sábado, agosto 04, 2007

EXERCÍCIO DE PERDÃO

"Tiveste hoje motivo de reclamar.

No entanto, perdoa e serve sempre"

Meimei.

(O Espírito da Verdade, psic. Chico Xavier)



Aconteceu num dia de segunda feira, estudando em grupo o capítulo "Perdoa e Serve" de autoria de Meimei, psicografado pelo Chico e inserido em "O Espírito da Verdade". Discorria eu sobre as circunstâncias enumeradas pela nossa benfeitora mineira a saber: a agressão verbal, o desprezo, qualquer espécie de furto, a calúnia, o logro, a intolerância e muitas outras situações decorrentes da inveja, do rancor, do orgulho...Ocorreu-me ao observar o conselho de Meimei para com o nosso dever de compreender o nosso ofensor, que não temos condições de perdoar inicialmente com o nosso coração.

Perdoar com o coração é uma arte dos Heróis da Fé. De acordo com a doutrina da razão, a nós legada pela mente aguda e lógica de Allan Kardec, precisamos exercitar o perdão com o cérebro. É na repetição dos exercícios de perdão cerebral que um dia teremos a possibilidade de perdoar espontaneamente com o coração, isto é, perdão natural, de alma inteira, sem nenhum esforço.

Por enquanto, somos necessariamente convidados pela Doutrina Espírita, através de um repertório consubstanciado na racionalidade , a exercitar dia a dia o perdão mesmo que não nos seja natural. Nós não estamos reencarnados para seguir o instinto. Estamos recorporificados para educar o nosso instinto. Se nosso instinto é de revidar, eduquemo-lo reprimindo a ânsia do revide. Se nossa índole, auto-reconhecida, é de exprimir verbalmente a nossa mágoa, eduquemos o nosso instinto e suprimamos de nossa personalidade a vontade de reagir, de "colocar em pratos limpos", de "lavar a roupa suja", reconhecendo que a repressão destes movimentos em nossa alma, significará um grande progresso moral, para que um dia sejamos indulgentes por natureza.

O cérebro deve ser o nosso guia, mas o coração o nosso objetivo. Perdoemos através de práticas diárias, em exercícios fáceis, com os nossos parentas, colegas e amigos, tolerando-nos, sendo indulgentes mutuamente, como se estivéssemos num grande ensaio teatral. O exercício com o parente difícil, com o colega intolerante, com o cônjuge ciumento, com os filhos ingratos, com as situações decepcionantes, serão um excelente exercício de perdão, através do qual estaremos preparados para conquistarmos essa virtude ao nosso caráter espiritual.

Um comentário:

Juliana disse...

O teatro foi muito legal! O Luciano conseguiu abordar as principais situações vividas na erraticidade... O texto, a luz, as músicas muito bem escolhidas, os gemidos e gargalhadas atrás do palco, compuseram bem todas as cenas muito bem interpretadas!
Parabéns aos artistas!!!
Beijinhos as todos!