domingo, agosto 03, 2008

DIANA MUSSA


Uma história que poucos conhecem.
Hilda, minha Mãe, tinha quatro irmãos. O mais velho- Vítor Mussa, foi o primeiro a tornar-se espírita por convicção. Frequentou a Escola Jesus Cristo esporadicamente e fundou o LAR CRISTÃO em Guarus. Desencarnou prematuramente em 1949. Foi com a sua partida para o outro lado da vida que seus Pais, minha Mãe e irmãos iniciaram a sua vida na nossa Escola Jesus Cristo. Nagib e Maria Mussa. Yvone, David, Hilda e Diana.
Meu avô Nagib foi durante muito tempo diretor da Escola Jesus Cristo.
Minha avó ajudou durante algum tempo na costura.
Tia Yvone dava aulas de Química no Curso de "A Grande Síntese" e participava da Mocidade Espírita de Campos.
Tio David fez algumas palestras na nossa tribuna da Escola Jesus Cristo.
Minha Mãe também participava da Mocidade e foi fundadora da LIVRARIA CÍCERO PEREIRA.
E minha Tia Diana, que mais tarde tornou-se geóloga, professora da UFRJ, foi dirigente da Mocidade Espírita de Campos.
Durante o seu curso universitário, resolveu adotar novamente o catolicismo, pois tinha vocação religiosa.
Viveu muito tempo no Amazonas, numa cidade chamada Tefé, às margens do Rio Negro. Esta cidade era uma colônia de Hansenianos.
Recordo-me de quando ela retornou, eu tinha cerca de 14 anos e ela manifestou para os meus Pais o desejo de visitar Zenith, a sua amiga Tete, da Mocidade da Escola Jesus Cristo.
Fomos minha Mãe, Tia Diana e eu à casa de Zenith e lá ficamos muitas horas. Era o ano de 1972 e algum tempo depois dessa visita Zenith desencarnou. Tia Diana sabia.
Ela era clarividente, clariaudiente e tinha percepção extra-sensorial.
Entretanto, tomou a decisão de permanecer nas linhas mestras da Igreja Católica Apostólica e Romana, como todo o direito.
Lembro-me de que quando meu Pai desencarnou ela me disse:
"Flávio, seu Pai era espírita, mas para Jesus ele era um Cristão de corpo inteiro, de alma, inteligência, força. Eu tenho certeza de que ele está salvo."
Eu chorei quando ela me disse isso, por que nós respeitávamos muito a sua religiosidade, para evitar conflitos religiosos em família.
Tia Diana desencarnou no dia das Mães de 2007.
Ela é da família espiritual da Escola Jesus Cristo.

3 comentários:

Irmão Sol, Irmã Lua disse...

Flávio,
Sua tia Diana deixou uma história e um exemplo de vida muito bonitos.
Recordo muito do jeito tranqüilo dela conversar, da forma carinhosa e cuidadosa que nos recebia em seu apartamento, preocupada em saber se estávamos bem. Lembro-me do último diálogo que tivemos por ocasião do casamento de Pedro.
Fiquei muito emocionado com a foto dela que sua mãe, D. Hilda, me mandou por e-mail. Penso que deveria se colocar o retrato dela no Museu de nossa Escola, apesar dela ter retornado para o Catolicismo, pois ela faz parte da família espiritual da Escola e teve uma participação ativa, tendo feito história dentro de nossa Casa de Bênçãos.
Abraço reconhecido,
Benjamin.

Juliana Tavares disse...

Saudades de tia Diana! Mas ao mesmo tempo, tenho a certeza que ela está mais feliz agora, junto aos seus pais e os familiares que a antecederam e continuando a cumprir sua missão junto ao evangelho de Jesus.

Eternessências disse...

Flávio:
Uma bela homenagem! Um testemunho espiritual e terno!
Diana,em sua delicadeza e sensibilidade, há de registrá-la efetivamente.
O que guardo para mim é a lembrança de sua presença suave, de uma ascendência mística,quase etérea.. Sua alma era simples e, nela,os corações se aconchegavam e se sentiam envolvidos em serenidade!...
Deua a abençoe e a envolva em Seu Amor Misericordioso!
Um abraço de carinho!
Rose.