domingo, novembro 12, 2006

JUSTIÇA DIVINA- palestra de Flávio de 12/11



Não há uma única imperfeição da alma que não carregue consigo as suas conseqüências deploráveis, inevitáveis, e uma única boa qualidade que não seja a fonte de um prazer. A soma das penas assim é proporcional à soma das imperfeições, do mesmo modo que a dos gozos está em razão da soma das qualidades. A alma que tem dez imperfeições, por exemplo, sofre mais do que aquela que não as tem senão três ou quatro; quando, dessas dez imperfeições, não lhe restar senão a quarta parte ou a metade sofrerá menos, e, quando não lhe restar nenhuma delas, não sofrerá mais de qualquer coisa e será perfeitamente feliz. Tal, sobre a Terra, aquele que tem várias enfermidades sofre mais do que aquele que não tem senão uma, ou que não tem nenhuma. Pela mesma razão, a alma que possui dez qualidades goza mais do que aquela que as tem menos. Allan Kardec. O Céu e o Inferno – Capítulo VII – Parágrafo 3


Mensagem de Emmanuel: Corrigir e Pagar

Cada hora, no relógio terrestre, é um passo de tempo, impelindo-te às provas de que necessitas para a sublimação do teu destino.
Exclamas no momento amargoso: "Dia terrível!".
Esse, porém, é o minuto em que podes revelar a tua grandeza.
À frente da família atribulada, costumas dizer: "O parente é uma cruz".
Tens, contudo, no lar, o cadinho que te aprimora.
Censurando o companheiro que desertou, repetes, veemente: "Nem quero vê-lo".
No entanto, esse é o amigo que te instrui nos preceitos do silêncio e da tolerância.
Lembrando o recinto, em que alguém te apontou o caminho das tuas obrigações, asseveras em desconsolo: "Ali, não ponho mais os pés".
Todavia, esse é o lugar justo para a humildade que ensinas.
Quando as circunstâncias te levam à presença daqueles mesmos que te feriram, foges anunciando: "Não tenho forças".
Entretanto, essa é a luminosa oportunidade de pacificação que a vida te oferta.
Se sucumbes às tentações, alegas, renegando o dever: "Seja virtuoso quem possa".
Mas esse é o instante capaz de outorgar-te os louros da resistência.
Toda conquista na evolução é problema natural de trabalho, porque todo progresso tem preço; no entanto, o problema crucial que o tempo te impõe é debito do passado, que a Lei te apresenta à cobrança.
Retifiquemos a estrada, corrigindo a nós mesmos.
Resgatemos nossas dívidas, ajudando e servindo sem distinção.
Tarefa adiada é luta maior e toda atitude negativa, hoje, diante do mal, será juro de mora no mal de amanhã.
(Justiça Divina, F.C. Xavier/Emmanuel)



Nossa mentalidade é primordialmente centrada na necessidade de pagar, mas Jesus nos dá conta de um Pai que é acida de tudo misericordioso e quer que nós corrijamos nossas atitudes pois é Pai e não simplesmente paguemos, pois não é agiota.
Pagar na Agenda Divina é Corrigir!
No Livro de Contas de Débitos e Créditos, Deus nos oferece sempre créditos que nos facilitem repararmos e sanarmos as nossas falhas pretéritas.
O que importa é reparar.
A Lei de Causa e Efeito pede que melhoremos pela Ação e não pelo nosso Sofrimento. Sofrer somente serve para limitar a ação de nossos erros, mas para curar as nossas enfermidade psíquicas é fundamental Agir. Ação no Bem, na Caridade, no Serviço Humilde, como uma Pena Alternativa que a Justiça Terrestre finalmente considerou necessária para as penalidade humanas.
Se o homem, que ainda é imperfeito já pode conceber a comutabilidade penal em serviços comunitários para o bem geral e educação do faltoso, como Deus, no seu Amor Incondicional, não nos prepara penas alternativas para comutar o nosso castigo em ação meritória? Esse é o formidável panorama que a Lei das Vidas Sucessivas nos ofererce. Disse Jesus citando Oséias 6:6 : "porque eu quero o amor mais que os sacrifícios, e o conhecimento de Deus mais que os holocaustos."
Jesus disse isso quando encontrou o seu discípulo Levi, que era cobrador de impostos, um publicano. Foi almoçar na casa de Levi e os fariseus o reprovaram. Ao que Jesus respondeu: "Ide e aprendei o que significam estas palavras: Misericórdia quero e não o sacrifício."
Estas palavras demonstram que Jesus no seu tribunal celeste quer reconhecer o que fizemos para reparar os nosso erros e não o quanto nos mutilamos para cumprirmos sentenças .
Da mesma forma, quer que retornemos a este mundo, pois ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo, para repararmos, corrigirmos, reformarmos, reestruturarmos a nossa conduta, nossos hábitos, nossos vícios, transformando a multidão de pecadores num colégio de santos.
E na Doutrina Espírita que nos apresenta Jesus como aquele que faz a promessa de um Novo consolador, afirmando que Ele mesmo também o era, diz que o Paráclito é um Advogado! É um defensor de nossas almas no julgamento de Deus. Toda a cristandade fundamenta-se na Instituição de um julgamento , de um Juizo, de um tribunal superior. E João, nos afirma em sua 1 epístola, capítulo 2: "Filhinhos meus, isto vos escrevo para que não pequeis. Mas, se alguém pecar, temos um intercessor junto ao Pai, Jesus Cristo, o Justo."
Jesus Não quer que pequemos, não quer que erremos, não quer que caiamos, não quer que fracassemos, não quer que falhemos em nenhum momento de nossas vidas. Mas afirma o Apóstolo de Patmos, que se errarmos, falharmos, cairmos, fracassarmos, teremos um Defensor Público no Tribunal Celeste.
Assim, tenhamos confiança em Deus, creiamos em Jesus, não perturbemos os nosso corações, creiamos e oremos sempre por mais Fé, por que temos quem por nós interceda nos planos mais elevados da Criação!

Um comentário:

Juliana disse...

Gostei muito da pregação!
A questão da justiça Divina é algo que nos intriga bastante e a pregação foi bastante elucidativa!
Um abraço!