de algumas das produções mediúnicas de então, nas suas reuniões públicas e as obras de Allan Kardec, o que mais tarde viria a se constituir no livro "Religião dos Espíritos."


A seguir, escutamos emocionados as recordações do Weimar Muniz de Oliveira, autor da memorável obra: “A Volta de Allan Kardec”, quando expôs de modo simples e elucidativo a relevância da personalidade de Chico Xavier como o mais eminente representante da face religiosa da Doutrina Espírita.


O depoimento de Caio Ramacciotti foi um mergulho de saudade, respigando as memórias do saudoso Rolando Ramacciotti e do nosso querido Chico, enfeixando seus comentários com a emocionante estória de Inês de Castro, cujos originais psicografados pelo nosso Chico foram a ele entregues em 1977 e esperaram três lustros para a sua publicação, constituindo o memorável "Mensagens de Inês de Castro", lançado em 2006 pela GEEM, com um minuciosíssimo estudo histórico feito pelo querido Caio.


A surpresa da noite ficou por conta do emocionante relato de Adelino da Silveira, autor dos livros: "Momentos com Chico Xavier" e "Chico, de Francisco”, que encantou a platéia com a sua simplicidade e com a autenticidade da força da amizade que entre ele e o nosso Chico existe. Revelou-nos aspectos da simplicidade e da humanidade de nosso médium maior, que muitas vezes escutava atento aas anedotas dos presentes, fazendo pequenos adendos, quando estas anedotas tinham como protagonistas Jesus e seus discípulos: "Gente, Nosso Senhor não faria isso, hein?"


O Dr. Elias Barbosa, médico uberabense, amigo íntimo de Chico o co-autor de vários de seus livros, contou-nos casos curiosos da vida particular do médium inclusive de suas enfermidades e da singeleza de sua personalidade, de sua obediência e de sua modéstia que em certos momentos parece-nos inaceitável.


Finalmente fechou-se a celebração do 19 de abril com a apresentação de um vídeo inédito de Chico, pelo cineasta e pesquisador Oceano Vieira de Melo, que além de tudo brindou o público com a apresentação das gravações das vozes de Emmanuel em comunicação psicofônica por Chico Xavier na década de 50 no Grupo Meimei.São precisamente as autênticas gravações das mensagens contidas em “Instruções Psicofônicas” e “Vozes do Grande Além”, em meticulosa recuperação feita por uma equipe de técnicos, empregando tecnologia de última geração para oferecer-nos a emoção de escutar na voz do próprio Chico, o momento da incorporação em quem memoráveis baluartes da ciência, da filosofia e da fé, falaram por seu aparelho fonador para o público seleto do pequeno reduto de Pedro Leopoldo chamado Grupo Meimei.


De minha parte, entreguei pessoalmente para o Oceano, as fitas magnéticas de rolo, da década de 50 com palestras de meu Pai, Clóvis Tavares, gravadas pelo Sr. Otávio Chrisóstmo e por ele doadas ao querido Rubens Fernandes. Rubinho pediu-me que fosse o portador para entregar em mãos ao Oceano para que este as recuperasse para DVD como fez com as fitas das reuniões do Grupo Meimei. Esperamos para breve esta produção.


No dia 20, iniciou a apresentação o Jhon Harley, de Pedro Leopoldo que vem fazendo meticulosa pesquisa biobibliográfica e fotográfica , contando com todas as biografias até o momento escritas sobre o nosso Chico, e com o maior acervo fotográfico de que temos notícia, além de contribuição de história oral, que são os depoimentos tomados e arquivados na Fundação Chico Xavier.

Depois, foi a nossa vez de contribuir falando sobre a amizade de Chico Xavier e Clóvis Tavares, amparada espiritualmente pelas presenças espirituais de Nina Arueira e Lill/ Santos Dumont que mais tarde renasceria como meu irmão Carlos Vítor. Disse eu a todos que os interessados nesta epopéia espiritual poderiam encontrar um bom material no livro “A Morte é Simples Mudança”, editado pelo saudoso Eduardo Carvalho Monteiro. Disse sobre a originalidade da obra: de um espírito comunicar-se antes de reencarnar-se (Lill) e após a sua curta romagem terrena (Carlinhos) pelo mesmo médium: o Chico.
E falei um pouco também sobre o fenômeno Chico Xavier, maravilhoso aparelho de hipermídia que captou maravilhas por constituir-se um protótipo biológico do homem do terceiro milênio, livre das armadilhas da ira e do medo, gigantes da alma, no dizer de Mira y Lopez, que atrasam ainda nossas almas nas tramas do estresse de luta e fuga.
Chico superou esse imobilismo biológico e constituiu-se ele mesmo no padrão do homem novo, no homem Era Nova prevista por Kardec em o último capítulo de “A Gênese”. Homem esse previsto também pelo profeta Joel em “O Antigo Testamento”:

"E há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos jovens terão visões." (Joel 2 : 28)

Chico não precisava de esforço para perdoar, para ser humilde, para ser caridoso. A indulgência natural, a modéstia natural e o amor natural já eram integrantes de sua estrutura corporal. A carne para ele “não era fraca” e estamos nós outros a atravessar vidas sucessivas e solidárias para um dia termos a bondade natural como ele.

Por fim falei da sua insuperável psicografia do “50 Anos Depois”, quando captou a vida do anjo Célia Lúcius o que alguns anos depois foi confirmado, como previra Emmanuel no seu prefácio, por meu Pai, Clóvis Tavares, que encontrou pequena brochura em espanhol com a vida de Santa Marina, em tudo coincidente com a narrativa do “50 Anos...”.
Este ano, se Deus permitir, ofereceremos ao público espírita brasileiro a pesquisa bibliográfica e fotográfica da Célia Lúcius histórica, um tributo a mediunidade de Chico Xavier, de quem repetimos com os discípulos de Jesus: “Quem é este, pois?”

Geraldo Lemos Neto, fez brilhante exposição sobre a personalidade de nosso Chico e apresentou-nos, representando a querida Wanda Joviano, o mais novo livro da lavra mediúnica de Chico Xavier: “Militares no Além”, com mensagens de militares brasileiros do século XIX, demonstrando que existem outras patentes espirituais que prevalecem sobre as patentes humanas. Fez no encerramento, um comovedor pedido aos dirigentes da respeitável União Espírita Mineira que republiquem os livros de nosso Chico, por ele doados à UEM e há tempo esgotados, com demanda do grande público sedento de espiritualidade. São os livros:

“ Bastão de Arrimo”, “Apelos Cristãos”, do Dr. Bezerra, “Presença de Chico Xavier em Araxá”, “Roseiral de Luz”, “Aceitação e Vida”, “Pétalas de Primavera”, “Fulgor do Entardecer” e “Migalha”.



Encerrou a celebração de saudade o médium Carlos Baccelli, de Uberaba, companheiro de nosso Chico e seu parceiro em inúmeros livros, falando sobre a originalidade de Chico Xavier, como o caso único de mediunidade no mundo. Disse ele mesmo ter dotes mediúnicos , mas que apenas Chico era um inter-existente, no dizer de Herculano Pires, apenas Chico era um homem novo, “O Mineiro do Século”. E foi por diversas vezes interrompido pela platéia que aplaudiu de pé as homenagens sinceras feitas ao Chico. Baccelli é autor de mais de uma dezena de livros biográficos de Chico Xavier, constituindo-se no seu maior biógrafo até o momento. Baccelli disse várias vezes interrompidos pelos aplausos, que Chico foi não apenas o maior médium do Brasil, mas o maior brasileiro de todos os tempos e o maior médium da humanidade em toda a história.


O Encontro contou com a participação de cerca de 2000 pessoas que lotaram as instalações do Clube Sírio Libanês de Uberaba.

Este é apenas o primeiro encontro que pretende ser anual e alternar Uberaba e Pedro Leopoldo, as duas cidades de Chico Xavier.

Flávio Mussa Tavares

domingo, abril 13, 2008

13 de abril

Mais um dia de Saudade



Criou meu Pai, Clóvis Tavares esta antológica sentença: “A Saudade é o Metro do

Amor.”


E Papai mais que ninguém pode atestar essa verdade. A saudade de Nina converteu-o

em um Cristão.


A Saudade de Lill, converteu-o no Pai de muitas crianças do Lar dos Meninos e da
Casa da Criança.


Durante a sua existência, muitas saudades alimentaram o seu amor que não tinha
fim.


E Papai reaproveitou a aparente tristeza da saudade, convertendo-as em fontes de


sabedoria, inspiração e consolo para todos que o conheceram.


Que ele receba a nossa mínima homenagem, pedindo a Deus que nos conceda a
bênção de converte-la em dádivas aos carentes de luz espiritual, para que honremos a
Sua memória aplicando o excelso princípio de medir a saudade pelo sentimento de
compaixão , de piedade e caridade.

sábado, março 08, 2008

CÉLIA LÚCIUS, SANTA MARINA- Apresentação


Apresentamos o perfil resumido do futuro e breve lançamento:




CÉLIA LÚCIUS, SANTA MARINA
Uma analogia das biografias católicas e maronitas de Santa Marina da Bitínia, com a narrativa de "50 Anos Depois", de Emmanuel, psicografado por Chico Xavier.


1. NAS ENTRELINHAS DE UM PREFÁCIO

Ler um livro é muito mais que conhecer o que está compreendido entre o primeiro e o último capítulo. Desde criança, aprendi com meu Pai a ler todas as partes de um livro. A capa é fundamental para se ler um livro. O título, o autor, a editora. As primeiras páginas contém informações importantes como o ano de publicação, quantas edições já foram feitas, quantos exemplares foram impressos. Isso também é parte do livro. O Prefácio é a introdução do assunto e não se admite que alguém inicie a leitura de um texto sem conhecer a alma do livro expressa em seu prefácio. O prefácio pode ser escrito pelo autor ou por alguém que apresenta o mesmo. Nos dois casos, a sua leitura torna-se indispensável. Ler o prefácio é preparar-se para o relato principal. A leitura apenas de um texto é feita em duas dimensões. Ao adentrar em um texto após a compreensão do prefácio é alcançar a terceira dimensão do relato. No caso específico de "50 Anos Depois", há motivos específicos pois Emmanuel dá os indícios de que havia uma narrativa velada pelas entrelinhas. Ele diz que os arquivos da Igreja registraram a história de Célia Lúcius, mas havia divergências entre datas e locais. No nono parágrafo, na oitava linha, diz Emmanuel: "A Igreja Romana lhe guarda, até hoje, as generosas tradições, nos seus arquivos envelhecidos, se bem que as datas e as denominações, as descrições e apontamentos se encontrem confusos e obscuros pelo dedo viciado dos narradores humanos." (...)

2. DOIS LIVROS DE BÊNÇÃO

Existe uma estreita relação entre o livro "50 Anos Depois", de Emmanuel e o Apocalipse, de João Evangelista. Os dois são chamados "livros de bênção", isto é os autores rogaram a Deus em seus escritos uma bênção para todos aqueles que os lessem. Eis as palavras do apostolo João, prometendo uma benção a quem ler e atender estas palavras psicografadas pelo discípulo a quem Jesus amava, do próprio Mestre:“Eis que venho em breve! Felizes aqueles que põem em prática as palavras da profecia deste livro.Fui eu, João, que vi e ouvi estas coisas. Depois de as ter ouvido e visto, prostrei-me aos pés do anjo que as mostrava.Mas ele me disse: Não faças isto! Sou um servo como tu e teus irmãos, os profetas, e aqueles que guardam as palavras deste livro.”


3. SANTA MARINA, O MONGE
Narra-se neste capítulo algumas traduções do inglês, do italiano, espanhol e catalão encontradas nas bibliotecas virtuais católicas e maronitas. A primeira delas, a maior e mais consistente é um excelente trabalho de pesquisa com referências e citações, muitas delas praticamente inacessíveis, uma vez que são documentos de bibliotecas de museus datados do início do século XX. Neste capítulo apenas apresenta-se a biografia e em um outro, serão apresentadas as analogias, as dessemelhanças e as suas prováveis causas já indicadas por Emmanuel. 1- Santa Marina, o Monge"Narra-se aqui a hagiografia segundo a tradição Maronita. Relata a tradição e as lendas sobre suas relíquias.


4. TEATRO E POESIA PARA SANTA MARINA
Apresento neste capítulo uma peça de Teatro sobre a vida de Santa Marina. É uma pálida visão do que foi a sua vida, entretanto é uma iniciativa louvável, uma vez que no nosso meio espírita, apesar de alguns grupos já haverem preparado algumas apresentações baseados na história do "50 Anos Depois", não foi ainda escrita uma peça para que possa ser montada nas diversas cidades brasileiras, divulgando a vida deste personagem legendário que é Célia Lúcius. a) SANTA MARINA, O MONGE ( Uma peça de Teatro)


5. CORRELAÇÕES BIOGÁFICAS
Algumas considerações devem ser estabelecidas entre as biografias encontradas, outras que citaremos pequenos trechos semelhantes e os relatos de “50 Anos Depois”.O primeiro ponto a ser observado é que a história conhecida do Frei Marinho/Santa Marina é apenas a história narrada por Emmanuel após a sua expulsão de casa na noite fatídica do retorno de Helvídio de sua longa viagem seguida da consecução equivocada da trama urdida por Cláudia Sabina.


6. CENAS DE UMA VIA CRUCIS
A nossa querida Wanda Joviano, a irmã da doce Célia, realizou em três anos consecutivos uma série de palestras sobre a alma abençoada de 50 Anos Depois. Em uma das exposições, apresentou-nos ela o roteiro realizado por sua irmã no sentido de alcançar o Mar Mediterrâneo e então Alexandria. Neste capitulo de imagens, destacamos algumas imagens do podemos chamar Via Crucis de Célia. Neste longo e doloroso caminho percorrido, Célia, num ato de renúncia absoluta, numa atitude genuinamente cristã, evade-se do lar, alcança terras estrangeiras e encontra com o seu anjo tutelar, Lésio Munacio.


7. DE VOLTA À PENÍNSULA ITÁLICA
No ano de 1980, em uma de suas palestras na Escola Jesus Cristo, disse meu Pai, exaltando a figura excelsa de Célia Lucius:"Numa ocasião, eu tive a felicidade de descobrir, numa livraria pobre do Rio - o chamado 'sebo' - uma pequena biografia de Santa Marina. Dei a Chico Xavier a pequena biografia e aos familiares de Célia Lucius reencarnados na época neste mundo


8. CIRO, DE ÉFESO
É preciso que se declare aqui que um estudo como este da vida de Ciro, o bem-amado de Célia Lúcius, é possível por que Emmanuel legou-nos o livro "50 Anos Depois". E a nossa querida Wanda Joviano, abriu mão da particularidade das mensagens psicografadas pelo nosso Chico Xavier no Culto do Lar de sua família e emprestou ao público espírita estas duas jóias psicografadas: "Sementeira de Luz", de Néio Lúcio, avô de Célia, e "Deus Conosco", de Emmanuel, que é Nestório, preceptor doméstico das jovens Helvídia e Célia Lúcius, em Roma. Estes livros são os bastidores dos romances de Emmanuel. Recebamos, pois esta oferta generosa de nossa amiga Wanda, por divulgar para proveito de todos, algo que por direito humano só a ela pertencia. Por direito espiritual, entretanto, considerou ela, que estas preciosidades devem ser conhecidas por todo o público que leu e amou "Há Dois Mil Anos", "50 Anos Depois" e "Renúncia". Esta literatura complementar emoldura os romances de Emmanuel, de forma que, se possível fosse, agregariam aos mesmos ainda mais valores espirituais.


9. QUEM É ESTE, POIS?
Vivemos uma época de supercomunicação. Há possibilidade de comunicação instantânea e de acesso absoluto em todo o globo. Isto significa que há região no planeta não coberta por satélite. A tecnologia já permitiu ao homem a onisciência e a onipresença.

sexta-feira, fevereiro 15, 2008

DIRETRIZES DOUTRINÁRIAS

Diretriz Doutrinária

O Espiritismo ou Doutrina dos Espíritos ou ainda Doutrina Espírita é o conjunto dos ensinamentos ministrados pelos Espíritos Superiores a Allan Kardec, com bases científicas, de conotações filosóficas e de conseqüências religiosas, ético-morais e comportamentais.
O vocábulo ESPIRITISMO, neologismo criado por Allan Kardec, compreende esses ensinamentos, que constituem as Obras Básicas da Codificação Kardequiana:

“O Livro dos Espíritos” (18 de abril de 1857), “O Livro dos Médiuns” (1861), “O Evangelho segundo o Espiritismo” (1864), “O Céu e o Inferno” (1865), “A Gênese” (1868), e ainda, as acessórias: “O que é o Espiritismo” (1859), “Viagem Espírita em 1862” , os 12 volumes da “Revista Espírita” ( 1858 a 1869) e “Obras Póstumas” (1890), sendo os adeptos do Espiritismo, denominados ESPÍRITAS ou ESPIRITISTAS.

O Espiritismo tem por postulados básicos:
1) a certeza da existência de Deus, na visão cósmica de que Deus é: Inteligência Suprema, Causa Primária de Todas as Coisas” e o Pai, que Jesus, nos ensina, reverenciando,
2) a Imortalidade da Alma: que se expressa na pré-existência, existência, sobrevivência dos espíritos,
3) nas Vidas Sucessivas ou Reencarnação,
4) na Comunicabilidade dos Espíritos com os Homens ou Mediunidade,
5) na Pluralidade dos Mundos Habitados, que estabelece a Solidariedade dos diversos mundos e a Relação entre os seres.

A Doutrina dos Espíritos tem por principio fundamental o respeito a todas as crenças, sem, no entanto, ter vínculo com cultos materiais ou exteriores, de origem nativa ou primitiva de quaisquer continentes, fetichismo, crenças, seitas, magismos, orientalismos, misticismos, igrejismos, religiosismos, rituais que resultem de quaisquer formas de sincretismo religioso, por se constituir tal Doutrina em religião social, de essência, dinâmica, oriunda do Cristianismo do Cristo, tendo por missão resgatar aquele Cristianismo, primitivo e puro, assumindo-se como Cristianismo Redivivo.

O Espiritismo não é responsável pelo uso indevido da mediunidade para fins ilícitos e comerciais, uma vez que tem como norma, para todas as suas atividades, o “DAI DE GRAÇA O QUE DE GRAÇA RECEBESTES”, recomendado por Jesus, rejeitando quaisquer formas de profissionalismo espírita.

Na Doutrina Espírita: “Estamos defrontados com uma tarefa urgente: desentranhar o pensamento vivo de Allan Kardec dos princípios que lhe constituem a codificação doutrinária, para desentranhar o pensamento vivo do Cristo, dos ensinamentos contidos no Evangelho”. Longe de negar ou destruir o Evangelho, o Espiritismo confirma, explica e desenvolve tudo quanto Jesus de Nazaré disse e fez, tornando mais claras certas passagens que pareciam inadmissíveis, bem como reconhece que a vivência de seus ensinamentos é o objetivo a ser atingido pela humanidade.

Só há um Espiritismo, o que foi codificado por Allan Kardec, não existindo, portanto, diferentes ramificações ou categorias, como “alto” ou “baixo” Espiritismo, “Espiritismo de Mesa”, “Linha Branca”, ”Espiritismo Elevado”, “Espiritismo Kardecista”, “Kardecismo”, “Espíritas Kardecistas”, “Kardecistas” ou outras desse gênero.

O CONSELHO ESTADUAL ESPÍRITA DE UNIFICAÇÃO DO MOVIMENTO ESPÍRITA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, CEEU, interpretando os postulados básicos da Doutrina dos Espíritos – para a qual o verdadeiro culto é o interior – esclarece que no Espiritismo não se adota a prática de atos, uso de objetos e cultos exteriores, tais como:

• Exorcismos;

• Sacrifícios de animais e muito menos de seres humanos;

• Rituais de iniciação de qualquer espécie ou natureza;

• Promessas, despachos, riscaduras de cruzes, pontos ou hábitos materiais oriundos de quaisquer concepções religiosas ou filosóficas;

• Rituais e encenações extravagantes de modo a impressionar o público;

• Talismãs, amuletos, orações miraculosas, bentinhos, escapulários, breves ou quaisquer objetos semelhantes;

• Confecções de horóscopos, exercícios de cartomancia e astrologia, jogo de búzios ou práticas similares;

• Administrações de sacramentos como batizados e casamentos, concessões de indulgências, sessões fúnebres ou reuniões especiais para preces particulares, seja a encarnados ou desencarnados, nas chamadas reuniões da saudade; (A Doutrina não se coaduna a nenhum tipo de exclusividade, nem comporta atavismos);

• Pagamentos e ou contribuições de quaisquer naturezas por benefícios prestados;

• Atendimentos de interesses materiais para “abrir caminhos”;

• Danças, procissões e atos análogos;

• Hinos ou cantos em línguas mortas ou exóticas;

• Atribuições de Títulos Convencionais, como Presidente de Honra ou Honorário, assim também cargos vitalícios;

• Paramentos, uniformes, ou roupas especiais;

• Altares, imagens, andores, ou objetos materiais;

• Incenso, mirra, fumo, velas, bebidas ou substâncias alucinógenas;

• Terapias alternativas ou convencionais, desde que descaracterizem o aspecto doutrinário das atividades dos Centros Espíritas, posto que os Centros Espíritas são os locais de divulgação e prática do Espiritismo, do Conhecimento Espírita, da Cultura Espírita e da Terapia Espírita, consagrada pelo Estudo Doutrinário, pelo Atendimento Fraterno Através do Diálogo, do Passe Espírita, da Água Fluidificada, da Prece e das Atividades de Desobsessão.

O Espiritismo não aceita e nem preconiza nenhuma forma de crendices, charlatanismos, embustes, superstições, simpatias, fórmulas mágicas, sinais cabalísticos, símbolos, objetos sagrados, cerimônias, uso de imagens, culto devocional a santos ou patronos, personalismos, formalismos, ou sobrenatural.

O CEEU (Conselho Estadual Espírita de Unificação do Movimento Espírita do Estado do Rio de Janeiro), por fim, só reconhece como legítimos Centros Espíritas as Instituições que vivenciam a Doutrina Espírita tal como está claramente definido nesta Diretriz.

APROVADA PELO CONSELHO ESTADUAL ESPÍRITA DE UNIFICAÇÃO DO MOVIMENTO ESPÍRITA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO EM REUNIÃO DE 30 de MAIO DE 2004.

domingo, fevereiro 10, 2008

I ENCONTRO NACIONAL DOS AMIGOS DE CHICO XAVIER E SUA OBRA

I ENCONTRO NACIONAL DOS AMIGOS DE CHICO XAVIER E SUA OBRA

PROGRAMAÇÃO

19/04/2008 - Sábado

13:00 - 13:30 Abertura –

Participação do Coral "A Luz Divina"

13:30 - 14:15- Marlene Rossi Severino Nobre

14:15 - 15:00- Weimar Muniz de Oliveira

15:30 - 16:15- Manoel Tibúrcio Nogueira

16:15 - 17:00-Caio Ramacciotti

19:30 - 20:00 momento musical

20:00 - 20:45 Adelino da Silveira

20:45 - 21:30- Elias Barbosa

21:30 - 22:15- Oceano Vieira de Melo -Apresentação de Vídeo Inédito sobre Chico Xavier

20/04 - Domingo

08:00 - 08:45- Jhon Harley M. Marques

08:45 - 09:30- Flávio Mussa Tavares – “Quem é este, pois?”

09:30 - 10:15- Geraldo Lemos Neto –

Lançamento de Livro Inédito da Psicografia de Chico Xavier

10:15 - 11:00 Carlos A. Baccelli - Encerramento


LOCAL : CLUBE SÍRIO LIBANÊS

Rua Major Eustáquio, 790

Uberaba – MG

O convite é extensivo a todos os amigos de Chico Xavier. Para participação no evento não é necessário inscrição prévia nem haverá qualquer taxa.

Haverá muita alegria com a sua presença de todos!

Fraternais saudações, a Organização.

sexta-feira, fevereiro 01, 2008

Um pouco mais sobre o Perdão

Amigos, a amiga Cristina Pereira, diretora da Revista Espírita de Campos, envou um e-mail para algumas pessoas pedindo para que respondessem as questões apresentadas aabaixo, com letras vermelhas.
Enviei para ela as resposta que disponibilizo para o meu blog para que possamos refletir um pouco sobre a técnica do perdão, que pode ser encarado como tópico da psicologia comportamental. Pelo menos do ponto de vista que tentei imprimir às respostas.


Porque as pessoas têm tanta dificuldade em perdoar?

Por que o perdão não é próprio da natureza humana. O rancor compõe a nossa índole natural. É do cérebro para o coração. Começamos perdoando com a cabeça para no final perdoarmos naturalmente com o coração. A dificuldade consiste na mudança de um vício para uma virtude.

Há relação entre perdão, humilhação e fraqueza?
Do ponto de vista puramente humano, sim! È necessário enfraquecer a nossa animalidade, secretar emnos adrenalina, irar-se menos, empregar menos as conexões nervosas simplificadas que conduzem ao ato refelexo comum. para obtermos o dom de perdoar.
Para isso, a técnica é humilhar-se, tornar-se fraco. Voluntariamente, como forma de reformatação de nosso cérebro, tão acostumado com as reações automáticas e instintivas.
Perdoar significa que se aceita o erro alheio?
Não propriamente, significa que se aceita o autor do erro, pois nós também somos passíveis de errar. Significa que a tolerância aplicada de modo auto-repressivo, é uma conquista para a tolerância de Deus com as nossas prórpias imperfeições.
O perdão está mais para razão ou para emoção?
"Não perdoar" é uma atitude emocional, instintiva, reativa, automática.
"Exercitar o perdão", ao contrário, é um ato racional, que necessita de treino, exercício, técnicas psicológicas adaptadas teoria reencarnacionista e à lei de causa e efeito. Essas técnicas psicológicas seriam uma nova proposta de Psicologia Cognitivo Comportamental baseada na Reencarnação. É uma proposta para os psicólogos e psiquiatras espíritas. Digo isso por que eu mesmo estou ingressando na área da psiquiatria e estou considerando uma decisão acertada.

Desse modo, a doutrina racional que herdamos é uma partida para a nossa próxima etapa evolutiva como os "mansos que herdarão a terra".

Flávio Mussa Tavares

sábado, janeiro 19, 2008

AQUELE QUE SEMEIA


Palestra da Sexta feira, 18 de janeiro de 2008

É interessante que denomina-se esta parábola como “do Semeador”, ou seja Ele é o grande protagonista da semeadura universal.
O Semeador, conforme narra o texto de Marcos,capítulo 4, versículos 3 a 20. Saiu a semear, eis a grande jornada de Jesus na Terra. Leiamos a narrativa do Evangelho que também é chamado o Evangelho de Pedro, por conter as informações que o evangelista Marcos com ele obteve em Roma, sendo assim o primeiro Evangelho de Jesus.

“Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear. E aconteceu que semeando ele, uma parte da semente caiu junto do caminho, e vieram as aves do céu, e a comeram; E outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda; Mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se. E outra caiu entre espinhos e, crescendo os espinhos, a sufocaram e não deu fruto. E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro sessenta, e outro cem. E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.” Mc 4:3-9

´
É neste momento que precisamos nos deter para os detalhes. Jesus não explica o texto alegórico à multidão, antes, a despede, incitando-a a ter os sentidos auditivos mais aguçados, para alcançar os significados além da narrativa.

É por ter percebido isso que os discípulos lhe perguntam, uma vez encontrando-se só com Jesus ao que Jesus respondeu em também enigmáticas palavras:

"E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora, todas estas coisas se dizem por parábolas. Para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados."

Esta é a primeira parábola narrada por qualquer evangelista na história do Cristianismo. Ademais, há outro detalhe. Senão, vejamos o que Jesus lhes pergunta após estas palavras iniciais:

"Não percebeis esta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas?"

É uma questão e ao mesmo tempo uma surpresa. Como entender todos os outros discursos parabólicos se não compreendermos Esta parábola? Ela é a chave do entendimento para Todas as outras.

Veja-se então a explicação do Mestre:

"O que semeia, semeia a palavra; E, os que estão junto do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo-a eles ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações. E da mesma forma os que recebem a semente sobre pedregais; os quais, ouvindo a palavra, logo com prazer a recebem;Mas não têm raiz em si mesmos, antes são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição, por causa da palavra, logo se escandalizam. E outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra; Mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera. E os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra e a recebem, e dão fruto, um a trinta, outro a sessenta, outro a cem, por um."

"Aquele que semeia" é sempre Jesus, embora conte ele com colaboradores que colocam no alforge sementes e espalham bondade e conhecimento levando esperança, consolo e fortaleza a todos que querem se nutrir da palavra de Jesus. Somos privilegiados no Espiritismo, por termos, além do Evangelho de Jesus, os complementos comentados de Allan Kardec em "O Evangelho Segundo o Espiritismo" os comentários judiciosos de Emmanuel, sempre psicogrrafados pela pena antenada de Chico Xavier nas obras: "Caminho, Verdade e Vida", "Pão Nosso", "Vinha de Luz" e "Fonte Viva" totalizando 720 cartas comentando o Evangelho de Jesus. Temo ainda o "Livro da Esperança" com 90 comentários de o Novo Testamento e "O Evangelho Segundo o Espiritismo". Não terminam aqui as concessões do Senhor: temos a "Boa Nova de Humberto de Campos, também pelo nosso Chico e a "Alvorada Cristã" de Néio Lúcio, com uma singeleza e uma pureza própria das almas que atingiram a identidade com o Criador.

  • A beirada da estrada é o terreno batido, uma vez que o Semeador esparge os grãos aleatoriamente em todas as direções. Uma parte cai na beira da terra batida, que é o caminho que se forma nos terrenos por onde as pessoas fazem a trilha, por onde é comum se caminhar. Esta terra batida é impermeável à semente, como alguns espíritos tem o sentimento bloqueado à palavra de Deus, e tornam-se frios, impiedosos, duros de coração. Em algumas passagens Jesus usou a expressão " a dureza de vossos corações", isto é a terra batida, de beira de trilha, onde a semente da boa palavra que hoje, é espargida por múltiplos meios em todas as direções, é impenetrével.

    As aves de rapina,
    que espreitam os nossos movimentos e nossas invigilâncias esperam o momento oportuno para furtar as sementes lançadas e não perpetradas no solo árido dos espíritos endurecidos de sentimento. Elas não pousam, elas sobrevoam nossas cabeças, não as vemos, mas elas nos observam. São ardilosas e pacientemente esperam para


    O solo pedregoso é terreno fértil com pouca profundidade. Representa as pessoas entusiastas, motivadas e hiperativas, que querem e aceitam todos os compromissos , mas desistem facilmente e ainda encontram desculpas para sua deserção. Põem a culpa nas coisas erradas que viram no trabalho assumido, dizem que são muito corretas e para não provocar inconveniências, preferem afastar-se. Usam entretanto, esse estratagema como justificativa para a indolência.

    O solo selvagem, onde encontram-se muitas plantas silvestres, densas, moitas impenetráveis, espinhosas, são também terras agricultáveis. Ali a semente germina e cresce, mas não frutifica, pois não há luz e nem ar o bastante para o último amadurecimento. Representam as pessoas que evoluem rapidamente no conhecimento e na prática do Evangelho, mas que envolvem-se também com outros compromissos que asfixiam a última etapa que é o frutificar e espalhar novas sementes. A sua hiperatividade mental os impede de aquietar-se e assumem muitos compromissos que por vezes são conflitantes entre si. São preocupações, falsas necessidades modernas, busca insaciável de comodidades sempre enganosas e a ilusão da auto-estima exagerada, estimulada pela mídia falaciosa e ardilosa. Infelizmente é forçoso reconhecer que essa estratégia da busca do bem estar individual acima de tudo tem sido tema de muitos livros espíritas que perderam-se na busca de uma psicologização primária de nossa doutrina com a enxurrada de publicações da chamada auto-ajuda. Este solo é o de muitas almas já prontas para a edificação evangélica que desistem por estarem demais sufocadas com as atividades profissionais e sociais.

    No terreno bom a semente lançada germina, cresce e frutifica. Frutifica em gradação ascendente: a 30 por um, sessenta por um e cem por um. Isso quer dizer que os terrenos bons também evoluem. Nós somos simultaneamente em aspectos diversos de nossa natureza espiritual, terrenos diferentes. Podemos ser frios para alguma coisa, entusiasmados mas vacilantes com outras situações, demasiado ocupados para outras tantas e até mesmo excelentes em outros misteres.

    O que precisamos em nossa caminhada evolutiva é tornarmo-nos bons terrenos em todos os aspectos de nossa existência.

    Observe-se que Jesus semeou em toda a terra, mas apenas 75% das almas aceitaram a sua palavra. São os terrenos pedregosos, espinhosos e a boa terra.

    Desse montante, 25 % fenece prematuramente. É a terra granítica.

    Cinqüenta por cento alcança a fase adulta. Mas a metade desse montante morre sufocada antes da primeira frutificação.

    Apenas 25% frutifica.
    Desses, a pequena fração de 8,3%, dá sementes a uma razão de trinta para uma.
    Outros tantos 8,3 %, multiplicam-se na razão de 60 para uma.
    E os restantes 8,3% multiplicam-se ao cêntuplo.


    Esta é a prova da Evolução e de que a Lei de Amor Universal quer que n´so nunca nos sintamos terminados, sempre havendo necessidades de crescer e multiplicar a semente da boa palavra que é plantada em nossos corações, que dever germinar, crescer e novamente frutificar.





segunda-feira, janeiro 14, 2008

A Reencarnação é uma Idéia Inata!

Como provar a reencarnação?

Descrever evidências científicas sobre a a reencarnação, ajuizar provas morais e concernentes a Justiça de Deus, são ( no meu entender) quase inúteis para quem não aceita a reencarnação "a priori".

Sou da teoria de que Reencarnação é assunto que deve ser ensinado em grupos formados essencialmente por assistidos nas instituições espíritas.

Segundo Kardec, numa resposta dada na Revista Espírita, a uma crítica a respeito da ignorância dos espíritas, ele diz que quanto mais simples e mais sofredor, mais fácil é entender e aceitar a realidade da Reencarnação.

Creio muito pouco na re-formatação do cérebro bem formatado de um não-reencarnacionista, acomodado ao 'status quo' espiritual de sua doutrina religiosa.

Eles perdem um tempo enorme em Igrejas lotadas, rádios AM e FM, várias redes abertas de TV, para DOUTRINAR, fazer ' brain storm' contra a Idéia inata da Reencarnação.

A reencarnação é uma idéia inata!

E mesmo assim, nós , espíritas, fazemos distribuição de gêneros aos assisitidos, falamos um poouquinho da 'parte moral' da doutrina e relegamos aquele povo imenso, que aceita anturalmente a reencarnação, mas que está desassisitido intelectualmente e culturalmente pelos espíritas, contrariando o que nos propõe Kardec na Revista Espírita.

Eles é que precisam ser doutrinados, com a a idéia da Reencarnação e da Lei de Justiça por ela exercida.

Eles são nosso público preferencial. Ensinar Reencarnação é Libertar essas almas do cativeiro imposto pelas igrejas que fazem um trabalho hercúleoo contra a reencarnação.

Por iso, proponho no Culto da Assistência, da Escola Jesus Cristo, um trabalho mais que assistencial. Um trabalho de promoção humana, associado a um doutrinário, com Livro dos Espíritos explicado de modo simples e sincero.

essa é a nossa missão frente o sofrimento humano que assola a nossa nação.

domingo, dezembro 30, 2007

O VALOR DO SER HUMANO

Flávio Mussa Tavares




“Assim diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem se glorie o forte na sua força; não se glorie o rico nas suas riquezas. Mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.” Jer 9:23-24




Não há um consenso nas Neurociências a respeito de qual é a instância do homem que o personaliza. Em outras palavras: qual de nossos atributos é o nosso Eu? A vontade, o intelecto, os instintos, a estrutura biológica, as nossas posses?

Há indivíduos que confundem-se a si mesmos com os objetos que julgam possuir. Nesse caso, lutam pela sua manutenção e sofrem irreparavelmente com a sua perda, como se fosse uma ferida na alma.

Há os que reconhecem-se como a sua estrutura corporal, esmerando-se desse modo, pela sua aparência e higidez e sofrendo moralmente com qualquer dano ao mesmo.

Os que identificam-se com as sua potências instintivas, vangloriam-se delas e recusam-se a aceitar a sua temporalidade, lutando desesperadamente para vencer a irresistível desagregação natural imposta pela biologia.

Há ainda os que pensam ser as suas potências intelectivas, hipertrofiando a auto-imagem que parece ser inatingível pela corrosão do tempo. Estes sofrem irreparavelmente qualquer perda em sua capacidade cognitiva.

Outros identificam-se com o poder mental, com a sua vontade egoística que passa a significar o resumo de seu próprio Eu e perturbam-se nas situações de defecção de sua forca volitiva.


“O entendimento acha o que há, a vontade acha o que quer.

Conforme a vontade quer, assim acha. Se a vontade quer favorecer, achará merecimento em Barrabás. Se a vontade quer condenar achará culpa em Jesus Cristo.” Pe. Antônio Vieira.




Observa-se os que jactanciam-se diante dos homens por qualquer destes atributos que são considerados privilégios. O Rico, o belo e saudável, o superdotado intelectualmente e o que tem determinação e coragem entendem que esses atributos são parte integrante de sua personalidade e confundem-se com estes.

A alta percepção do Profeta Jeremias sugere que nos não façamos a confusão entre as aquisições espirituais e as posses transitórias do espírito encarnado. A Parábola dos Talentos demonstra que cada dom, como empréstimo divino pode ou não ser incorporado ao nosso patrimônio do espírito.

Como termina Jeremias o seu oráculo, isto e, a sua recepção mediúnica: “fiquem felizes em me entender e me conhecer, que eu sou o Senhor, que faço beneficência, juízo e justiça na terra”. O que significa? Que qualquer destes atributos são empréstimos, são dotes a nos confiados por uma providencia que quer sentir a nossa capacidade de empregá-los para o bem comum. Posses, saúde e forca física, energia, vontade, inteligência e coragem precisam ser empregados na transformação do mundo. Este planeta precisa mudar.

Vivemos uma época de individualismo escancarado. Uma grande maioria das pessoas prefere as garantias individuais, egoísticas, fazendo uma blindagem de indiferença e insensibilidade. Esta frieza de espírito, antes so observada nas elites, atingiu a classe media, que e hoje a propulsora da economia baseada na aquisição cada vez maior de bens que visam uma aparente estabilidade. Bens que visam um conforto e uma crescente inatividade do cérebro e dos músculos. Ate mesmo as classes menos favorecidas, antes dóceis e humildes, aprenderam a linguagem da ganância e do egoísmo, o que faz de nossa humanidade uma geração hipócrita e desumana.

Como justificar tamanho egocentrismo? Primeiro, justifica-se com a declaração de que somos imperfeitos e que não e para o homem mudar a face do mundo.

Segundo, as tentativas de grandes mudanças resultaram mais em sofrimento coletivo que verdadeiramente reformas.

Terceiro, a Providencia Divina se encarregara de mudar o planeta.

Isso gera, acomodação fatalista, desanimo frente a projetos de melhora do ser humano e a capitulação diante da crueldade da exclusão social do mundo.

Segundo a percepção medianimica de Jeremias, e preciso conhecer que Deus reina e quer o bem de todos, que quer justiça na Terra e que julgara os nossos atos.

Como lutar por atributos personalizados, que nos fazem incrementar a nossa vaidade, e nos perder espiritualmente? O que aproveitaremos de posses materiais? Dos atributos corporais? Da satisfação de nossos desejos instintivos? De nossa inteligência apurada? Da forca de nossa vontade? O que a nossa instancia mais profunda aproveitara, se tudo isso se dissipar com a morte? Que valores estaremos transferindo para o nosso Eu imortal?

Voltamos a primeira questão? Quem somos nós? Nossas propriedades? Só um louco diria que sim, mas muitos vivem por elas e perdem sua vida imortal por aquisições temporárias. O nosso corpo? Alguns pensam que sim. Mas mesmo os que pensam não, ainda assim, vivem para adorná-lo e fortificá-lo, em detrimento do nosso ser espiritual. Tornam-se obsessivamente preocupados com a beleza e com a integridade corporal que sacrificam dons do espírito para tornar-se vassalos do corpo. Somos por ventura reflexo de nossos desejos? Podemos ou devemos suprimi-los? A grande maioria relaxa suas resistências em função das pressões dos hormônios e atrelam-se a forcas atávicas da criação. Como desvencilhar-se da armadilha da hipertrofia da inteligência? E da hipertrofia da vontade?

As provas da riqueza, da beleza, da saúde, da inteligência e da forca do cérebro são difíceis de vencer num mundo que cada vez mais incita o individualismo e a vaidade.

Como restaurar a sensibilidade, a fraternidade, a solidariedade?

Pensemos que tudo que temos, somos e conquistamos na esfera física ou intelectual são oportunidades de multiplicação. O prazo e nossa existência terrena. Os nossos testes são realizados enquanto encarnados. O mundo e de Expiação. Expiar e uma forma de tratamento psicofísico de nossas imperfeições. Expiar e purgar, transferir do espírito para o corpo, do coração para as circunstancias da vida. Não para pagar, mas sim para aprender. Não como vingança divina, mas como meio pedagógico de um Pai que não se cansa de ensinar. Provas são as situações em que somos defrontados, nas quais já e possível uma vitória. Ninguém e provado sem possibilidade de vencer. As provas são situações em que os dilemas se nos apresentam. De um lado o nosso passado com as facilidades, com a beleza, a riqueza, a cultura, a vaidade. De outro lado, a renuncia, a aparente perda, o sacrifício. No primeiro caso, ao ceder as forcas atávicas, perdemos os valores que quase conquistamos. No segundo caso, assimilamos em nos, transformamos os valores emprestados por Deus em valores espirituais.

O Valor do homem não esta no que pensa ter ou ser, mas no que renuncia. E por isso que o grande Albert Schweitzer, o medico das selvas, disse: “ Não há heróis da ação, há apenas heróis da renuncia e do sofrimento.”

quarta-feira, dezembro 26, 2007

UM NATAL TRISTE

Uma nota de tristeza abateu-se sobre o Natal da família de nosso amigo Brício Marcelino. Sua esposa, Ana Beatriz foi internada às 5 horas do dia de Natal e desencarnou pouco tempo depois. Perplexos e abatidos ficaram Brício, suas filhas: Ana Carolina, Ana Luísa, Ana Clara e Ana Júlia , além da mãezinha de Ana Beatriz.
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O velório deu-se ao longo do dia de Natal, em uma das capelas do Cemitério do Caju, onde compareceram os amigos da Escola Jesus Cristo, do Cefet e do Ministério do Trabalho, além de colegas de colégio das filhas.
Os amigos da Escola Jesus Cristo cantaram e leram palavras de reconforto espiritual e foi feita uma oração por Flávio Tavares, presidente da Escola Jesus Cristo, rogando a Deus a Paz de espírito para aquela mulher que viveu dignamente a sua missão de esposa, mãe e trabalhadora incansável.
Após a oração, uma longa e melancólica caminhada em direção ao sepultamento que descoloriu o natal da família de nosso companheiro Brício.
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Entretanto, somos levados a crer na palavra de Jesus, “Quem crer em mim, ainda que esteja morto, viverá”. E por isso, rogamos a Deus para fortalecer a nossa fé, para que creiamos, para que aceitemos os seus desígnios, mesmo que aparentemente sem sentido ou explicação, reconhecendo que ainda estamos na condição de deficientes visuais espirituais. Que Ele guarde e proteja a já saudosa Ana Beatriz Lídia Ferreira da Silva!
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domingo, dezembro 23, 2007

A POESIA QUE NASCE

    A poesia que nasce
    Pediatra reúne mais de 100 poemas sobre o nascimento de Jesus no livro que lança hoje à noite na Escola Jesus Cristo







    Wellington Cordeiro

    LANÇAMENTO - Luís Alberto, na Pça. São Salvador, com 'Aconteceu em Belém': a obra é dividida em três partes



  • Na vida do pediatra Luís Alberto Mussa Tavares, Medicina e Literatura andam de mãos dadas há algumas décadas, mas só há pouco tempo que ele resolveu dividir seus poemas com os leitores. De 2005 para cá, já publicou cinco livros. O sexto, que será oficialmente lançado hoje (na Escola Jesus Cristo), chega ao mercado em um momento mais que propício: o Natal. Para quem não pegou o fio da meada, ‘Aconteceu em Belém’ conta a história do nascimento de Jesus.

    O livro, que levou dois anos para ficar pronto, é prefaciado pela professora Eliane Cunha e editado pela Grafbel. A obra reúne mais de 100 poemas em 180 páginas e é dividida em três atos. Introduzindo cada um deles, o autor transcreveu os evangelhos de Mateus e Lucas.

    Na primeira parte do livro, os acontecimentos em Nazaré, antes do nascimento. A segunda parte é dedicada aos acontecimentos de Belém, por ocasião do nascimento. A última parte conta a vinda dos magos, a morte dos santos inocentes e a fuga para o Egito. O livro termina com o retorno da Sagrada Família para a Galiléia, onde ocorrem no Evangelho os últimos relatos sobre a infância do menino.

    O escritor explica que sempre que está trabalhando com um tema, adquire livros que falem sobre aquele assunto para poder transformar a história em poesia. Para escrever o seu sexto livro, Luís Alberto leu mais de 50 livros técnicos, cerca de uma dúzia de livros infantil e ainda viu os filmes ‘Jesus de Nazaré, de Franco Zefirelli’ e ‘Jesus: a história do nascimento’, de Catherine Hardwicke.

    O curioso é que muitas das vezes essas leituras se deram durante os plantões do médico, na hora do cafezinho, por exemplo. “Depois desse preparo é como se a mente ficasse pronta para isso. Aí, muitas vezes, o poema nasce entre um paciente e outro”, diz.

    O médico ressalta que durante a pesquisa, acaba lendo de tudo e vê que muitos pesquisadores ganham fama e renome contradizendo os versículos bíblicos. “No meu livro, eu conto a história conforme a narrativa dos Evangelhos”, explica o autor, que tenta descrever a sensação de ter em mãos, o trabalho pronto. “Ver a história contada do modo como eu desejei é algo extremamente gratificante”, comenta.

    Outro destaque da obra é o seu design moderno e recheado de ilustrações (assinadas por Danielle Cerqueira e Sandra Novalski). O livro está à venda na Livraria Espírita, na Livraria Diálogo e Cultura, na Escola Jesus Cristo (aos domingos) e no site www.aconteceuembelem.com, que acaba de entrar no ar. Na home page, os internautas poderão conhecer mais detalhes sobre a obra e a vida do autor, além de ter acesso ao índice do livro. Como bônus, o leitor pode baixar gratuitamente o poema ‘Fuga para o Egito’.

    BIOGRAFIA
    Luís Alberto nasceu em Campos e é filho de professores. Formou-se em Medicina no ano de 1983, pela UFRJ. Na infância, começou a tomar gosto pela poesia ao ouvir o seu pai (que era orador espírita) declamar os poemas do livro ‘Parnaso de Além Túmulo’, de Chico Xavier.

    — Aquilo me encantava e foi a partir daí que eu passei a me encantar pela poesia — relembra Luís Alberto, salientando que a linguagem que adotou foi influenciada por um time de peso: Augusto dos Anjos, Castro Alves, Chico Buarque, Ferreira Gullar, Cecília Meireles, Drummond e Mário de Andrade. “Eles são os poetas do meu coração”, derrete-se.

    Há alguns anos, ele criou o blog (www.quasepoesia.blogspot.com) e foi a partir de então que começou a lançar as coisas que escrevia, desde a época da adolescência. “Em 2005, resolvi fazer uma coletânea dos poemas do blog que deram origem ao meu primeiro livro, ‘A palavra dada’, que reúne poemas de temas diversos”, explica.

    No mesmo ano, chegava ao mercado ‘Um poema para o Natal’, uma espécie de primeira versão de ‘Aconteceu em Belém’. No ano seguinte, ele publicou o livro de poesia intitulado ‘Mãe’. Ainda em 2006, lançou o livreto ‘O nascimento de Jesus’ e este ano, ‘Somos mamíferos’ — que discorre sobre a amamentação dos seres vivos e foi escrito em prosa e poesia.

    — Ele foi muito divulgado durante a campanha da amamentação deste ano e vai virar um DVD que já está sendo produzido pela IBFAN do Brasil, que é uma ONG em defesa da amamentação — informa Luís Alberto, adiantando o tema do próximo livro: a Paixão de Cristo. “Já comecei a ler sobre o assunto”, diz. É só aguardar o resultado...

    LANÇAMENTO DO LIVRO ‘ACONTECEU EM BELÉM’
    Dia 23, às 17h
    Local: Escola de Jesus Cristo (Rua dos Goitacazes, Centro, Campos)
    Entrada franca