domingo, novembro 27, 2005

DOIS MIL ANOS DE NATAL, HILDA MUSSA TAVARES

Esta é a continuação das reflexões que a Profa. Hilda fez a partir da história de Balaão.

ESCOLA JESUS CRISTO
SALA CLÓVIS TAVARES / 27/11/2005
1ª MEDITAÇÃO DE NATAL
TEMA : DOIS MIL ANOS DE NATAL

introdução
Cesar Romão
"Bom Natal, um feliz Natal, muito amor e paz pra você, pra você..."
Essas palavras entoadas em músicas natalinas, ou apenas ditas, vêm vindo ao longo desses dois mil anos, por todos os cantos do mundo, lembrando um dia mágico na vida daqueles que têm fé em Cristo. Enternecem, como um dia de trégua, os corações mais endurecidos; desculpam, como um dia de perdão, aqueles que os nossos olhos condenam; libertam, como um dia de indulto, aqueles que estão aprisionados; entusiasmam, como um dia de esperança, aqueles que estão bradando por uma chance; brindam, como um dia de alegria e brilho, aquelas crianças que anseiam por abrir seus presentes; motivam, como um dia para dar e receber; emudecem, como um dia de silêncio nas trincheiras de guerrilha, aquelas balas que têm de aguardar o calendário passar por este dia; celebram, como um dia de caridade e bondade; enfim, como um dia para tantas outras coisas... comer, beber, orar, festejar, mas, tudo isso em memória ao Cristo."
"Ah! O Espírito de Natal! Algo que pode tocar qualquer pessoa, sem exceção, e percorrer livremente pelo planeta e refletir no Universo. Um Espírito tão poderoso que ao ser invocado, varre o planeta numa contagiosa sensação de união. É um Espírito que ao ser chamado atua pelas nossas mãos e mentes pelo poder em Cristo. Deus é o Ser mais supremo que existe no Universo, mas Ele age através de nós e foi por isso que nos criou à sua imagem e semelhança. Ao longo desses dois mil anos, invocamos esse magnífico poder do Espírito de Natal, apenas duas mil vezes, e só uma vez a cada ano, no dia 25 de Dezembro. Talvez isto explique ainda tanta diferença e dificuldade entre as pessoas e nações ao se relacionarem, assim como encontrarem uma saída próspera para seus problemas internos nas mais diversas áreas. A falta de amor em nossos corações é o maior motivo de tanta discórdia, falta de piedade, caridade e por isso vemos poucos rostos com sorrisos em meio a tantos que choram."
QUE É QUE NATAL PODE REALZIAR EM NÓS?
Ebenezer Scrooge: Personagem de Charles Dickens ( Um Conto de Natal) " –
A História acontece durante o Natal. Homem rico, não ligava para ninguém, desprezava as crianças pobres, além de ser avarento, egoísta. Tem um sonho, no qual ele se vê empobrecido e, então, modifica sua atitude. A essência do Natal consegue derreter aquele coração endurecido
Grinch - Personagem do escritor Dr. Seuss (Conto rimado ilustrado: "Como Grinch Roubou o Natal"; Filme atual famoso, com Jim Carey: "Grinch") - Uma criatura mal-humorada que tem o coração bem pequeno, odeia o Natal - pois não consegue ver ninguém demonstrando felicidade - e planeja roubar todos os presentes e ornamentos para impedir a celebração do evento, em uma aldeia perto de sua moradia. Para seu espanto, a celebração ocorre de qualquer maneira - a essência do Natal não estava nos presentes ou nos ornamentos."
- Mas, o primeiro Natal revelou uma triste verdade : o coração humano, empedernido pelos interesses da vida imediata, do lucro fácil das recompensas passageiras, na sua maioria.
- "Em nossa época, em que são abortados anualmente cerca de 50 milhões de bebês e o sangue de cada um deles clama aos céus, quero chamar a atenção para um relato que foi publicado no boletim da
Aassociação Médica Européia "Medicina e Ideologia". Que esse artigo toque os corações não somente de médicos, mas também de mães, pais , políticos e todos os que puderem compreendê-lo:
O menino no Natal
A cada Nata, l o diretor da Clínica Obstétrica da Universidade de Heidelberg (Alemanha), o catedrático Dr. Eymer, celebrava a festa do nascimento de Jesus com todos os funcionários. No grande auditório, a mesa de exames e os instrumentos estavam cobertos com lençóis brancos.
O professor sempre entrava no salão trazendo nos braços um bebê que havia nascido na clínica nas últimas horas. Suavemente ele embalava o bebê de um lado para outro e falava de maneira tão terna quanto o permitia sua voz grave e sonora:
"Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz" (Is 9.6).
Jesus, na noite em que nasceu, não era em nada diferente deste bebê. Ele chorava e dormia, Ele acordava e mamava no peito de sua mãe.
Ele viu a luz do mundo, mas não como este bebê aqui, numa sala de parto com ar condicionado, iluminado por luzes potentes. Foi numa estrebaria semi-escura de uma hospedaria superlotada que Jesus nasceu. Provavelmente também não havia parteira para assistir a jovem mãe. Não podemos mais saber com exatidão os detalhes do Seu nascimento, mas isso não muda o essencial. Quando mães dão à luz a seus filhos, elas não podem saber o que será feito deles mais tarde. Ninguém sabe o futuro do pequeno ser humano que embalo aqui nos meus braços. Nem Maria sabia o futuro de seu bebê. Vocês sabem, estimadas enfermeiras e colegas, que em nossa maternidade nascem centenas de crianças. Qual será o plano de Deus para elas? Elas trarão alegrias ou preocupações a seus pais?
Perguntas desse tipo certamente passaram pela mente de Maria enquanto embalava seu bebê recém-nascido. Pois ela ficara sabendo, em um momento solene, através do anjo Gabriel, que daria à luz um filho e que esse filho seria grande e até seria chamado de Filho do Deus Altíssimo. Naquela ocasião Maria havia pronunciado o seu "Fiat", o que quer dizer "assim seja", que ela estava disposta a ser uma serva obediente a Deus. Anos mais tarde seu filho Jesus também teve de dizer o seu "Fiat": "Pai, seja feita a Tua vontade!"
Mas voltemos ao Natal. Creio que Maria lembrou da hora em que o anjo lhe apareceu e que ela estava certa de que Deus tinha planejado algo muito especial para essa criança. Com certeza, porém, nessas primeiras horas após o nascimento, ela nem sequer imaginava que a vida desse menino poderia ser tão curta. Ela não imaginou que seu filho corria perigo de vida nem quando um idoso profeta lhe disse no templo: "Também uma espada traspassará a tua própria alma!" Ela deve ter pensado: Bem, todos os homens às vezes dizem coisas que os outros não entendem, por que eu deveria levar tão a sério essa profecia?
Todas essas coisas, minhas senhoras e meus senhores, nosso colega Dr. Lucas relatou em seu Evangelho, onde falou da manjedoura, dos pastores e dos anjos. Amanhã vocês vão ouvir isso nas igrejas. Certamente os pastores e pregadores sabem dizer muito mais a respeito do Natal do que um simples professor de medicina como eu.
Mas peço que atentem para isso, queridas enfermeiras e colegas: eu oro dia após dia por toda criança nascida aqui. Eu peço ao menino Jesus de Belém, que se tornou nosso Senhor e Salvador, que santifique essas crianças. Nunca esqueçam: cada pessoa que vê a luz do mundo nesta terra é uma criatura de Deus, não apenas um parto número tal em nossos registros. Cada recém-nascido é um milagre da vida, um presente, a graça em pessoa. Pois quem de nós sabe quantos homens e mulheres, que um dia se tornarão pessoas importantes, iniciaram suas vidas em nossa clínica?
Essas palavras nítidas e emocionantes de um médico a seus colegas e enfermeiras da sua clínica deixam claro: Jesus Cristo, o Filho do Deus vivo, tornou-se homem como nós. Mas como Filho de Deus Ele era sem pecado e por isso tinha condições de reconciliar os homens com Deus. Em todos os festejos do Natal nunca deveríamos perder de vista essa realidade maravilhosa, pois o doce menino de Belém e o homem coroado de espinhos na cruz são a mesma pessoa! (Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)
O Natal pode realizar muito em nossas vidas e é preciso que assim seja.
Mas é importante que saibamos atender a três coisas essenciais, específicas do Natal :
- RECEBER Jesus ; RECONHECER Jesus ; COMPREENDER JESUS.
-O ato de receber é um ato de verdadeiro e profundo amor.
-O ato de reconhecer é um ato de identificação com algo que já conhecemos, que já nos foi revelado e por que nós esperamos.
- O ato de compreender, depende da busca do conhecimento da verdade, contada por gente na qual acreditamos

Um comentário:

Virginia disse...

Fantástica a reflexão de dona Hilda! Peço sua autorização para utilizar,nos cartões de Natal,a última parte: Natal é RECEBER Jesus, RECONHECER Jesus, COMPREENDER Jesus!