quinta-feira, novembro 20, 2008

UMEC- União das Mocidades Espíritas de Campos



Já existe de fato a União das Mocidades Espíritas de Campos- UMEC.

Não se constituíram como sociedade civil organizada, mas existem de fato e de fato representam os interesses da maioria esmagadora dos jovens espíritas de Campos.

Em geral, as mocidades dos centros espíritas não são entidades jurídicas em si, mas apenas departamentos juvenis dos mesmos.

Legalmente falando não existem mocidades espíritas na nossa cidade.

Legalmente falando não existe a UMEC.

Mas saindo do "mundo do direito" e entrando no "mundo de fato", existe uma coordenadoria formada por jovens integrantes dos diversos departamentos juvenis de quase todos os centros espíritas de Campos.

Essa coordenadoria de fato, formada por jovens idealistas, coordena um ou dois eventos anuais: um junino e outro esportivo, antecedido de oração e uma breve discussão de temática jovem no espírito doutrinário.

Estes valentes garotos não se importam de perder tardes de domingo do ano inteiro, cuidando antecipadamente de todos os mínimos detalhes, a fim de que nada ocorra no campo do imprevisível que não haja sido antecipada em soluções.

Este grupo coerentemente com suas convicções filosóficas e religiosas, abraçou uma causa e a tem vivido intensamente por cerca de três anos.

Não são espíritos puros.

Não estão na maturidade da vida.

Não tem ainda deveres da paternidade e da maternidade, embora alguns já estejam inseridos no mercado de trabalho.

Encaram o Espiritismo como um firme propósito em suas vidas.

Eles têm metas a curto e longo prazo e nelas o Espiritismo está incluído.

Em suas reuniões e deliberações, muitas vezes exaustivas, há pequenos abalos emocionais. Nestes momentos , nossos condôminos desencarnados ainda desorientados na fé, buscam semear cizânia. Todavia, mesmo nos momentos em que as opiniões são dissonantes, a vigilância e as orações têm sido o principal elemento de coesão do grupo.

A UMEC existe de fato. Ela não necessita de formalização legal, uma vez que ela reúne entidades que também não existem juridicamente.

O Grupo autodenomina-se "Cemec" inapropriadamente, pois a sigla Cemec designa uma "confraternização esportiva das mocidades espíritas de Campos". Obviamente, o grupo não pode ser o grupo da Confraternização Esportiva o ano inteiro. O grupo organiza uma festa junina , que é chamada "Arraiá do Cemec". Então, é o arraial da "confratenização espotiva"...?

Já é hora de o grupo autodenominar-se UMEC.

Não precisa fazer um estatuto e registrar em cartório. Não precisa ser pessoa jurídica. Não precisa da autorização dos demais órgãos federativos e nem mesmo dos centros espíritas. Por que?

Por que é uma organização informal !

Mas como entidade informal ela pode ter uma sede rotativa, nas casas dos integrantes. Pode marcar eleições bianuais em um de seus eventos. Pode organizar um evento no estilo de um conclave, encontro ou congresso de dois dias por exemplo. Pode manter a festa junina da UMEC, o CEMEC (Confratenização Esportiva da Umec). Pode fazer campanhas diversas.

Pode fazer muitas coisas que a imaginação criativa e conectada em banda larga com os mensageiros do bem tiver vontade. E a vontade é uma mola mestra da caridade.

Portanto, sem que eu queira interferir na liberdade de autoorganização destas criaturinhas maravilhosas e nem imiscuir-me em assuntos que não são meus, assumo que a UMEC existe. É hoje uma realidade, é atuante, é autêntca, é democrática, é espírita, é cristã, enfim, é legítima enfim aos olhos de Deus.

E que Ele, nosso Pai e Pai da humanidade e da vida, ilumine a juventude em todos os seus ideais, proteja em todos os seus caminhos e a inspire em todas as suas deliberações.

Um beijo carinhoso do "pai da Juju", Flávio.

sábado, novembro 15, 2008

EU SOU A RESSURREIÇÃO E A VIDA



Antes de entrar no tema específico que é a afirmativa antológica do Mestre, lembro que esta afirmativa é um diálogo que Jesus teve com Marta, irmã de Lázaro, quando esta lamentou a morte do irmão diante do Rabi.


Antes de receber a notícia da doença grave de Lázaro, Jesus estava em Jerusalém, próximo de Betânia. Ali Jesus falou no Templo e afirmou para os Fariseus que era o Messias. Eles revoltaram-se e tentaram apedrejar a Jesus. Mas o texto de João capítulo 10, diz que Jesus ausentou-se do meio deles.


Foi para a região para além do Rio Jordão, provavelmente na Peréia. Jesus recebeu a notícia da enfermidade grave de seu amigo Lázaro, de Betânia, mas demorou-se dois dias para retornar à Judéia (Jo 11:6-7). Resolveu então retornar à Judéia por causa de Lázaro, retornando na direção de Betânia. Os discípulos se admiraram de Ele querer voltar à Judéia, pois dois dias antes os fariseus tentaram matá-lo. E afirmou então para os discípulos que Lázaro estava morto, mas que ele preferiu permanecer ainda dois dias além do Jordão, para que os judeus acreditassem Nele. (Jo 11:14-15)


Neste momento, Tomé toma uma atitude corajosa, concita os irmãos a irem com Jesus para a Judéia para morrerem juntos com o Mestre (Jo 11:16). Isso é muito importante, por que a personalidade de Tomé é sempre lembrada como aquele que não acreditou na Ressurreição de Jesus. Ele é mais lembrado por esse mau momento em que, frustrado por ter sido o único que não presenciou a entrada de Jesus no Cenáculo após a Ressurreição, deixou escapar,

inadvertidamente algo que o marcou. A afirmativa de que só creria se colocasse a mão nas feridas de Jesus. Foi um momento de invigilância, que não deve ser tomado como uma marca registrada de Tomé: a falta de fé. Dizem os céticos: “sou como Tomé, só acredito vendo”. Isso é uma injustiça com um discípulo que se dispôs a morrer junto com Jesus. Esta demonstração de coragem o reabilita inteiramente: “Vamos para morrer com ele!”


E retornaram à Judéia Jesus e os discípulos à Judéia, para a cidade de Betânia. Ainda nos arredores da cidade, Marta, quando avisada que o Mestre vinha, foi ao seu encontro. Maria também soube, mas permaneceu em casa (Jo 11:20). Este momento também é muito importante por causa da determinação de Marta. Ela que é vítima de ter sido marcada por um momento imprudente, quando pede a Jesus que mande Maria vir trabalhar com ela e é admoestada pelo Mestre (Lc 10:41). Marta, assim como Tomé, é também injustiçada, e que neste belo episódio narrado por João, é também reabilitada maravilhosamente. Aqui Marta é corajosa, decidida e verdadeiramente movida pela fé. Ela diz a Jesus que acreditava que seu irmão ressuscitaria no dia do Juízo e Jesus lhe responde, para a eternidade:


“Eu sou a Ressurreição e a Vida. Aquele que crê em mim, ainda que venha a morrer no corpo, viverá; e todo aquele que vivendo crer em mim, jamais conhecerá a morte.” (Jo 11:25) E depois perguntou a Marta: “Crês tu nisto?”(idem)


Essa é a questão que nos fica, das chamadas eternas perguntas de Jesus: Cremos nós nisto? Vivemos como quem crê nisto, ou seja que Jesus dá vida a quem já terminou a vida corporal e torna imortal a todo que ainda não conheceu a morte física?


Esta afirmativa do Mestre é uma reafirmação de outra sentença proferida anteriormente: “Quem ouve a minha palavra e crê Naquele que me enviou, não entra em juízo; já passou da morte para a vida.” (Jo 5:24)


Como pode-se ainda que morto, viver? Vive, por que alcança um estado glorioso da existência, com um corpo iluminado, livre das transitórias reações biológicas dos corpos físicos. Vive em plenitude, muito mais que muitos vivos, que vivem como mortos.


Há indivíduos que passam a vida com medo da morte. Um medo exagerado, estado de pânico, com sensação de morte iminente, acompanhada de desconforto físico na região do coração. Vai ao pronto-socorro, faz o eletrocardiograma e não acha nada. A pressão está normal ou levemente aumentada, acompanhada de uma taquicardia benigna, que não vai prejudicá-lo. Mas a pessoa acha que está morrendo. Geralmente melhora com tranqüilizantes e com o sono induzido. Essas pessoas que vivem com medo da morte, são mortas na vida. Vivenciam de tal maneira a sua morte que sabem qual é a sensação da morte, sem nunca haverem morrido antes. Pelo menos nesta vida. Mas as memórias de suas desencarnações e dos lamentáveis estados pós-morte em que entraram, estão pressentes.


Crer em Jesus e em Quem enviou Jesus é passar do estado da pânico da morte para a alegria da Vida na Ressurreição!


Todavia o corpo morre! Jesus mesmo disse isso de seu amigo: “Lázaro está morto.” (Jo 11:14) Mas a vontade de crer, a persistência em estudar as leis de Deus, de entender que morte é parte da vida, desfaz a aparente vitória desta, como nos disse Paulo: “Onde está ó morte a tua vitória? Onde está ó morte o teu aguilhão?” (I Cor 15:55)


E que é então a Ressurreição?

Pois que Lázaro voltou a morrer.

Lázaro alguns anos mais tarde desencarnou realmente. Ressurreição é um estado de recuperação da vitalidade do espírito. Um a vez Jesus foi interrogado pelos saduceus, que eram como os agnósticos de hoje, isto é, não cogitavam da vida após a morte. Ignoravam as coisas espirituais, viviam para o momento, como os romanos: “Comamos e bebamos que amanhã morreremos.”


“No mesmo dia chegaram junto dele os saduceus, que dizem não haver ressurreição, e o interrogaram, dizendo: Mestre, Moisés disse: Se morrer alguém, não tendo filhos, casará o seu irmão com a mulher dele, e suscitará descendência a seu irmão. Ora, houve entre nós sete irmãos; e o primeiro, tendo casado, morreu e, não tendo descendência, deixou sua mulher a seu irmão. Da mesma sorte o segundo, e o terceiro, até ao sétimo; Por fim, depois de todos, morreu também a mulher. Portanto, na ressurreição, de qual dos sete será a mulher, visto que todos a possuíram?” (Mt 22:23-28)
Propuseram a Jesus uma situação absolutamente inverossímel, mas cometeram um erro que Jesus imediatamente apontou: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus. Porque na ressurreição nem casam nem são dados em casamento; mas serão como os anjos de Deus no céu. E, acerca da ressurreição dos mortos, não tendes lido o que Deus vos declarou, dizendo: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaque, e o Deus de Jacó? Ora, Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos.” (Mt 22: 29-32)


Na Ressurreição os seres em seus novos corpos, que não são os corpos físicos, não têm mais diferenciação sexual e não farão a reprodução sexuada da forma como é feita na terra. Neste novo estado de alma que um dia alcançaremos, seremos apenas espírito (“como anjos no céu”)> Não seremos anjos, mas como anjos, da mesma natureza, isto é, espiritual, como os espíritos puros, chamados anjos.


Assim, ressurreição não é na carne, mas no espírito.


O último capítulo de O Livro dos Espíritos, a questão 1010 é: “O dogma da ressurreição da carne será a consagração da reencarnação ensinada pelos Espíritos? Como quereríeis que fosse de outro modo? Conforme sucede com tantas outras, estas palavras só parecem despropositadas, no entender de algumas pessoas, porque as tomam ao pé da letra.[...]”


Criou-se um dogma da ressurreição na carne, por não se entender o que é a reencarnação, pois a única forma de se alcançar a purificação de nossa vontade, de nosso pensamento, nosso sentimento, nossas emoções, nossas predisposições, nossos hábitos é a reencarnação. A reencarnação, é a Ressurreição na Carne ensinada pela Igreja.


Mas a Ressurreição ensinada por Jesus é um estado de alma ainda muito distante de nossa realidade quando habitaremos corpos gloriosos como revelou Paulo na sua primeira epístola aos Coríntios: “E há corpos celestes e corpos terrestres, mas uma é a glória dos celestes e outra a dos terrestres.”(I Co 15:40).


O nosso corpo físico alcança o seu bom momento quando se depura das doenças, quando se limpa das pressões instintivas que os levam aos vícios. E nosso corpo celeste, espiritual encontra seu momento ótimo quando alcança o estado tal que não necessitará mais da reencarnação como processo depurativo. É por isso que Jesus disse que crer nele, em última análise liberta o ser humano do ciclo das reencarnações.

terça-feira, novembro 11, 2008

Wallace Leal Rodrigues entrevista Clóvis Tavares na RIE






Entrevistando CLÓVIS TAVARES.
Autor de magníficas obras espíritas fala à
Revista Internaciona de Espiritismo. RIE-1968

1- Clóvis, você assistiu a passagens importantes do Espiritismo em nosso país, além do depoimento que prestou sobre o médium mineiro, Chico Xavier...Entretanto a nossa primeira pergunta é a seguinte: Onde, quando e como se tornou espírita?

- Já que você se refere ao meu singelo depoimento sobre o nosso querido Chico, permita-me lembrar-lhe, caro Wallace, que acredito haver no “Trinta anos com chico Xavier” revelado, de escantilhão, o onde o quando e o como de minha adesão à nossa Doutrina Libertadora. Foi aqui em Campos, em 1935 e assim: Meu coração estava esmagado pelo mistério da morte – consinta-me usar as expressões tomadas ao meu livro sobre o venerável Xavier... Acabara de perder, assim o julgava na cegueira do meu materialismo, aquela que me fora noiva carinhosa e continua sendo o anjo tutelar de minha vida, Nina Arueira. Como uma folha na tempestade, deixara de lado livros e apostilas e voltava aflito, às inquirições de minha fé perdida, que ficara longe, esquecida entre as lembrqanças mais amadas de minha aldeia natal....Cria e não cria, mas queira crer...(...). Foi esntão que a mão de Deus, desceu cheia de piedade sobre minha dor. Companheiro amigo, talves do Crupo João Batista, me colocou na mão modesto folheto de difusão do Espiritismo. Quem fora ele? Virgílio Paula? Amaro Lessa? Bonifácio de Carvalho?Serafim de Almeida?Domingos Guimarães? Inicêncio Noronha?: ...Minha maméira, também mortificada, não mais o identifica hoje. Mas que Deus o abençôe, perdoando-me a retentiva ingrata.
Não me esqueço, porém, do folheto abençoado, que numa página transcrevia uns poucos verso do Parnaso de Além Túmulo....
Aqui encerro a transcrição, Wallace, para dizer-lhe que a esclarecedora publicação transcrevia algumas quadras de Guerra Junqueiro, duas estrofes de Augusto dos Anjos e algumas outras de Castro Alves...Senti-os redivivos, vencedores do túmulo e da morte...AS fortalezas do meu ceticismo ruiam no mais íntimo de minha consciência.
Mais tarde, inúmeras mensagens de amigos e benfeitores espirituais, por intermédio de Francisco Cândido Xavier, me trouxeram novos elementos à convicção, hoje inabalável, da imortalidade da alma.


2. Quantos livros tem publicados? Com qual estreou? Qual lhe deu maior prazer?

- Bem pequena e muito pobre é a minha bagagem, caro Wallace. Apenas dez volumes, quase todos de literatura infantil. O primeiro foi Sementeira Cristã, com carinhoso prefácio de Leopoldo Machado, iniciando a coleção de três, com o mesmo título, destinados à infância e a juventude espírita.
Não é nova, você sabe, a imagem que compara o livro a um filho...Quem escreve, naturalmente ama seus livros, qual pai o u mãe, ama os rebentos de sua carne. São eles também filhos do coração, do espírito. Para ser sincero, amo-os a todos, embora lembre como se fosse hoje, o nascimento do primeiro filhinho, o Sementeira Cristã. Recordo-me das palavras de carinho com que o saudoso amido, Dr. Gillon Ribeiro, o inolvidável presidente da Casa de Ismael, o apresentou nas páginas do Reformador. Comovem-me ainda hoje as expressões de bondade e estímulo com que o mesmo generoso benfeitor apresentou o terceiro volume da série Sementeira Cristã num extrato de catálogo da FEB na edição princéps de Nossa Lar, o magnífico livro-revelação de André Luiz...
Não posso fugir a uma referência especial à publicação de outro livrinho que me encheu o coração de contentamento, tais as doces recordações de Jesus de que ele está repleto. Trata-se de Histórias que Jesus contou, edição da LAKE. Às recordações das parábolas de Cristo juntam-se dois motivos fortíssimos de júbilo espiritual: o prefácio é de Emmanuel, recebido por Chico Xavier e as ilustrações do querdo Jô, nosso admirável Joaquim alves, a quem todos amamos...
Mas não posso esquecer a indefinível alegria que se misturou às silenciosas e humildes orações de um dia inesquecível, 29 de setembro. Foi nessa data, que recorda a desencarnação da generosa mãezinha de nosso chico, alma querida, que aprendemos a amar desde a leitura do Cartas de uma Morta, foi nessa data, no ano próximo passado 1967, que me chegou às mãos, lindamente vestido pelos cuidados artísticos de Joaqum Alves e dos irmãos Saraiva, em caprichosa Edição Calvário, o meu caçula ( e que não ama com ternura especial um caçulê?)- o Trinta Anos com Chico Xavier...

2. Como e porquê se decidiu a escrever Trinta Anos com Chico Xavier?

-Sobretudo, pensando no futuro, meu caro Wallace. No mundo de contradiçõesm em que vivemos, creio que é simples dever, testemunhar a verdade que vemos, que sentimos e que nos felicita. A vida de Chico Xavier, a do homem e a do médium, sem dicotomia, é uma saga maravilhosa. Quem o conhece há trinta e dois anos, qual acontece comigo, sente irrefreável necessidade de dar aos seus contemnporâneos, e, por que não dizer?, também aos pósteros, um testemunho de consciência e de coração. Recordo-me de uma expressão de Fócion Serpa, autor de A Vida Gloriosa de Oswaldo Cruz, que Gastão Pereira da Silva recolheu em seu romance do grande sábio brasileiro: “Cada um de nós deve um livro a Oswaldo Cruz”...Penso em você, Wallace, penso em Jô, em Peralva, no Arnaldo Rocha...penso que cada um de nós deve um livroa Chico Xavier. Foi por assim pensar e por bem sentir que escrevi, com alma e coração, meu singelo documento de provas vivas da imortalidade, o Trinta Anos com Chico Xavier.

3. Armazenando tantas lembranças formosas, qual acha Você que foi o maior momento de sua vida como espírita?

- Difícil resposta, caro Wallace ... Realmente, como diz Você, minha lma tem armazenado formosas lembranças, além de dádivas preciosíssimas, na pauta da divina misericórdia. Cada uma dessas recordações inesquecíveis, cada gesto de compaixão do Alto tem profundo significado par aminha alma sem méritos...Foram assim, muitos momentos de ventura espiritual que tenho experimentado. O reencontro com antigas e abençoadas amizades do passado sempre constitui para mim um ponto alto de indefiníveis emoções...A paisagem de Pedro Leopoldo, com todo o conteúdo espiritual da missão de nosso Chico, traduz para o meu coração um momento de Vida Eterna...
- Leonardo da Vinci nos fala da alegria de compreender. Junto de tantas almas bondoas que tem felicitado minha vida, com a exemplaridade de sua existência, venho conhecendo, mais e mais, e a alegria de sentir a beleza inefável da Doutrina Espírita qual força transformadora de nossos espíritos, impulsinonado-nos para o conhecimento elevado e, acimda de tudo, para o Amor de Deus com o serviço ao próximo.
Sempre que consigo experimentar essa alegria do sentir maior que a de Da Vinci, considero-me nos melhores momentos de minha vida.

4. O que acha de mais significativo no Espiritismo no Brasil?

Aquela admirável mensagem do Espírito de Verdade, que Allan Kardec incluiu em O Evangelho Segundo o Espiritismo, recomenda-nos: “ Espíritas, amai-vos, este o primeiro mandamento, instruí-vos, este o segundo.”
O que mais me encanta, o que mais significativo me parecebrilhar no trabalho missionário da Terceira Revelação na Pátria do Evangelho é justamente esta ânsia, este desejo de cumprir os dois ensinamentos do Espírito de Verdade. Desde os centros mais cultos, das maiores e mais veneráveis instituições espíritas até os mais modestos templos e cenáculos do interior do Brasil, já se nota, Deus louvado, o santo desejo de fazer da Doutrina Espírita um movimento de educação espirtual que não dispensa oexercício do amor cristão e da caridade legítima. Essa aliança do livro espírita e da fratenidade evangélica em nossas instituições doutrinárias me parece o que há de mais belo e de mais significativo no Espiritismo em nossa pátria.

5. Excluindo Chico Xavier, qual o vulto espírita que mais o impressionou? Por que?


Caro Wallace, permita-me que pluralize a resposta. Além do nosso grande Chico Xavier, honro-me e alegro-me por Ter conhecido pessoalmente grandes ebelas almas que dignificaram com o seu apostolado de amor a seara do Espiritismo no Brasil. Reporto-me àquelas que já se promoveram ao Mundo Maior e às quais sou agradecido pelas lições espirtuais que me comuincam: Dr. Guillon Ribeiro, Manuel Quintão, Prof. Cícero Pereira, Leopoldo Machado, Inácio Bittencourt, Virgílio Paula, Bonifácio de Carvalho, Dr. Camilo Chaves, Dr. Carlos Lomba, Dr. Lins de Vasconcelos, Antônio Sampaio Júnior, D. Marília Barbosa, José Cândido Xavier, Vinícius, Francisco Spinelli, a poetisa Maria Dolores e muitos outros...Teria qe apresentar outra grande lista de companheiros e amigos encarnados, se quisesse ou pudesse expressar-lhes, desse modo, meu profundo reconhecimento e a mais viva admiração.

6. O que Você acha que está errado no Espiritismo no Brasil?


Evidentemente há falhas, maiores ou menores, no esforço de nossos seareiros de nossa dourina no Brasil. Sou entretanto, dos que admitem que, de modo geral, todos se empenham, dentro de suas possibilidades, em oferecer o melhor em termos de nossa realizações doutrinárias.

7. Como intelectual, quais são as obras espíritas que levaria com Você, se fosse para uma ilha deserta?

Além das coleções de Kardec e Francisco Cândido Xavier, se possível completas, não esqueceria Ensinos Espiritualistas, de Stainton Moses; O Problema do Ser, do Destino e da Dor, de Léon Denis; O Espírito Consolador, de P. Marchal e Elucidações Evangélicas, de Saião.

8. Quando foi que ouviu falar de Cairbar Schutel? Tem dele alguma lembrança mais especial?

Quem me deu as primeiras notícias sobre Cairbar Schutel, e com os louvores ao apóstolo de Matão, também informes de Batuíra e Eurípedes Barsanulfo, foi meu amigo e saudoso benfeitor Virgílio Paula, um cristão de corpo inteiro que viveu e exemplificou o Evangelho em Campos. Fiquei, assim, conhecendo, desde a minha iniciação nbo Espiritismo, algo sobre esses valorosos missionários da Terceira Revelação.
Ao iluminado coração de Cairbar Schutel, devo o ntendimento d emuitas lições evangélicas, carinhosamente estudadas nos seus primorosos livros Parábolas e Ensinos de Jesus, Vida e Atos dos Apóstolos e O Espírito do Cristianismo, além da querida Revista Internacional de Espiritismo.

9. Está elaborando alguma obra nova? Que planos faz para o futuro?

Sim, caro Wallace. Estou em vias de conclusão de um novo trabalho, talvez quase um documentário, a respeito do vasto e inegável acervo de fenômenos espíritas no seio da Igreja Católica e por esta, certamente testemunhados. Intitula-se Mediunidade dos Santos, onde ofereço aos nossos irmãos espiritistas e católicos, os fatos mediúnicos, irrefutáveis e autênticos, que se desenrolaram na existência dos grandes heróis da fé cristã, em todos os tempos e latitudes. Acredito que os grandes e verdadeiros santos, não foram senão médiuns fiéis e veneráveis, instrumentos do alto, engajados no grande esforço de extensão do Reino de Deus em nosso mundo rebelde e angustiado...
Quanto a planejamentos para o futuro, querido Wallace, digo-lhe que entrego a Deus, meus sonhos silenciosos. Se ele me conceder, vida e saúde, espero poder continuar cooperando, embora muito pobremente, no serviço do livro, para usar a feliz expressão de Emmanuel...






sábado, novembro 08, 2008

TO THE FOREIGN VISITORS


A PSYCHOTHERAPY OF JOHN

(The Preface to the book JOHN BAPTIST, from Clovis Tavares)


John Baptiste is not a Revealer, like Moses and Jesus, but the carrier of an Inter-Revelation. He can be considered a kind of inter-revelator.Inter-Revelation is the preparation a of a New Revelation.


It is necessary to understand that Jesus taught is a so great rupture with the old ethics, that it was necessary a previous stage. This Inter-revelation had already been foreseen for Malaquias Prophet: "Behold, I will send you Elijah the prophet before the coming of the great and dreadful day of the Lord."(Ml 4:5)


If the mission of John, the Baptist is a kind of Inter-revelation, we need to Know between what revelations it is situated.


It is exactly between the Revelation by Moses and the Christian Revelation.
We are talking about 1500 years.


Along this time, there were great cultural changes. Changes in Politics, society, Psychology and Spituality.


Jesus came close Himself gradually to the earth atmosphere. This psychosphere gradually breathed new possibilities.


In elapsing of these fifteen centuries, it appeared Elijah, who have preached the repentance.
Elijah reincarnated himself as John, contemporary of Jesus and His relative, accomplishing the mission to prepare the ways of the Lord.


On what consists this intermediate sub-revelation?

In first place, it is not a revelation, as we already explained. It has a function to fix psychological basis of the minds for the big true radical change, that was comming. This change is the Christian Ethics. As long time ago Moses had done, Jonh just lead people through the promised land.


The psychological distance from the Ten Commandments to the Sermon of the Mount can only be understood if the people submit theirselves to a kind of psycotherapy.

This therapy is the Psycotherapy of John. His magnetic presence have lead people to confess and have produced a psychic reorganization for everyone who accepted his message.

It is very necessary today. Nowadays more than at any time.


A Psycotherapic process for a humanity surrounded by serveral kinds of psychical disorder.


Possibly, a Psychotherapy by the John Baptist's method would be succeed in the so called compulsive disorders.


One time, I was invited to talk in an open meeting of the familiars of Alcoholic Anonymous. During my brief communication, I remembered that John Baptist suggested his “patients” to make a moral inventory before the water baptism. This is similar to what the anonymous groups of mutual aid do. I said then that if they did not have a spiritual protector, they could choose John, the Baptist. The moral inventory of these groups are the psychologic method of John.

I have read a lot regarding of Jonh Baptist. But I confess that I have never had contact with any texts so well written like these.


One of them is a 1940 text, published in the "Escola Jesus Cristo", directed only to domestic public. So, we are reprinting this text: "The Life of John Baptist", of Clóvis Tavares. It was printed first time 60 years ago and has never been reprinted.

The other text is a preach of my Father, Clóvis Tavares, whitch occuried on Sunday, June 24, 1979, the day of John Baptist, in the "Escola Jesus Cristo". It was recordered by our friend Rubens Fernandes, who gave the tapes to my Mother after my Father´s death.

The time between the two texts was about 40 years.

In these forty years, the life of my Father changed in many aspects too. He advanced in years, he changed byologically, socially, psychologically, changed his civil state, became himself a father, got many human afflictions…


But one thing remained and was fortified: his Faith.


The life of my Father, in many aspects, remembers the humble and the power of John Baptist.

Even though the conversion of my Father had a preparatory period. In a first time, he belonged to the Jonh Baptist Spiritist Group. This social entity, older than "Escola Jesus Cristo", baptized it, I say, introduced it in the spiritist scene in Campos dos Goytacazes at the 30´s.


When "Escola Jesus Cristo" started to grow, the John Baptist Group, following the humble exemple of its protector, decided to diminish so that "Escola Jesus Cristo" could grow. And then, sent to "Escola Jesus Cristo" its people, its preachers, its experience, its history.

A historical event carried out by two spiritual giants is recapitulated two thousand years later for two institutions that, without no premeditation, have these two spiritual giants as their protectors: John Baptist and Jesus Christ.


John Baptist became happy with the presence of Jesus since the time where he was in Isabel's womb. Certainly, he has produced himself in Isabel, the second-sight phenomenon, told by Lucas. Isabel, feeling his movements, had the intuition of the presence of the Lord and proclaimed her intuition for the posterity.

I hope these pages can produce the waited fruits, of the repentance, of the preparation for a new psychological stage, of a purification of character, of change mental and spiritual level, in order to, finally, we become apt to understand Jesus message.

Flávio Mussa Tavares



HÁ DOIS MIL ANOS , no Rio de Janeiro


Prefácio do livro JOÃO BATISTA, de Clóvis Tavares

UMA PSICOTERAPIA DE JOÃO

João Batista não é um Revelador como Moisés e Jesus, mas pode-se ser considerado o portador da Inter-Revelação. Por inter-revelação, entende-se uma preparação para a nova Revelação.


É preciso que se entenda que o ensino de Jesus é uma ruptura tão grande com a antiga ética, que se fazia necessária uma etapa prévia. Essa inter-revelação já havia sido prevista pelo Profeta Malaquias: "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor;" (Ml 4:5)


Se a missão de João Batista é uma inter-revelação, entre que revelações ela está situada? Está justamente entre a Revelação Mosaica e a Revelação Cristã. E há um interregno de 1500 anos entre estas, com grandes mudanças culturais, políticas, sociais, psicológicas e até mesmo espirituais. Jesus aproximava-se paulati-namente da atmosfera terrestre, que gradativamente passava a respirar novas possibilidades.


No decorrer destes quinze séculos, surgiu Elias, que pregou o arrependimento. E ele mesmo reencarnado como João, contemporâneo de Jesus e seu parente, conclui brilhantemente a preparação dos caminhos do Senhor.


E em que consiste a sub-revelação intermediária?


Em primeiro lugar, não é uma revelação, pois tem caráter de alicerçar psicologicamente as mentes para a verdadeira mudança radical, que é a ética cristã. Como outrora Moisés fizera, ele apenas conduz o seu povo para uma terra prometida.


A distância psicológica entre o decálogo recebido por Moisés e o Sermão do Monte pronunciado por Jesus só poderia ser entendida se o público alvo passasse por uma espécie de psicoterapia.


É a Psicoterapia de João. Sua presença magnética favorecia a confissão e a reestruturação psíquica dos que entendiam a sua mensagem.


É necessário em nossos dias, mais que em qualquer época da humanidade, um processo psicoterápico para uma humanidade cercada de transtornos psíquicos de toda ordem. Possivelmente, uma terapia psicológica pelo método de João Batista, fosse muito bem sucedida nos chamados transtornos compulsivos.


Certa vez, fui convidado por um amigo para participar, como palestrante espírita, de um encontro aberto dos familiares de Alcoólicos Anônimos. Durante a minha breve comunicação, recordei que João Batista incentivava seus “pacientes” a fazer um inventário moral antes do batismo de água, semelhante ao que fazem os grupos de ajuda mútua anônimos. Disse então, que se eles não tinham um patrono espiritual, que poderiam escolher a João Batista, pois o inventário moral é o método de João.


Tenho lido muito a respeito de João Batista. Entretanto, confesso que nunca estive diante de nada tão profundo e completo quanto os textos ora apresentados.
Trata-se de um texto de 1940, publicado na Escola Jesus Cristo, visando apenas o público interno. Reproduzimos, assim, A Vida de João Batista, de Clóvis Tavares, editado há mais de 60 anos e jamais reeditado.


O outro texto é uma palestra de meu Pai, Clóvis Tavares, pronunciada num domingo, 24 de junho de 1979, dia de São João Batista, na nossa Escola Jesus Cristo. Foi uma palestra gravada pelo nosso irmão Rubens e entregue a minha Mãe, logo após a desencarnação de meu Pai.


O intervalo entre os dois textos é de cerca de 40 anos.


Nestes quarenta anos, a vida de meu Pai também mudou em muitos aspectos. Houve mudança etária, biológica, social, psicológica, estado civil, paternidade, muitas aflições humanas... Apenas uma coisa permaneceu e fortaleceu-se: a sua Fé. A vida de meu Pai, em muitos aspectos assemelha-se à humildade e à fortaleza de João Batista.


Até mesmo a conversão de meu Pai teve um período preparatório. Num período inicial, ele pertenceu ao Grupo João Batista. E o Grupo João Batista, mais antigo que a Escola Jesus Cristo, batizou-a, isto é, introduziu-a no cenário espírita de Campos dos Goytacazes na década de 30. Quando a Escola Jesus Cristo começou a crescer, o Grupo João Batista, à semelhança da humildade de seu patrono, resolveu diminuir para que a Escola de Jesus crescesse. E enviou à Escola Jesus Cristo os seus freqüentadores, os seus palestrantes, sua experiência, a sua história.


Um evento histórico protagonizado por dois gigantes espirituais é recapitulado dois milênios depois por duas instituições que, sem nenhuma premeditação, têm os dois gigantes espirituais como patronos: João Batista e Jesus Cristo.


João Batista alegrou-se com a presença de Jesus desde o tempo em que estava no ventre de Isabel. E certamente, foi ele quem produziu em sua Mãe, Isabel, o fenômeno de segunda vista relatado por Lucas. Isabel, sentindo seus movimentos, teve a intuição da presença do Salvador e proclamou sua intuição para a posteridade.


Espero que estas páginas a todos possam suscitar os frutos esperados, do arrependimento, da preparação para uma nova etapa psicológica, de uma depuração de caráter, de padrão mental e de renovação espiritual para, finalmente, estarmos aptos a entender a mensagem de Jesus.



Flávio Mussa Tavares
Campos, 27 de outubro de 2008
73 anos da fundação da Escola Jesus Cristo

quarta-feira, novembro 05, 2008

Novo fime: CHICO XAVIER

Novidades no cenário do cinema espírita!

 Logo mais, à 0h15 desta quinta-feira (06/11), o produtor de Bezerra de Menezes, O Diário de Um Espírito, Luís Eduardo Girão, concede entrevista ao apresentador Amaury Jr, na Rede TV. ]

Ele fala do sucesso do longa, que chegou ao terceiro mês de exibição batendo a marca dos 400 mil espectadores. 

O número coloca o filme como um dos brasileiros mais vistos do ano. 

Além disso, Luís Eduardo adianta em primeira mão detalhes de sua próxima produção, com início previsto para o primeiro trimestre de 2009: um filme sobre o médium espírita Chico Xavier. 

Logo mais você confere aqui, no Portal Espírito de Arte, todas as informações sobre o assunto!

segunda-feira, novembro 03, 2008

Longa Metragem da FOX: NOSSO LAR, de André Luiz



Depois do grande sucesso do filmeBezerra de Menezes, o diário de um espírito,


em janeiro passa a ser filmado pela Fox filmes, o longa metragemNosso Lar,


baseado na obra de Chico Xavier pelo espírito André Luiz.


Maiores detalhes da participação de Renato Prieto ao longo do mês.



Aguardem em breve a matéria que Renato fez no dia 10/10 para o Video Show falando sobre o


espetáculo ” E a vida continua”.

domingo, novembro 02, 2008

CELEBRAÇÃO DO DIA DE FINADOS/LIVRO DOS ESPÍRITOS


Celebração do dia dos mortos. Funerais


320 Os Espíritos são sensíveis à saudade daqueles que amaram e que ficaram na Terra?
– Muito mais do que podeis supor; se são felizes, essa lembrança aumenta sua felicidade; se são infelizes, essa lembrança é para eles um alívio.


321 O dia da comemoração dos mortos tem algo de solene para os Espíritos? Eles se preparam para visitar os que vão orar nas suas sepulturas?
– Os Espíritos atendem ao chamado do pensamento tanto nesse dia quanto em qualquer outro.


321.a Esse dia é para eles um encontro junto às suas sepulturas?
– Eles estão aí num maior número nesse dia, porque há mais pessoas que os chamam. Mas cada um deles vem apenas pelos seus amigos e não pela multidão de indiferentes.


321 b Sob que forma comparecem e como seriam vistos, se pudessem se tornar visíveis?
– Sob a forma pela qual os conhecemos quando encarnados.


322 Os Espíritos esquecidos, cujos túmulos ninguém visita, também aí comparecem apesar disso? Lamentam não ver nenhum amigo que se lembre deles?
– Que lhes importa a Terra? Eles somente se prendem a ela pelo coração. Se aí não há amor, não há mais nada que retenha o Espírito: tem todo o universo para si.


323 A visita ao túmulo dá mais satisfação ao Espírito do que uma prece feita para ele?
– A visita ao túmulo é uma maneira de mostrar que se pensa no Espírito ausente: é a imagem. Já vos disse, a prece é que santifica o ato da lembrança; pouco importa o lugar, quando se ora com o coração.


324 Os Espíritos das pessoas às quais se erguem estátuas ou monumentos assistem à inauguração e as vêem com prazer?
– Muitos comparecem a essas solenidades quando podem, mas são menos sensíveis às homenagens que lhes prestam do que à lembrança.


325 De onde surge, para certas pessoas, o desejo de ser enterradas num lugar em vez de outro? Revêem esse lugar com maior satisfação após sua morte? Essa importância dada a uma coisa material é um sinal de inferioridade do Espírito?
– A afeição do Espírito por determinados lugares é inferioridade moral. Que diferença há entre um pedaço de terra em vez de outro para um Espírito elevado? Ele não sabe que se unirá aos que ama, mesmo estando os seus ossos separados?


325 a A reunião dos restos mortais de todos os membros de uma família num mesmo lugar deve ser considerada como uma coisa fútil?
– Não. É um costume piedoso e um testemunho de simpatia por quem se amou. Essa reunião pouco importa aos Espíritos, mas é útil aos homens: as lembranças ficam concentradas num só lugar.


326 A alma, ao entrar na vida espiritual, é sensível às homenagens prestadas aos seus despojos mortais?
– Quando o Espírito já atingiu um certo grau de perfeição, não possui mais vaidade terrestre e compreende a futilidade de todas as coisas. Porém, ficai sabendo, há Espíritos que, no primeiro momento de seu desencarne, sentem um grande prazer pelas homenagens que lhes prestam, ou se aborrecem com a falta de atenção ao seu corpo físico; isso porque ainda conservam alguns preconceitos da Terra.


327 O Espírito assiste ao enterro de seu corpo?
– Ele o assiste muito freqüentemente; mas, algumas vezes, se ainda estiver perturbado, não se dá conta do que se passa.


327 a Ele fica lisonjeado com a concorrência de assistentes ao seu enterro?
– Mais ou menos, de acordo com o sentimento que eles tenham.


328 O Espírito daquele que acaba de morrer assiste às reuniões de seus herdeiros?
– Quase sempre; isso lhe é permitido para sua própria instrução e para castigo dos culpados. O Espírito julga nessa hora o valor das manifestações honrosas que lhe faziam. Todos os sentimentos dos herdeiros se tornam claros como são de fato, e a decepção que sente ao ver a cobiça daqueles que partilham seus bens o esclarece quanto a esses sentimentos. Porém, a vez deles chegará igualmente.


329 O respeito instintivo que o homem, em todos os tempos e em todos os povos, tem pelos mortos é o efeito da intuição de uma vida futura?
– É a conseqüência natural dessa intuição; sem isso, esse respeito não teria sentido.

segunda-feira, outubro 27, 2008

A Celebração dos 73 anos

Foi uma noite espiritual.

Rubens recordou a fundação da Escola Infantil Jesus Cristo.

Flávio leu trechos emocionantes dos livros JOÃO BATISTA e ROCHA DOS SÉCULOS.

Celso falou sobre a Escola Jesus Cristo localizada em Nosso Lar e fundada dez dias antes desta.

Portanto, lá a Matriz, aqui a filial.

O filme


BEZERRA DE MENEZES - O DIÁRIO DE UM ESPÍRITO


não deixou de ser exibido em Campos.


Continua na Sala 3 - Livre -


Todos os dias às 21h50 h.


No Cine Ritz, no Shopping 28.


É a força da verdade!

sexta-feira, outubro 24, 2008

Lançamento do livro ROCHA DOS SÉCULOS, de Clóvis Tavares



Hoje, às 20 horas na ESCOLA JESUS CRISTO, em homenagem aos seus 73 anos de fundação por Clóvis Tavares e Nina Arueira.

Hoje, após a palestra de nosso amigo André Marinho.

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Lançamento do livro JOÃO BATISTA, de Clóvis Tavares


Hoje à noite na Escola Jesus Cristo, após a palestra de nosso amigo André Marinho.

quarta-feira, outubro 22, 2008

73 Anos da ESCOLA JESUS CRISTO

Caros amigos:
Em lembrança do 73o. aniversário de fundação da ESCOLA JESUS CRISTO, convidamos a todos para as seguintes palestras:

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1- Sexta-feira 24 de outubro: André Marinho
2- Domingo: 26 de outubro: D. Ruth Maria Chaves Martins
3- Segunda feira: 27 de outubro: Rubens Fernandes e Celso Vicente Mussa Tavares

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Possivelmente no sábado 25 de outubro às 20 horas apresentaremos uma palestra gravada de CLÓVIS TAVARES, do ano de 1954.

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No dia 24 de outubro confirmaremos ou não a palestra gravada de Clovis Tavares.

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Se Deus quiser, no próximo dia 27 de outubro, na palestra de
Aniversário, a ESCOLA JESUS CRISTO, refundando a Editora EJC, que na década de 40 editou 3 livros ('Chico Xavier em Campos', 'Vida de João Batista', de Clovis Tavares e 'Terceiro Milênio', de Nina Arueira),
lançará:

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1- JOÃO BATISTA, de Clóvis Tavares, contendo o livro de 1940 e uma
palestra de 1979.

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2- ROCHA DOS SÉCLOS, de Clóvis Tavares, contendo 5 palestras realizadas na Escola Jesus Cristo nas décadas de 70 e 80, trasncritas para a linguagem escrita.

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LANÇAMENTOS IMPERDÍVEIS!!!!!!!
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sábado, outubro 18, 2008

Desencarna JORGE RIZZINI


Caro amigos e irmãos Espíritas,


Informamos a desencarnação ontem 17 de outubro do companheiro de ideal espírita o médium e escritor Jorge Rizzini.


Está sendo sepultado no CEMITÉRIO PARQUE DO MORUMBÍ às 11:00hs nesta sábado.


RizzinI, além de médium, era escritor e pesquisador.


Rizzini como era conhecido, era um entusiasta defensor da obra de Allan Kardec e Chico Xavier.


Entre seus livros são importantíssimos: "Materializações de Uberaba" e " Eurípides Barsanulfo, o Apóstolo da Caridade" .


Disse Deolindo Amorim sobre o livro que relata as experiências de ectoplasmia de Uberaba, suspensas pelo grande Emmanuel:


"Felizmente, em boa hora, Jorge Rizzini reuniu todo o material e formou, assim, um livro necessário e sugestivo, mostrando a verdade sobre as materializações de Uberaba. Poucos, na realidade, teriam a coragem e o espírito de renúncia que teve Jorge Rizzini para enfrentar, na televisão, todos os desafios que Ele enfrentou em defesa, não apenas do caso em si, mas em defesa do Espiritismo".


sexta-feira, outubro 17, 2008

S. MARGARIDA E A ESCOLA JESUS CRISTO


Aula da Professora Hilda Mussa Tavares, na Escola Jesus Cristo, na quarta feira, 15 de outubro de 2008, antecipando o dia de Margarida Maria.


Na bonita região francesa de Borgonha, Margarida Maria nasceu em 22 de julho de 1647, na modesta família Alacoque. Teve uma juventude difícil, ao lado dos pais, que, pelo excesso de afeto, traçaram a meta de vida da filha, calcada sobre as próprias ambições mundanas.Recebeu toda formação cultural e religiosa, desde a infância, das monjas clarissas. Depois vieram as dificuldades: primeiro, o pai faleceu. Logo em seguida, contraiu uma doença não identificada, que a manteve na cama por um longo período.


Como nada na medicina curava o seu mal, Margarida, então, prometeu a Nossa Senhora entregar todos os seus dias a serviço de Deus caso recuperasse a saúde. Para sua própria surpresa, logo retornou à sua vida normal.

Convencida da intervenção da Providência Divina em favor de sua vida terrena, aos vinte e quatro anos de idade entrou para a Ordem da Visitação, fundada por
São Francisco de Sales- ela era salesiana.Tomou o nome de Margarida Maria e fez o seu noviciado, um tempo de iluminação e sofrimento.

Rezando e contemplando Jesus eucarístico passou a dialogar com o próprio Cristo, que lhe expôs o coração dilacerado e fez revelações sobre a necessidade de mais amor e devoção.Essas experiências místicas foram severamente contestadas pelos religiosos e religiosas da sua época. A pobre monja foi testada e provada de todas as maneiras possíveis, várias vezes, para comprovar suas narrativas.

A humanidade, na época, estava assolada pela peste e tremia diante da eminência da morte. O coração do povo era levado a um "Deus duro do castigo". Mas as visões e mensagens de Margarida Maria não, pois apontavam para o "Deus do amor e da salvação", o que gerava uma forte oposição.

O padre jesuíta Cláudio de la Colombière, porém, respeitado estudioso das manifestações dos sinais de Deus, verificou que a mensagem que ela transmitia era verdadeira. Com o seu apoio e orientação espiritual, as experiências místicas de Margarida Maria começaram a ser vistas de outra maneira. Aos poucos, essa mensagem era assimilada por todos os conventos da Visitação, assim como pelo clero.

O culto ao Sagrado Coração de Jesus começou a ser difundido também entre os fiéis. Até que ela própria, antes de morrer, pôde ver muitos de seus críticos cultuando e propagando a devoção do Sagrado Coração. E foi assim que, depois de algum tempo, a mensagem estava espalhada por todo o mundo católico.


Faleceu com apenas quarenta e três anos de idade, no dia 17 de outubro de 1690, em Paray-le-Monial, na sua França. Foi canonizada, em 1920, pelo papa Bento XV.


Santa Margarida Maria Alacoque teve a data de sua festa litúrgica antecipada por um dia para não coincidir com a de Santo Inácio de Antioquia.( esta foi uma das provas dadas pelo nosso Chico a mim e a Clóvis)

Santa Margarida recebeu muitos dons místicos e algumas revelações de Jesus.
Reproduzimo-las aqui, sob a forma de lista das chamadas
“doze promessas do Sagrado Coração” que o Senhor revelou à ela:


1. Eu lhes darei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
2. Eu farei reinar a paz em suas famílias.
3. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
4. Serei seu refúgio seguro durante a vida e sobretudo na morte.
5. Derramarei muitíssimas bênçãos sobre todas as suas empresas.
6. Os pecadores encontrarão em meu Coração a fonte e o mar infinito da misericórdia.
7. As almas tíbias se tornarão fervorosas.
8. As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a grande perfeição.
9. Abençoarei Eu mesmo aqueles que amarem o meu Coração manifestado na minha Palavra.
10. Darei aos meus seguidores o dom de abrandar os corações mais endurecidos.
11. As pessoas que tiverem devoção terão os seus nomes escritos no meu Coração, e Dele nunca serão apagados.
12. No excesso da misericórdia do meu amor todo poderoso darei a graça da perseverança e da paz a a todos que permanecerem em Mim.

A essência da mensagem agrupa-se em três revelações.

A primeira ocorreu em 27 de dezembro de 1673, conforme relatou Santa Margarida: "Diversas vezes, diante do Santíssimo Sacramento... "encontrei-me inteiramente investida desta divina presença... eu abandonei-me ao Seu Divino Espírito, por força do Amor do Seu Divino Coração... Ele me fez repousar de forma extrema e por um longo tempo sobre o Seu Divino Peito, onde pude descobrir as maravilhas do Seu amor, e os segredos mais profundos e inexplicáveis do Sagrado Coração... Ele me disse: "O Meu divino Coração transborda de amor para os homens, de modo especial por você, que não poderá mais conter para si a luz das chamas da brilhante caridade; é necessário que seja difundida aos homens, e que lhes seja manifesto para enriquecê-los dos preciosos tesouros que te revelei..." A segunda, provavelmente deu-se em uma das primeiras sextas-feiras do ano 1674: "E numa das vezes, entre tantas outras, em que o Santíssimo Sacramento estava exposto, após ser eu retirada do interior de mim mesma... Jesus Cristo, Meu suave Mestre, apresentou a mim, repleto da sua glória, suas cinco chagas, brilhantes como cinco sóis, e desta sagrada Humanidade saíam chamas de todas as partes, sobretudo do Seu adorável peito, semelhante à uma fornalha; neste instante revelou-me todo o amor e todo o seu amável Coração e o estado da fonte viva destas chamas. Ele revelou-me as maravilhas inexplicáveis de seu Puro Amor, excessivamente entregue aos homens, dos quais recebia apenas frieza e ingratidão..." Na terceira, ocorrida durante o mês de junho de 1675, Jesus pediu que tivesse um dia especial ao Seu Sagrado Coração: "Numa das tantas vezes em que encontrava-me diante do Santíssimo Sacramento, revelou-me Deus as graças excessivas de Seu Amor... Então, mostrando-me Seu divino Coração, disse: "Aí está o Coração que tanto tem amado os homens, a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor; ... que na primeira Sexta-feira de acordo com a oitava do Santíssimo Sacramento, seja dedicada ao Meu Sagrado Coração, em memória da mina Paixão.”


Deus suscitou esta mensagem pela portadora da luz de Cristo, num período em que na Igreja penetravam as trevas do jansenismo: doutrina que pregava um rigorismo que esfriava o amor de muitos e afastava o povo do Deus do amor. O nome de Santa Margarida Maria Alacoque está intimamente ligada a fervorosa devoção do Sagrado Coração de Jesus.
“Ela que passara por uma intervenção divina, quando apresentava uma enfermidade incurável, foi curada milagrosamente e partir daí passou a ser uma grande interventora junto ao coração de Jesus dos doentes.”


Estas palavras foram ditas pelo nosso Chico a mim e a Clóvis, por isso a oração pelos enfermos em nossa Escola tem a proteção dela.


Santa Margarida Maria Alacoque nos faz lembrar de cenas evangélicas que falam do coração divino. Por exemplo, as palavras de Zacarias, pai de João Batista, conforme Lucas 1, 78-79:

"Graças ao coração misericordioso de nosso Deus, o sol do alto nos visitará, para iluminar os que estão sentados nas trevas e nas sombras da morte, e dirigir nossos passos para o caminho da paz”.


E finalizamos com palavras do próprio Jesus, conforme Mateus 11, 28-30: "Vinde a mim vós todos, que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para vossas almas. Pois meu jugo é suave e meu peso é leve”.


Dez dias antes da fundação desta Escola, a do Plano Espiritual, matriz desta, tinha sido fundada por Nina, assessorada por Emmanuel, com quem logo assim desencarnou foi trabalhar. A data escolhida foi a de 17 de outubro, em homenagem à Santa Margarida Maria, de quem Nina foi filha e mãe em muitas vidas. Chico teve a visão de Nina caída de joelhos ante o Espírito de Margarida pedindo pela missão de Clóvis e da Escola Jesus Cristo. Este dia jamais poderá ser esquecido por nós que pertencemos à família espiritual da Escola Jesus Cristo. Por isso, este testemunho tem que ser dado sempre por aqueles que realmente estão ligados espiritualmente a esta Escola Abençoada.

Fundação da ESCOLA JESUS CRISTO em NOSSO LAR


Neste dia 17 de outubro, Nina Arueira, fundava na Colônia NOSSO LAR, uma instituição que denominou ESCOLA JESUS CRISTO.


Ela ainda não existia no nosso mundo.


Nina foi amparada após a sua desencarnação pelo grandioso espírito MARGARIDA MARIA ALACOQUE, cujo dia é 17 de outubro.


Instada a iniciar um trabalho pela Evangelização na colônia citada, mais precisamente no MInistério do Auxílio, funda a Escola Jesus Cristo e inspira o seu parceiro de ideais na Terra, Clóvis Tavares a fazer o mesmo na cidade de Campos.


Assim, a 27 de outubro de 1935, Clóvis , sem saber da existência de uma Escola Jesus Cristo no plano Espiritual, funda em nossa cidade a ESCOLA JESUS CRISTO, e diz que foi fundada sob inspiração espiritual de NINA ARUEIRA.


Ele nada sabia, apenas sentia.


E a nossa Escola é intimamente conectada à Escola Jesus Cristo de Nosso Lar.


São duas instituições em dimensões diferentes de expressão , mas com sintonia de pensamentos e ações espirituais.


Deus abençoe sempre Nina Arueira e Margarida Maria Alacoque.


MARGARIDA MARIA ALACOQUE



Santa Margarida Maria Alacoque, nasceu em 22 de agosto de 1647, na diocese de Autun (França). Desde a mais tenra idade, até a sua adolescência, sofreu as mais duras provações. Já com saúde frágil, não tinha completado ainda oito anos quando perdeu o pai e logo em seguida a irmã. A mãe e os irmãos, eram vítimas das perseguições diárias de tias rabugentas com as quais habitavam. Sua mãe, sofrendo de longa e dolorosa doença, foi carinhosamente amparada pela pequena Margarida, apesar da repulsa que certos cuidados exigiam à sua extrema sensibilidade.
A sua mudança para o convento das Irmãs clarissas, que cuidariam dela e de seu aprimoramento religioso, representou um período difícil pela separação da vista da mãe. A decisão de enviá-la para as clarissas não foi tanto pelas incoveniências em cuidar da mãe, mas principalmente pela luta diária diante da falta de amabilidade e incompreensão dos que a rodeavam. Permaneceu no convento das clarissas, porém, ligada à vida secular até atingir a juventude.
Certo dia, quando participava de uma missa, mesmo sem conhecer o sentido exato, pronunciou inspiradas palavras de consagração ao Senhor: "Ó meu Deus", disse, "consagro-vos a minha pureza e faço-vos voto perpétuo de castidade". Uma doença, porém, passou a lhe atormentar por um período de quatro anos, de modo que o sofrimento tornou-se constante, já que nenhum medicamento era eficaz para abrandar as intensas dores no organismo. Foi quando, milagrosamente, a doença regrediu até a cura, e por este motivo consagrou-se à Maria, prometendo entrar no serviço religioso. Estava decidida a ingressar na Congregação das Ursulinas, quando uma voz secreta disse-lhe: "Não a quero lá, mas em Santa Maria...! Estava claro que o Senhor destinara ela para a Congregação das Irmãs da Visitação e isto já era prefigurativo de como ela iria glorificar o Senhor na propagação do Coração de Jesus.


Margarida foi acolhida no convento das Irmãs da Visitação de Paray-le-Monial. Ali mesmo o Senhor se manifestaria a ela em revelações distintas, relativas à difusão da consagração e amor ao Seu Coração. Apareceu-lhe por numerosas vezes, e deu a conhecer que seria ela o instrumento para arrebanhar o maior número de pessoas ao Amor de Seu Coração. A essência da mensagem, porém, agrupa-se em três revelações.


A primeira ocorreu em 27 de dezembro de 1673, conforme relatou Santa Margarida:


"Diversas vezes, encontrei-me inteiramente investida desta divina presença... eu abandonei-me ao Seu Divino Espírito, por força do Amor o Seu divino Coração... Ele me fez repousar de forma extrema e por um longo tempo sobre o Seu divino peito, onde pude descobrir as maravilhas do Seu amor, e os segredos mais profundos e inexplicáveis do Coração de Jesus."


Ele me disse: "O Meu divino Coração transborda de amor para os homens, de modo especial por você, que não poderá mais conter para si a luz das chamas da brilhante caridade; é necessário que seja difundida aos homens, e que lhes seja manifesto para enriquecê-los dos preciosos tesouros que te revelei..."


A segunda, situa-se provavelmente deu-se em uma das primeiras sextas-feiras do ano 1674:


Meu suave Mestre, apresentou a mim, repleto da sua glória, suas cinco chagas, brilhantes como cinco sóis, e desta sagrada Humanidade saíam chamas de todas as partes, sobretudo do Seu adorável peito, semelhante à uma fornalha; neste instante revelou-me todo o amor e todo o seu amável Coração e o estado da fonte viva destas chamas.


Ele revelou-me as maravilhas inexplicáveis de seu Puro Amor, excessivamente entregue aos homens, dos quais recebia apenas frieza e ingratidão..." Na terceira, ocorrida durante o mês de junho de 1675, Jesus exigiu que fosse feita uma festa especial ao Seu Sagrado Coração: "Numa das tantas vezes em que encontrava-me diante do Santíssimo Sacramento, revelou-me Deus as graças excessivas de Seu Amor... Então, mostrando-me Seu divino Coração, disse:

"Aí está o Coração que tanto tem amado os homens, a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor;


Margarida Maria , porém, enfrentaria diversos obstáculos na propagação das revelações feitas a ela por Jesus. Não tardou que fossem levantadas críticas e colocadas em dúvida as suas experiências místicas.


Submetida às mais duras provações e intensas humilhações, Deus enviou ao mosteiro um santo sacerdote que, a princípio passou a estudar minuciosamente os fenômenos relatados: Padre Cláudio de La Colombiere.


No último ano da sua vida, Santa Margarida teve a oportunidade de ver a propagação da devoção ao Sagrado Coração de Jesus; viu também um grande número de críticos e opositores tornarem-se fervorosíssimos propagadores da devoção.


quarta-feira, outubro 15, 2008

Entrevista com o produtor de BEZERRA DE MENEZES


Esta foto foi feita no dia da assinatura de contrato com a Fox Film do Brasil. Na ordem, da esquerda para direita: Fernando Lobo, Cristina Fantato (Fox), Luis Eduardo Girão (Mentor da Estação da Luz) e Patricia Kamitsuji (Fox).
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Flávio- Caro Fernando, voce poderia nos dar o prazer de se apresentar?
Fernando-Meu nome é Fernando Lobo, cearense, residindo na cidade de Fortaleza, 48 anos, dois filhos, engenheiro de formação e trabalho na ONG de nome Associação Estação da Luz, que é a produtora do filme Bezerra de Menezes - O Diário de Um Espírito.

Flavio-Caro Fernando Lobo, qual o seu papel na produção e divulgação deste fenômeno do cinema chamado BEZERRA DE MENEZES- O DIÁRIO DE UM ESPÍRITO?
Fernando-A Associação Estação da Luz é composta por um grupo de pessoas (Luis Eduardo Girão, Sidney Girão, Suely Vieira, Marcos Paulo, Rodrigo Grangeiro e Fernando Lobo) além de um corpo de colaboradores dedicados de aproximadadmente 10 pessoas. Todos os nomes citados acima exercem ou exerceram as mais variadas funções ao longo da realização do longa. Tudo depende da necessidade. Dividimos entre nós o que deve ser feito. E aí, vamos a luta, irmão. A mim coube uma participação direta nos entendimentos com a distribuidora Fox Filmes do Brasil, organização de pré-estréias, contatos com assessoria de imprensa, divulgação nos principais centros onde está sendo exibido o filme.

Flávio- De que cidade você está vindo, que cidades visitou e para onde vai seguir?
Fernando-As últimas cidades que visitei foram São José dos Campos - SP e Taubaté - SP, quinta e sexta-feira últimas. No final de semana fui a Fortaleza rever meus filhos. De Campos deverei seguir para a ciade de Resende - RJ, onde o filme estreará no dia 17.10. Em seguida visitarei as seguintes cidades: Mogi, Santa Bárbara, Franca e Piracicaba, todas em São Paulo. Detalhe, deverei percorrer essas urbes até quarta-feira da próxima semana, quando serão divulgadas as novas praças onde o filme estreará.

Flávio- Que impressões voce teve da cidade de Campos, da recepção em jornais , televisão, do gerente do cinema?
Fernando-Infelizmente não tive a oportunidade de conhecer melhor a cidade no que se refere a sua estrutura física. Entretanto a cordialidade de seu povo foi tão marcante, que levo uma excelente recordação. Há muito que não me sentia tão bem. E tudo isso devido ao calor humano de todos: dos jornalistas, dos taxistas, passantes na rua... Enfim de todos os que mantive contato.

Flávio- A nossa cidade é citada em dois momentos no filme. O que você sentiu ao chegar aqui?
Fernado-Uma forte emoção. Antes de chegar vi um trecho de uma ferrovia que parecia abondanada. Pensei que poderia fazer parte da obra de Bezerra. Não sei se era... apenas pensei. Mas foi o suficiente para me dar conta que o Dr. Bezerra havia atuado nessa terra iluminada.

Flávio- Você é espírita? Qual a sua história com o Espiritismo?
Fernando-Não posso dizer que sou espírita, pois para isso teria que dedicar mais tempo ao estudo da doutrina. Entretanto, nos últimos dois anos praticamente todo o meu tempo é usado em atividades em que o relacionamento com a comunidade espírita é constante. Atualmente, quase a totalidade de meu círculo de amizades é composto por espíritas. Participo de palestras, reuniões, leio sempre os livros do Divaldo Franco, alguns do Chico, Richard Simonetti e de outros autores (os do Divaldo compro regularmente, os demais sempre ganho de presente). Na verdade, desde janeiro de 2000, que mantenho uma forte proximidade com o Espiritismo. Nessa época, tive uma forte experiência de natureza espiritual. A partir daí, minha vida mudou de rumo.

Flávio- O Bezerra político, apresentado no filme, defendendo o direito dos escravos à liberdade, seria de esquerda nos dias de hoje?
Fernando-Prefiro dizer que Bezerra de Menezes pensava muito além de seu tempo. Além de abolicionista, BM abraçou causas como a defesa da Mata Atlântica, ou seja, naquela época já era um ambientalista. E sabe qual era uma das suas principais bandeiras políticas? A luta contra a corrupção! Muito atual tudo isso.

Flávio- Qual a percepção que você teve quanto à aceitação do público na cidade de Campos? Você acha que a aceitação está na proporção de outras cidades visitadas?
Fernando-A recepção tem sido muito boa. A média de público tem sido superior a média nacional nessa sétima semana após a estréia nacional.

Nessa semana Campos é a sexta cidade em público.

Flávio -Quais são os próximos projetos da "Estação da Luz"?
Fernando-Atualmente a Estação da Luz mantém projetos como a Exposição Chico Xavier, A Semana Em Defesa da Vida - Contra o aborto, a Mostra Brasileira de Teatro Transcendental, além do filme de Bezerra de Menezes e diversas ações que promovem a cultura de paz. Provavelmente daremos continuidade a produção de filmes com a mesma temática. Que obra escolheremos não sabemos ainda.

Flávio- Qual o futuro do cinema espírita e/ou espiritualista?
Fernando-É promissor. O filme Bezerra de Menezes está funcionando como um medidor do tamanho da comunidade espírita no Brasil. Todos estão de olho. E isso é bom para estimular as grandes produtoras a investirem no cinema espírita. É bom também para que os espíritas também tenham voz e vez em outras áreas setores da sociedade.

Flávio- Obrigado Fernando, Deus o abençoe pelo seu trabalho, pela dedicação a uma causa nobre e parabéns pelo sucesso do filme.

terça-feira, outubro 14, 2008

PACIFICAR PELA CARIDADE

Artigo publicado no Jornal "Sal da Terra" em outubro de 2008
“Fora da Caridade não há salvação”
Kardec- Ev.s.Esp.cp 15


“Bem aventurados os promotores da Paz” Mt 5:9

Construir a paz através da promoção do bem ou pacificar com amor.
Pouco restaria ao ser humano se estivesse dotado da habilidade psíquica de praticar a caridade de modo transformador, pacificando corações ainda dominados pela ira. Na oração atribuída a Francisco de Assis, lê-se: “Senhor, faça de mim um instrumento de Tua paz.” E qual o método escolhido pelo pobrezinho da Úmbria? Levar amor onde há o ódio!
Perdoar as dívidas pessoais!
Conciliar onde há desunião!
A certeza da Fé, onde impera a dúvida!
Falar de Jesus onde se propaga erros!
Levar esperança aos corações!
Alegrar os que estão tristes!
Iluminar as consciências obscurecidas pela ignorância!
Não buscar o consolo, mas consolar!
Não preocupar-se em ser compreendido, mas em compreender!
Não importar-se com o fato de não ser amado, mas buscar amar a todos!
Pois não há melhor forma de receber que ofertando .
Não há melhor forma de ser perdoado do que perdoando!
E não há vida eterna sem a morte física!
Nessa poética forma de ensinar a amar, o santo homem de Assis resume em alguns pontos essências o lema Construir a Paz, promovendo o Bem.
Certa vez adquiri um livro do psicólogo russo Ouspensky. Ele foi um filósofo russo do século XIX que buscando confirmações na geometria euclidiana, discutiu novas tendências para a psicologia. O título do livro que é muito interessante é: Psicologia da Evolução Possível ao Homem. São palestras que ele realizou no início do século XX na Inglaterra. Apesar de não ser o objeto de nossa apreciação, anoto apenas a felicidade do mesmo ao escolher o título de sua obra. Há uma evolução possível para cada existência nossa e seria interessante que houvesse um psicólogo espiritualista que nos fizesse o psico-diagnóstico e nos promovesse espiritualmente.
Há, entretanto uma diagnose espiritual segura: somos todos devedores da Lei de Deus e aqui estamos para sermos curados de nossas doenças da alma, que é o que se chama Expiação. E também para nos submetermos a testes de habilidades para as quais nos sentimos aptos, que é o que se chama Prova. Expiação e Provas são duas categorias espirituais comuns a todos os habitantes de nossa humanidade. Ora resgatamos nosso passado imperfeito através de limitações físicas, psíquicas e sociais. Ora somos provados em situações limite de nossas possibilidades evolutivas.
A humanidade é, portanto formada por seres em estágios espirituais diversos, que, no entanto guardam uma característica comum: as categorias de expiação e provas. O Espiritismo como religião da racionalidade, inaugurando a Fé raciocinada, oferece uma excelente ferramenta psicológica ao homem moderno. Usar a caridade como método de cura psíquica é uma das melhores terapias ocupacionais que se conhece. É o que os hindus chamam de karma yoga ou ação desapegada, dedicada unicamente ao criador. É a yoga da ação. É a fisioterapia da alma. É uma terapia do nosso psiquismo, pois agindo em favor do próximo, deixamos de nos encantar com os nossos problemas, muitas vezes imaginários. Sim, quantas vezes percebemos que ficamos hipnotizados pela auto-observação, vivendo dramas fictícios. O rico da parábola foi dormir preocupado com a situação da falta de espaço de seus celeiros. Há pessoas que se angustiam com a falta de espaço em seus armários, com a necessidade de mais sapatos, com a dúvida quanto ao melhor investimento, a melhor aplicação do mercado.
E o que realmente significa uma fé raciocinada? Qual a utilidade de se racionalizar a fé? Do ponto de vista do pragmatismo espiritual, fé racional para que?
O emprego da razão se justifica desde que empreguemos o raciocínio para buscarmos a nossa evolução. A Lei do Progresso é inexorável. A terceira parte, capítulo 8 de O Livro dos Espíritos esclarece que a marcha evolutiva é irreversível. Na questão 784 os espíritos afirmam que os maiores obstáculos a evolução do homem e da sociedade são o orgulho e o egoísmo. E no item 917, Kardec pergunta: Qual o meio de destruir o egoísmo? Extraio então partes da resposta, para demonstrar que existe sim, uma psicoterapia espírita: a da caridade: “Que o princípio da caridade e da fraternidade seja a base das instituições sociais, das relações legais de povo para povo e de homem para homem, e o homem pensará menos em sua pessoa quando vir que outros pensam nisso; ele sofrerá a influência moralizadora do exemplo e do contato.”
Entende-se desse modo que o Espiritismo, como doutrina da razão quer que racionalizemos a nossa conduta, reprimindo nossos desejos inferiores e promovendo em nós mesmos os ideais superiores por meio da ação, por meio da fraternidade, da solidariedade, filantropia, caridade. E como doutrina de consolação, quer que compreendamos a razão de nossas aflições e cultivemos a vontade de superá-las pelo amor ao próximo, promovendo o bem, ferramenta essencial para a paz entre os homens.


Flávio Mussa Tavares
Presidente da Escola Jesus Cristo
flaviotav@gmail.com
http://espiritismocristao.blogspot.com


domingo, outubro 12, 2008

O DEBATE DE DR. BEZERRA NO FILME...

Conta-se que Bezerra de Menezes orientava, no Rio, uma reunião de estudos espíritas, com a palavra livre, para todos os participantes, quando, após comentários diversos, perguntou se mais alguém desejava usar a palavra com relação aos temas da noite. Foi então, que renomado materialista, seu amigo pessoal, lhe dirigiu veemente provocação:

“Bezerra, continuo ateu e, não só por meus colegas mas também por mim, venho convidá-lo para um debate público, a fim de provarmos a indestrutibilidade do Materialismo contra as pretensões do Espiritismo. E previno a você que o Materialismo já levantou extensa lista de médiuns fraudulentos; de chamados sensitivos que reconheceram seus próprios erros e desertaram das fileiras espíritas; dos que largaram em tempo o suposto desenvolvimento das forças psíquicas e fizeram declarações, quanto à s mentiras piedosas de que se viram envoltos; dos ilusionistas que operam em nome de poderes imaginários da mente; nomes de experimentadores que demonstraram inexistência da comunicação com os mortos; dos observadores desencarnados de qualquer testemunhos da sobrevivência; e, dos estudiosos ludibriados por vasta súcia de espertalhões. Esperamos que você e os espíritas aceitem o repto, o desafio.”


Bezerra concentrou-se em prece alguns instantes, e, em seguida, respondeu, aliando energia e brandura:

“Aceitamos o desafio, mas traga também ao debate aqueles que o Materialismo tenha socorrido no mundo; os malfeitores que ele tenha regenerado para a dignidade humana; os infelizes aos quais haja devolvido o ânimo de viver; os doentes da alma que tenha arrebatado às fronteiras da loucura; as vítimas de tentações escabrosas que haja restituído a paz do coração; as mulheres infortunadas que terá arrancado do desequilíbrio; os irmã os desditosos de quem a morte roubou os entes mais caros, a cujo sentimento enregelado na dor terá estendido o calor da esperança; as viúvas e os órfãos cujas energias terá escorado para não desfalecerem de saudades, ante as cinzas do túmulo; os caluniados aos quais terá ensinado o perdão das afrontas; os que foram prejudicados por atos de selvageria social mascarados de legalidade, a quem haverá proporcionado sustentação para que olvidem os ultrajes recebidos; os acusados injustamente, de cujo espírito rebelado terá subtraí do o fel da revolta, substituindo-o pelo bálsamo da tolerância;os companheiros da Humanidade que vieram do berço cegos ou mutilados, enfermos ou paralíticos, aos quais terá tranqüilizado com os princípios da justiça; os pais incompreendidos a quem deu forças e compreensão para abençoarem os filhos ingratos e os filhos abandonados por aqueles mesmos que lhe deram a existência, aos quais auxiliou para continuarem honrando e amando os pais insensíveis que os atiraram em desprezo e desvalimento; os tristes que haja imunizado contra o suicídio; os que foram perseguidos sem causa aparente, cujo pranto terá enxugado nas longas noites de solidão e vigília, afastando-os da vingança e da criminalidade; os caídos de todas as procedências, a cujo martírio tenha ofertado apoio para que se levantem...”


Nesse ponto da resposta, o velho lidador fez uma pausa, limpou as lágrimas que lhe deslizavam no rosto e terminou:

“Ah! Meu amigo, meu amigo... Se vocês puderem trazer um só desventurado do mundo, a quem o Materialismo terá dado socorro moral para que se liberte do cipoal do sofrimento, nós, os espíritas, aceitaremos o repto.”


Profundo silêncio caiu na pequena assembléia, e, porque o autor da proposição baixasse a cabeça, Bezerra em prece comovente, agradeceu a Deus as bênçãos da fé e encerrou a sessão.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Filme DR. BEZERRA em Campos


Através da Liga Espírita de Campos, da 97 FM e da Folha da Manhã,
o filme Bezerra de Menezes, será exibido em Campos.
O tempo de permanência em cartaz


dependerá do público nos primeirosdias.Sendo assim,
fazemos um convite que a partir do próximo sábado,
dia 11de outubro, os espíritas de Campos prestigiem esse


filme que estáencantando todo o Brasil.
Trazer ao conhecimento geral as belezas de


uma alma genuinamentecristã, é uma bênção e
uma excelente oportunidade de


divulgar adoutrina de modo simples e consistente.
Vamos e levemos alguém!

Divulguemos este evento de fé!

sábado, outubro 04, 2008

SÃO FRANCISCO, por Clóvis Tavares


Nossa reverência ao dia 04 de outubro, dia de São Francisco de Assis, é um texto de Clóvis Tavares, da Mediunidade dos Santos.

É bom recordar que este ano celebram-se os 800 anos do ideal franciscano no nosso planeta.



São Francisco, o pobrezinho de Assis, também viveu o fenômeno da clariaudiência.


Assim se expressa Vacchinetti:


"Existia então, como ainda hoje, no declive da montanha, uma capela dedicada a São Damiano. São Francisco gostava de recolher-se na penumbra daquela igrejinha abandonada, a orar diante de um crucifixo.


Um dia, estava ajoelhado diante daquela imagem do Redentor… e suplicava poder conhecer finalmente qual fosse a vontade divina a seu respeito.


Eis que, então, ainda banhado em lágrimas e com o coração agitado pelo ardor da oração, tendo os olhos fitos no crucifixo o vê avizinhar-se de si e de seus lábios divinos percebe sair uma voz que lhe diz:
‘– Não vês que a minha Igreja está a desabar?
Vai, pois, e restaura-a para mim.’


E por três vezes se repete o amargurado apelo, a divina oração:


‘– Vade igitur et repara illam mihi!’ ”



SÃO FRANCISCO DE ASSIS


in MEDIUNIDADE DOS SANTOS, de Clovis Tavares

sexta-feira, outubro 03, 2008

PRECE DE ALLAN KARDEC






Em lembrança do 03 de outubro, publico neste blog uma oração de nosso codificador enviada a mim pelo nosso caro Geraldo Lemos Neto.


Vejam que beleza:

SENHOR!

Pois que Te dignaste lançar os olhos sobre mim para cumprimento dos Teus desígnios, faça-se a Tua vontade!

Está nas Tuas mãos a minha vida; dispõe do teu servo. Reconheço a minha fraqueza diante de tão grande tarefa; a minha boa vontade não desfalecerá, as forças, porém, talvez me traiam.

Supre à minha deficiência; dá-me as forças físicas e morais que me forem necessárias.

Ampara-me nos momentos difíceis e, com o Teu auxílio e dos Teus celestes mensageiros, tudo envidarei para corresponder aos Teus desígnios."

(Prece de ALLAN KARDEC ao ser cientificado de sua missão pelo ESPÍRITO VERDADE. – OBRAS PÓSTUMAS – 2ª parte)