sexta-feira, maio 23, 2008

RESSURREIÇÃO DE JESUS



Este texto é um dos muitos escritos
de Clóvis Tavares que não constaram
da primeira edição do "Sal da Terra"
e que esperamos num futuro próximo,
em possível nova edição incluir.


É uma singela homenagem que
fazemos à Ascenção de Jesus no
dia de hoje.






RESSURREIÇÃO DE JESUS









Clóvis Tavares

“E Jesus, tendo ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena...E partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com Ele, os quais estavam tristes e chorando...” (Mc.16:9-10)




Jesus havia combatido a timidez de Pedro. O velho pescador queria impedir o sacrifício do Calvário. No seu coração amoroso de discípulo não soubera ele distinguir a influência tenebrosa que pode aparecer, muitas vezes, envolta no sudário da benevolência e da quietude. Daí o “afasta-te” (Mt 16:23) enérgico do Manso Cordeiro.

Simão Pedro não compreendia ainda as coisas que são de Deus, afirmou-lhe o Mestre.( Mt 16: 21-23)

E o que Jesus disse ao velho Barjonas se cumpriu: padeceu às mãos dos anciãos do judaísmo, sofreu as injúrias dos sacerdotes, recebeu os acintes dos escribas, foi torturado e crucificado e ressuscitou no terceiro dia.

Jesus havia iniciado sua tarefa entre os homens com a lição de humildade, no templo da manjedoura. Continuou seu ministério divino, na exemplificação da pureza e da caridade. No Calvário gravou o derradeiro ensino: o sacrifício altruístas, iluminado pelo amor, pela mansuetude.

Depois do Gólgota, veio a alvorada esplêndida da Ressurreição.

Jesus é o caminho. Ele próprio ensinou que ninguém vem ao Pai senão por Ele.

Imitemo-lo, pois.

Penetremos como Ele o fez, na Igreja santa de humildade. O Cristo de Deus aí vive...Andemos ao Seu lado, pelos caminhos tristes do mundo. Confiantes em Sua misericórdia, em Seu amparo, tornemo-nos semeadores do Evangelho, vencendo os dragões do erro com a espada do Espírito, transformando em atos de amor as boninas da esperança, da pureza e da fé. Um gólgota nos esperará. Isso é infalível. Mas, “no Calvário está a Vida”, diz-nos a sabedoria santa de Emmanuel. Sim, está a Vida, a Vida Eterna, porque depois da Cruz surge o domingo glorioso da Ressurreição.

Para todos aqueles que na Terra vivem para Cristo, pensam com Cristo, sentem em Cristo, trabalhando por Cristo, além de um cetro de cana e de uma coroa de espinhos, nos amargores da “via crucis” volunária, existe um Calvário. Mas, virá depois, na divina sociedade dos Espíritos, nossa Pátria Celestial, a aurora da Ressurreição, junto d’Aquele que é o Sumo Pastor de nossas almas.

2 comentários:

Irmão Sol, Irmã Lua disse...

Flávio,
Recordei das palavras do "Pobrezinho de Assis" que seu pai tanto amou e ama:
"Os que não sabem do Crucificado, não sabem nada do Ressucitado. Os que nã falam do Crucificado também não podem falar do Ressucitado. Os que não passam pela sexta-feira santa nunca vão chegar ao Domingo da Ressureição.
Para a consumação completa só me falta escalar o Calvário. Depois do Calvário, não há mais nada. É aí que nasce a Ressureição."

Abraço reconhecido,
Benjamin.

florismundo disse...

Ainda existem muitos mistérios a serem revelados. Queira o Pai celestial que o sejam o mais breve possível. Existe realmente um mundo espiritual, sem sombras de dúvidas. Um lugar de paz ou de tormentos dependendo do nível de apuração de cada ser. Se há reencarnação é um mistério. A ressurreição, por outro lado é, um fato incontestável. Porém, em sua infinita bondade, poderia o pai celestial conceder sim, que o ser tivesse uma ou mais chances de à merecer. Daí a possibilidade da reencarnação. Ou seja, poderia o ser, que não a tivesse merecido em uma existência, voltar novamente para uma nova tentativa de fazer exatamente o que se espera dele para o merecimento da ressurreição. Veja bem, não digo isso como uma verdade, más, como uma possibilidade. Para deus, tudo é possível.