sábado, agosto 30, 2008
BEZERRA DE MENEZES, O Diário de um Espírito
quarta-feira, agosto 27, 2008
MENSAGEM DE MARIA JOÃO DE DEUS
Minhas irmãs em Cristo.
Elevo meu sincero voto à Mãe Excelsa de Jesus para que todos os vossos corações experimentem o orvalho de seu amor desvelado e constante.
Nós hoje, estudamos o Evangelho com lágrimas, no labor de nossa tenda humilde. Nossas lágrimas, contudo, não são as do mundo, que varrem as almas, como tempestades de fogo no torvelinho das paixões.
Foram para o nosso espírito a chuva benéfica que fecunda a terra dos sentimentos. Sentimos a união das esperanças em torno do Mestre Divino e recordamos a Sua infinita misericórdia. É o nosso regresso ao Seu aprisco de amor inesgotável; é a ânsia de integração na substância de Sua exemplificação imortal.
A igreja doméstica erige-se novamente no íntimo santuário dos nossos corações. As mulheres modernas, nossas pobres irmãs em humanidade, costumam perder-se na imitação falsa dos labores que Deus destinou aos homens, na constituição de seus deveres sagrados.
Em todos os lugares, há um apelo criminoso e uma sugestão infeliz para que o coração feminino perca as suas características de ternura. Em toda a parte, falsas ideologias concitam a mulher a realizações desesperadas. Generaliza-se o esquecimento de que a ela foi confiada a missão da vida, que muitas vezes se executa em silêncio, como o trabalho do Todo Poderoso, que todas as criaturas parecem ignorar.
Todas as edificações grandiosas do mundo pertencem a Deus e, apesar disso, somente os nomes transitórios de homens falíveis surgem, na publicidade de cada dia, quando todas as boas dádivas representam uma real dispensação dos céus.
Em todos os tempos os homens fizeram as batalhas, destruindo os caminhos da vida, destruindo instituições ou intoxicando patrimônios, porém, a mulher, na excelsitude de sua tarefa, foi sempre a jardineira de Jesus, plantando as flores da vida sobre as devastações dos movimentos destruidores, como a primavera que enfeita de rosas uma casa desprezada, em dolosas ruínas...
Irmãs muito amigas, nos espaços mais próximos da terra, também existem colégios de preparação e de amor das almas femininas para revelação permanente das glórias de Deus. Procuremos saturar o coração da prece e da vigilância Daquela que, em Nazaré, soube esperar os desígnios santos do Céu a Seu respeito.
Seu manto constelado de toda as virtudes se abre generosamente para nós como um pálio divino. Saibamos compreendê-la, desde a Manjedoura até o Calvário. Seu exemplo é a luz de todos os séculos para a missionária do Cristo no seu esforço de redenção.
Transformemos o lar no templo de cada hora, onde a fé seja um ensino de todos os instantes, a dor um motivo de resgate venturoso, a esperança uma aurora perene e o amor uma fonte daquela água viva que dessedenta toda sede do coração.
Que outras criaturas frágeis e pobres se façam ao mar revolto das ilusões e das amarguras que lhe são conseqüentes, que outras desfraldem bandeiras novas na estrada das experimentações inconvenientes e tristes!... Fiquemos nós com Jesus, colocando bem alto o Seu exemplo e o Seu amor.
Esta é a pobre lembrança de vossa irmã e serva muito humilde.
Maria João de Deus
Mensagem psicografada por Francisco Cândido Xavier em sua primeira visita a Campos, em 1940, quando visitou a
ESCOLA MARIA JOÃO DE DEUS, filial (Núcleo) da Escola Jesus Cristo, no bairro Bezamat, em Campos. Mensagem inserta no livro TRINTA ANOS COM CHICO XAVIER, de Clóvis Tavares.
Data da Psicografia: 28/07/1940
Médium: Chico Xavier
Espírito: Maria João de Deus
segunda-feira, agosto 25, 2008
Minha amiga Norma
sábado, agosto 23, 2008
Outro breve lançamento: ROCHA DOS SÉCULOS
Novo Lançamento BREVE: JOÃO BATISTA!
sexta-feira, agosto 22, 2008
Um encontro nada casual
Tive um breve diálogo com o querido conterrâneo a desde já estabelecemos um acordo verbal, mas de cavalheiros, ou melhor de espíritas, para que ele seja o autor de um capítulo de uma futura próxima produção literária que pulula em meus pensamentos e emoções.
Que Deus nos abençoe os propósitos!
Uma vista à Livraria Espírita no Catete
A livraria é uma beleza, tem as obras básicas, as obras de nosso querido Chico Xavier, as de nosso pai e até o livro "Célia Lúcius, Santa Marina" encontrei ali naquele cantinho de sabedoria e esclarecimento espiritual.
Deus os abençoe, queridos irmãos!
Uma noite na Casa de Eurípedes Barsanulfo
A instituição existe desde a década de 1960 e foi fundada a conselho de Francisco Cândido Xavier aos irmãos Gilson e Gilberto Bordallo, que são gêmeos e dirigem a mesma por todos estes anos.
A região é pobre e conta com a assistência material e espiritual da casa que realiza um trabalho genuinamente evangélico.
A recepção a história de Célia Lúcius foi muito boa.
Certamente os laços de amizade entre a Escola Jesus Cristo e a Casa de Eurípedes deverão se estreitar com as bênçãos de Jesus.
segunda-feira, agosto 18, 2008
A visita de Jorge Damas

Dia de Pietro Ubaldi
quinta-feira, agosto 14, 2008
Uma palestra sobre Dr. Bezerra de Menezes
sábado, agosto 09, 2008
NECESSIDADE E CULPA
"Empregada morre ao cair de 17.º andar de prédio em São Paulo
Elvis Pereira - estadao.com.br
SÃO PAULO - A
empregada doméstica Sônia Aparecida Andrade de Holanda, de 53 anos, morreu no
início da tarde desta sexta-feira, 8, ao despencar do 17.º andar de um prédio
residencial na Rua Francisco Leitão, em Pinheiros, na zona oeste de São Paulo.
Segundo o boletim de ocorrência, apoiada no ar-condicionado da sacada, ela
tentava limpar uma das paredes externas do apartamento. Ao se desequilibrar
acabou caindo.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública
(SSP), o porteiro do edifício contou à polícia que ouviu um forte estrondo e
quando foi verificar o que ocorreu se deparou com Sônia caída na área de lazer.
A empregada morreu no local. O prédio deverá ser periciado. O caso foi
registrado no 14.º Distrito Policial, de Pinheiros."
Amigos, culpa e necessidade podem ser aparentemente paradoxais. A doméstica Sônia foi, lamentavelmente, vítima da absurda irresponsabilidade de se permitir que domésticas corram riscos de vida para realizar faxinas.
É certo que a sua desencarnação obedece a estritos programas da Lei de Causa e Efeito ou simplesmente Carma.
Isso entretanto, não exonera de responsabilidade nem os patrões e nem a sociedade civil organizada por permitir ou por não proibir textualmente que empregados domésticos executem tarefas sem as necessárias condições mínimas de segurança no trabalho.
A necessidade da Sra. Sônia, que apesar dos seus 53 anos, realizada um serviço de alto risco, foi cumprida. Ela está quites com a Justiça Divina.
A culpa ficou com a família que consentiu ( ou solicitou) que ela fizesse o serviço de alto risco.
Ficou também com o condomínio que certamente conhecia o fato de que domésticas realizavam serviços de alto risco no prédio sem as condições mínimas de segurança.
E ficou também a culpa para a sociedade que não coíbe ou proíbe que estes profissionais sem treinamente algum, sem condições físicas e equipamento apropriado realizem tarefas de alta periculosidade.
Que Sônia Aparecida Andrade de Holanda receba as nossas vibrações sinceras de paz, rogando que os amigos espirituais a envolvam de carinho e proteção, pois a sua desencarnação se deu no cumprimento do dever humano com resgate de seus compromissos espirituais.
E que a sociedade evolua e não permita que estes escândalos sejam visíveis. Pois disse Jesus:
"E disse aos discípulos: É impossível que não venham escândalos, mas ai daquele por quem vierem!" (Lucas 17 : 1)
Sônia precisava dessa forma triste de seu desenlace físico, mas os responsáveis culposos pela tragédia não necessitavam ter cometido esse crime.
quarta-feira, agosto 06, 2008
Sobre o recebimento de mensagens de Espíritos Familiares

Escrito pela Equipe do Pinga-Fogo em 21 de Setembro de 2007
E publicado em http://osgefic.org/content/view/253/79/
“Preciso muito saber onde conseguirei receber uma mensagem de minha mãe maravilhosa, que partiu já faz um ano! Ando muito aflita... Soube que tem um centro em Minas Gerais, mas moro no Rio Grande do Sul e fica difícil! Posso contar com vocês?” (Questão enviada por Janaina V.)
No 'Obras Sociais Grupo Espírita Fraternidade Irmã Celina' não realizamos atividade mediúnica voltada ao recebimento de mensagens de Espíritos familiares. A Doutrina Espírita, através de estudos experimentais, esclareceu a respeito da comunicabilidade entre o Mundo Material e o Mundo Espiritual, elucidando o quanto este fenômeno é comum e natural, demonstrando que o intercâmbio sempre aconteceu em todas as épocas da humanidade e em todas as civilizações.
À época da Codificação, a evocação de Espíritos era uma prática muito freqüente, sendo utilizado por Allan Kardec para estudos diversos. Em algumas oportunidades, antigos membros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas foram evocados e relataram sua situação no além túmulo.
É bem verdade que diante da dor causada pela desencarnação de um ente querido, os Espíritos separados - encarnados e desencarnados - sentem saudade e a necessidade do reencontro, o que é plenamente possível.
No atual contexto do movimento espírita, a evocação dos espíritos está quase totalmente esquecida, dando-se preferência às manifestações espontâneas. Kardec informa, no capítulo XXV do 'Livro dos Médiuns', que devemos usar "as duas maneiras de agir" (evocações e espontaneidade), pois as duas "têm suas vantagens e só haveria inconveniente na exclusão de uma delas".
No 'Livro dos Espíritos', a questão 935 explora este assunto. Na época, muitos consideravam que as comunicações de além-túmulo eram profanação.
O recebimento de mensagens depende da situação em que o Espírito se encontre.
Certamente, este tipo de comunicação só devem ser praticadas por grupos experientes, que tratam a questão com a seriedade devida. Caso contrário, permanecerão sob jugo de Espíritos enganadores e brincalhões, que existem por toda parte.
A Doutrina Espírita nos ensina que a possibilidade de comunicação vai depender da situação em que o Espírito se encontre. Alguns estão em estado de perturbação que os permite se comunicar, enquanto outros podem estar cumprindo tarefas importantes que os impedem de fazerem contato. Por isso devemos ter muita paciência e compreensão e aguardar o momento propício para que a comunicação aconteça. Os Espíritos que são desprendidos da matéria desde a vida terrena, tomam consciência de que estão fazendo parte da vida espírita bem cedo, porém aqueles que viveram preocupados apenas com seu lado material permanecem no estado de ignorância por longo tempo.
Emmanuel foi um grande defensor da espontaneidade em todas as comunicações com o invisível. Recomenda que o espírita-cristão deve encontrar na sua fé o mais alto recurso de cessação do egoísmo humano, ponderando quanto à necessidade de repouso daqueles a quem amou, esperando a sua palavra direta quando e como julguem os mentores espirituais conveniente e oportuno. Devemos pedir sem exigir, orar sem reclamar, observar sem pressa, considerando que a esfera espiritual nos conhece os méritos e retribuirá os nossos esforços de acordo com a necessidade de nossa posição evolutiva e segundo o merecimento de nosso coração.
Portanto, por todos estes fatores, embora seja possível se comunicar com entes queridos que já partiram, é importante que procuremos uma Casa Espírita onde os dirigentes sejam pessoas idôneas. Mesmo assim, é mais prudente tomarmos muito cuidado com as comunicações de parentes desencarnados, pois na maioria das vezes não há como identificar se ela é autêntica, principalmente se é dada por médiuns sem preparo para a tarefa. Freqüentemente, Espíritos enganadores estão ligados a estes médiuns, brincando com a dor alheia ou então estimulando o ego do médium, emprestando a este uma importância que não tem.
No mais, lembremos que existe um meio muito comum de comunicação entre os dois planos da vida: através dos sonhos. Durante a emancipação provocada pelo sono, o Espírito encarnado tem ampliada sua sensibilidade e seus sentidos, podendo se encontrar e manter diálogos com os Espíritos desencarnados de sua afeição.
Texto para Reflexão:
Nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.
Ver a névoa da morte estampar-se, inexorável, na fisionomia dos que mais amamos, e cerrar-lhes os olhos no adeus indescritível, é como despedaçar a própria alma e prosseguir vivendo.
Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia; um esposo que se despede, procurando debalde mover os lábios mudos de uma companheira cujas mãos consagradas à ternura pendem extintas; um amigo que tomba desfalecente para não mais se erguer, ou um semblante materno acostumado a abençoar, e que nada mais consegue exprimir senão a dor da extrema separação, através da última lágrima.
Falem aqueles que, um dia, se inclinaram, esmagados de solidão, à frente de um túmulo; os que se rojaram em prece nas cinzas que recobrem a derradeira recordação dos entes inesquecíveis; os que caíram, varados de saudade, carregando no seio o esquife dos próprios sonhos; os que tatearam, gemendo, a lousa imóvel, e os que soluçam de angústia, no ádito dos próprios pensamentos, perguntando, em vão, pela presença dos que partiram.
Todavia, quando semelhante provação te bata à porta, reprime o desespero e dilui a corrente da mágoa na fonte viva da oração, porque os chamados “mortos” são apenas ausentes e as gotas de teu pranto lhes fustigam a alma como chuva de fel.
Também eles pensam e lutam, sentem e choram.
Atravessam a faixa do sepulcro como quem se desvencilha da noite, mas, na madrugada do novo dia, inquietam-se pelos que ficaram... Ouvem-lhes os gritos e as súplicas, na onda mental que rompe a barreira da grande sombra e tremem cada vez que os laços afetivos da retaguarda se rendem à inconformação ou se voltam para o suicídio.
Lamentam-se quanto aos erros praticados e trabalham, com afinco, na regeneração que lhes diz respeito.
Estimulam-te à prática do bem, partilhando-te as dores e as alegrias.
Rejubilam-se com as tuas vitórias no mundo interior e consolam-te nas horas amargas para que te não percas no frio do desencanto.
Tranqüiliza, desse modo, os companheiros que demandam o Além, suportando corajosamente a despedida temporária, e honra-lhes a memória, abraçando com nobreza os deveres que te legaram.
Recorda que, em futuro mais próximo que imaginas, respirarás entre eles, comungando-lhes as necessidades e os problemas, porquanto terminarás também a própria viagem no mar das provas redentoras.
E, vencendo para sempre o terror da morte, não nos será lícito esquecer que Jesus, o nosso Divino Mestre e Herói do Túmulo Vazio, nasceu em noite escura, viveu entre os infortúnios da Terra e expirou na cruz, em tarde pardacenta, sobre o monte empedrado, mas ressurgiu aos cânticos da manhã, no fulgor de um jardim.
Emmanuel
domingo, agosto 03, 2008
DIANA MUSSA

sábado, julho 26, 2008
As comunicações apócrifas de Kardec aos dias atuais

ele como apócrifas. Apócrifo é algo escrito sobre o qual não se tem certeza exata da autoria ou cuja autenticidade não pode ser comprovada ou universalmente aceita. Diz-se que alguns Evangelhos são apócrifos por haverem sido encontrado em
épocas diferentes dos aceitos como autênticos, por haverem sido produzidos
também em outra época e por que seu conteúdo difere substancialmente da
lógica dos demais.
Quanto às comunicações inseridas no capítulo referido do Livro dos Médiuns, destaco alguns trechos:
Há muitas vezes comunicações de tal maneira absurdas, embora assinadas por nomes os mais respeitáveis, que o mais vulgar bom senso demonstra a sua
falsidade.
Mas há aquelas em que o erro é disfarçado pela mistura com princípios certos, iludindo e impedindo às vezes que se faça a distinção à primeira vista. Mas elas não resistem a um exame sério.
Em outro trecho, discute Kardec a suposta mensagem do Bispo Bossuet, cujo verdadeiro autor confessa a mistificação:
Esta comunicação, em si mesma, é boa, mas não acrediteis que foi Bossuet quem a ditou. Um Espírito a escreveu, talvez um pouco sob a sua inspiração, e pôs por
baixou o nome do grande bispo para que mais facilmente ela fosse aceita, mas pela linguagem deveis reconhecer a substituição. È do Espírito que colocou o seu nome após o de Bossuet.
Esse Espírito, interrogado sobre o motivo que o levou a agir dessa maneira, declarou:
— Eu tinha desejo de escrever alguma coisa a fim de me fazer lembrar pelos homens.
Vendo que era fraco, quis juntar-lhe o prestígio de um grande nome.
— Mas não pensaste que podiam reconhecer que não era de Bossuet?
— Quem sabe o que pode acontecer ao certo? Vós podereis enganar-vos. Outros menos esclarecidos a teriam aceitado.
Com efeito, a facilidade com quem certa pessoas aceitam tudo o que vem do mundo invisível sob a cobertura de um grande nome é o que encoraja os Espíritos mistificadores. Devemos aplicar toda a nossa atenção em desfazer as tramas desses Espíritos, mas só o podemos fazer com a ajuda da experiência, adquirida através
de um estudo sério. Por isso repetimos sem cessar. Estudai antes de praticar, pois
é esse o único meio de não terdes de adquirir a experiência à vossa própria custa.
E em ácida nota de rodapé, diz o judicioso professor Herculano Pires:
Um pouco mais de estudo de O Livro dos Médiuns, como vemos, teria evitado que tantas mistificações evidentes, destinadas a ridicularizar o Espiritismo aos olhos
das pessoas sensatas, tivessem sido e continuem a ser aceitas com a maior leviandade entre nós.
É por isso que causou-me profundo constrangimento ler a citação de um trecho atribuído a um espírito que foi médium da codificação e que a mim, pareceu-me truncado e ininteligível. Reproduzo o texto sem citar a fonte, apenas a título didático
e para que a cautela seja o nosso guia. Observem se há sentido nestas palavras:
“Mesmo entre aqueles que a simpatia brota instantaneamente, Amor e convivência sadia serão obras do tempo no esforço diário do entendimento e do compartilhamento mútuo do desejo de manter essa simpatia do primeiro contato, amadurecendo-a com o progresso dos elos entre ambos”.
Se o autor nesta confusão de letras tentou se referir à evolução do sentimento, penso que poderia ter sido muito mais direto e correr menos o risco de expor-se. Senão, vejamos: “Mesmo entre aqueles que a simpatia brota instantaneamente...”.
A construção está totalmente errada e bisonha. Poderia ficar melhor assim: “Mesmo entre os quais a simpatia brota instantaneamente...”.
Seguindo: “(...)Amor e convivência sadia serão obras do tempo no esforço diário do entendimento. “( com ponto final da frase) E finalizando o texto, maquiando apenas
a sintaxe, já que o mesmo não apresenta qualquer substância para aproveitamento filosófico:
“(...) O compartilhamento mútuo do desejo de manter a simpatia do primeiro contato, amadurecerá com o progresso dos elos entre ambos”.
Ficaria assim então, a frase:
“Mesmo entre os quais a simpatia brota instantaneamente, Amor e convivência sadia serão obras do tempo no esforço diário do entendimento. O compartilhamento mútuo do desejo de manter a simpatia do primeiro contato, amadurecerá com o progresso dos elos entre ambos”.
Melhorada a construção sintática, busca-se o sentido filosófico ou psicológico do texto:
Pessoas entre as quais há mútua simpatia, necessitam do cultivo da tolerância e da compreensão, a fim de amadurecer o sentimento, nutrindo-o com a vontade resoluta para que haja progresso.
Apesar de haver reconstruído a frase sem os pecados da língua, a mesma carece de originalidade e de necessidade, uma vez que não é necessário que um espírito se comunique através da psicografia para dizer que o sentimento e a simpatia entre as pessoas precisa evoluir através do esforço de suas vontades.
Penso assim que o texto é apócrifo, usando-se o mesmo critério empregado pelo codificador, o qual deveria ser aplicado às produções mediúnicas em geral.
E diante deste cenário, lamento não haver um conselho nacional que congregasse
um número razoável de irmãos eleitos para esse mister. Certamente, esse conselho rejeitaria comunicações legítimas. Todavia, diante da mediocridade na qual estamos imersos, seria uma solução razoável.
A Mediunidade é uma oportunidade legada ao homem por Deus. Disse João Batista aos fariseus:
“O homem não pode receber coisa alguma, se não lhe for dada do céu.” (Jo 3:27)
Assim, a mediunidade é outorgada por Deus ao homem para que dela faça bom uso.
E decididamente, os espíritas estão empregando erroneamente o dom divino. Estão empregando mal a janela que lhes foi emprestada para comunicar a terra e a espiritualidade.
Sejamos razoáveis, sejamos sensatos, leiamos com sensatez.
Não é possível que as potências espirituais sejam malbaratadas na comunicação de amenidades ou tolices.
Bom senso é o que se pede!
Flávio Mussa Tavares
sexta-feira, julho 25, 2008
y aún la de los ángeles,
pero no tengo amor, no soy más que un metal
hueco que resuena o un platillo
discordante.
Y si hablase de parte de Dios,
entendiendo sus propósitos secretos,
y supiera todas las cosas,
si tuviera toda la fé necesaria para mover
los montes y montañas,
pero no tengo amor, no soy nada.
Si repartiese todos mis bienes entre los pobres
para entregarles todo lo que poseo,
y aún si entrego mi propio cuerpo
para ser quemado,
pero no tengo amor, de nada me sirve.
Tener amor es saber soportar;
es ser sufrido,
ser bondadoso;
es no tener envidia,
ni ser presumido,
ni orgulloso,
ni grosero,
ni egoísta,
ni jactancioso,
es no enojarse ni guardar rencor;
es no alegrarse de las injusticias...
sino de la verdad.
Tener amor es sufrirlo todo,
creerlo todo,
esperarlo todo,
soportarlo todo,
porque el amor todo lo sufre,
todo lo cree,
todo lo espera,
todo lo soporta.
El amor todo lo excusa,
todo lo cree,
todo lo tolera,
todo lo espera...
El amor, no acaba nunca
ni morirá jamás.
( San Pablo a los Corintios 13: 1-7 )
ENTREVISTA SOBRE A CARIDADE
"1- Qual o seu conceito pessoal de caridade?"
FMT- É o Amor propriamente dito, pois não há caridade fora, nem aquem e nem além do Amor.
E também não há Amor fora, aquem ou além da caridade.
"2- Você acredita que ser caridoso é importante?"
FMT- Acredito que caridade é uma ação racionalizada, que faz nascer um amor incondicional aos poucos.
"3- Onde se aplica a caridade no dia-a-dia?"
FMT- Em todos os meios onde nos comunicamos.
"4- Você se preocupa em ter atitudes caridosas em sua rotina?"
FMT- Geralmente ue me preocupo depois que percebo que agi sem caridade e que não há mais como reverter.
" 5- A caridade é considerada importante dentro de sua doutrina/religião?"
FMT- No Espiritismo ela é o chamado "lei-motiv" ou motor principal da salvação ( resolução da vida)
" 6- Para que serve a caridade?"
FMT- Para que possamos desarticular os mecanismos de ódio de nossas vidas passadas e articular os mecanismos futuros do Amor que ainda não temos espiritualmente.
"7- Os mais evoluídos são mais caridosos?"
FMT- Evolução é perder ira e ganhar amor, através do exercício da caridade.
"8- Você acha que a caridade como "moeda de troca" tem valor?"
FMT- Tem por que não deixa de ser um exercício. E como a resultante do exercício é o amor natural, a partir do moemento em que formos reformatando a nossa personalidade nas bases da caridade, perderemos a vontade de praticá-la de modo interesseiro.
"9- Quais as virtudes necessárias, na sua opinião, para que se consiga ser caridoso?"
FMT- Aquelas que não temos por natureza, mas que podemos desenver pelo exercício, como humildade, paciência, tolerância, indulgência, pois conseguindo ter um pouco de cada uma destas virtudes através do exercício, estaremos naturalmente exercitando a caridade também. E isso fará o Amor tornar-se natural em nossas ações e reações.
"10- Na sua escala de valores, de 0 a 10, a caridade tem qual peso?"
FMT- O peso é sempre o maior, 10 por exemplo, pois para desenvolvê-la, o ser já conseguiu desenvolver todas as outras na prática.
segunda-feira, julho 21, 2008
CARTA AOS MEUS PAIS

Meu papai do coração
Minha mãezinha querida
Retornei de vossos braços
Para a bênção de outra vida
Agradeço o vosso amor
No berço que o céu me fez
Convosco encontrei meu sonho
De ser criança outra vez.
Renasci de vossas preces
Na paz que hoje me alcança,
Bendita a meditação
Que me refez a esperança.
Tenho saudades e tudo
Que compõe o nosso lar,
Saudade de vosso afeto,
Saudade de vosso olhar.
Sinto ainda o vosso colo
Forrado de amor sem fim,
O calor de nossa casa,
Os irmãos junto de mim...
Recordo: Margaridinha
Relê trabalhos da escola,
A palavra do Flavinho
Faz-se ouvir e me consola.
Luizinho me traz flores,
Depois com muito carinho,
Escuto maravilhado,
As leituras do Celsinho!...
Mamãe perfuma o meu leito.
Depois, a envolver-me em luz,
Acaricia-me o rosto,
Falando-me de Jesus!...
Depois, Papai, rememoro
Antigas conversas nossas,
Vossas mãos tocando as minhas
E as minhas falando às vossas!...
De nossos entendimentos
Nenhum se passou em vão,
Tudo aquilo que dissestes
Carrego no coração!...
Outra fonte de ternura
De meu peito se extravasa:
Revejo Vovó Maria,
O anjo de nossa casa...
Agradeço-vos, contente,
O apoio, a vida, o carinho,
As luzes que reacendestes
Clareando-me o caminho!...
A sombra passou...Agora,
Esquecer para servir
É a senha de que disponho
Para buscar o porvir...
Que paz! Que felicidade!
Afeiçoar-me ao dever,
Abraçar a estrada nova
Em forma de alvorecer!
Seguir a frente rogando
Trabalho nobre e sereno,
Guardar-me grato a Jesus
Pelo dom de ser pequeno!...
Anseio meus pais queridos,
Astros de meu coração,
Construir as próprias asas
Da grande libertação!...
Jesus vos guarde e abençoe
Amados Paizinhos meus,
Sois para sempre comigo
Dois anjos do amor de Deus!...
(Uberaba, 21 de julho de 1973)
Esta poesia consta do livro A MORTE É SIMPLES MUDANÇA, que traz as mensagens-poema de meu irmão, psicografadas pelo inesquecível amigo Chico Xavier.
domingo, julho 20, 2008
EDUARDO CARVALHO MONTEIRO
Para que a Memória Espírita não seja esquecida! Um povo sem memória é um povo sem identidade.
É corrente o pensamento acadêmico de que o maior patrimônio de um povo é a sua história. Frisamos o “acadêmico”, por que essa consciência ainda não ultrapassou as fronteiras das Academias, se popularizando e atingindo as massas. Essa visão geral de História pode ser transferida para o movimento espírita que contou com muito poucas Instituições e confrades preocupados em manter uma memória espírita ao longo do século XX. Haja vista a dificuldade de qualquer pesquisador, espírita ou não, em realizar trabalhos que requeiram maior aprofundamento de um assunto, biografia ou história de Instituições. Não encontram facilidades e nem arquivos e bibliotecas especializadas em que possam desenvolver seus projetos.
Visitando ao longo dos anos vários Estados no Brasil percorrendo as bibliotecas e arquivos de entidades centenárias, pudemos observar, com tristeza, o descaso, para não dizer a destruição sistemática e constante de nosso patrimônio histórico e cultural. Dirigentes se imaginam onipotentes ao comandar Entidades tradicionais e têm a vista obscurecida pela sensação de poder, sem imaginar que eles passam, mas as Instituições ficam. Elas são a história, o dirigente apenas parte delas. E lá se vão para as lixeiras o que a ignorância humana julga ser “um amontoado de papéis sem utilidade”, “livros de registro sem a menor importância que só juntam traças”. E com isso perde a Instituição centenária sua história E todos nós, um pouco de nossa cultura. Dois bons exemplos.
Mas nem tudo está escuro à nossa frente. Recentemente tivemos a grata satisfação de ter duas experiências gratificantes. A primeira foi na Fazenda Santa Maria em Sacramento, MG, onde Eurípedes Barsanulfo se converteu ao Espiritismo e desenvolveu sua mediunidade. Pudemos admirar a restauração feita pelos descendentes de Sinhô Mariano e Eurípedes do casarão sede da Fazenda, construído entre 1851 e 1861, onde ainda há o quarto em que Eurípedes se hospedava A outra grata visita que fizemos foi à antiga sede da FEB no centro do Rio com suas escadarias enormes à antiga, pé direito inimaginável para nossos dias, seu salão de conferências confortável, a biblioteca do Wantuil e suas instalações bem cuidadas.
Nossa Cultura no imaginário do brasileiro
O Espiritismo, desde a metade do século XIX quando começou a ser introduzido no Brasil, a princípio entre os membros da Corte Imperial, mas depois se popularizando, tem se caracterizado pela formação de um forte e fiel movimento que tem produzido uma cultura que participa ativamente da vida intelectual do povo brasileiro. Hoje, por exemplo, é raro não se ver no gênero cultural mais apreciado no Brasil, a novela, o pai que volta do Além para instruir o filho, o espírito que vagueia obsediando os vivos, os benfeitores espirituais que orientam os mocinhos na sua vida, as aparições, etc...
Essas situações são parte da cultura que o movimento espírita tem sedimentado há 150 anos e por isso deve ser preocupação constante resgatarmos nossa memória para manter essa cultura viva e preservarmos nosso patrimônio. E como já o afirmamos acima, nosso maior patrimônio é nossa história. Nossas crenças, tradições e valores têm que ser passados de geração a geração sem que percamos nossa identidade e o contato com nossas raízes, nossos pioneiros e precursores. Quer queiram ou não, estamos inseridos na formação da cultura brasileira. O Espiritismo codificado pelo francês Allan Kardec chegou ao Brasil no auge da “Belle Époque” e da influência que a cultura e a sociedade francesa exerceram sobre nossa sociedade no século XIX.
Essa visão global do que representou e representa o Espiritismo na História do Brasil talvez tenha sido percebida por poucos, daí o erro de permanecermos tímidos em nossos trabalhos nas Casas Espíritas, quase anônimos, propugnando por uma humildade que nos leva a nos fecharmos em nossos casulos e tendo por horizonte apenas o trabalho assistencial e espiritual. Mas Espiritismo é muito mais do que isso. Espiritismo é a Doutrina que está preparando homens para a grande revolução pela qual está passando o pensamento religioso da Humanidade. A cada dia que passa, os homens se distanciam da ilógica dos dogmas e se compenetram da imortalidade da alma, da existência de mundos paralelos e da grandiosidade de uma Inteligência Suprema. Esses progressos evolutivos são irreversíveis.
Daí insistirmos na necessidade de preservarmos nossa cultura, de resgatarmos nossa memória, que nos dará condições de analisar nossas tradições e valores no futuro.
Um Centro Cultural do Espiritismo foi fundado em São Paulo um Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa de São Paulo, a Casa dos Espíritas, que deverá reunir num só espaço intensas atividades culturais e de preservação da memória do Espiritismo: Biblioteca de obras raras, Biblioteca circulante, Arquivo Histórico, Centro de Pesquisas, Museu, Museu de Imagem e do Som, Estúdio de Gravação, Centro Multimídia, Auditório e salas para palestras e seminários, etc.
Esse Centro deverá ser um pólo irradiador de cultura e fornecerá know-how para a criação de Centros semelhantes em outras cidades do Brasil.
O Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa já possui um prédio de quatro pisos em área nobre da cidade de São Paulo para funcionar, num edifício que precisa, porém, de pequenas reformas. Além disso, já conta com uma Biblioteca de 25 mil livros (40% espíritas e espiritualistas, muitas obras raras), preciosa Hemeroteca espírita (jornais e revistas) e milhares de documentos sobre Espiritismo que ainda necessitam ser catalogados.
Texto de Eduardo Carvalho Monteiro, em meados de 2005
* Não aconteceu o Encontro em Santos, pois o Eduardo já estava hospitalizado.
(Eduardo desencarnou no dia 15/12/2005, em São Paulo, aos 55 anos de idade e hoje o Centro de Cultura idealizado por ele, também, um dos fundadores, leva o seu nome, em homenagem póstuma: Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo – Eduardo Carvalho Monteiro)
Que Consolador queremos?
São livros tem um conteúdo altamente sensual. Relata relações sexuais com minúcioas e traz expressões como: "gemidos de prazer" e "urrando de prazer". Narra também situações de de sexo a três com riqueza de detalhes. Dados obtidos segundo uma participante de uma comunidade espírita da internet. Não adquiri os mesmos para certificar-me e não estou criticando a mesma, apenas informando os leitores amigos a respeito dos livros.
Trechos do livro : Segredos da Alma de MONICA DE CASTRO & LEONEL (ESPIRITO) :
O segredo do perdão é olhar sem julgamento.
O segredo da fé é procurar as provas.
O segredo do carisma é olhar com amor.
O segredo da saúde é a alegria.
O segredo da força é a vontade.
O segredo do amor é a inteligência.
O segredo do destino feliz é ficar no melhor.
O segredo do equilíbrio é buscar o espiritual.
A Vida tem seus segredos, mas para quem está atento fica fácil descobri-los.
Livros de Mônica de Castro, ditados por Lenoel:
Até que a Vida os Separe
Com o Amor Não se Brinca
Giselle - A Amante do Inquisidor
Greta
Lembranças que o Vento Traz
O Preço de ser Diferente
Segredos da Alma
Sentindo na Própria Pele
Uma História de Ontem
Melhores posições desse autor nos rankings
20º lugar no Ranking de autores dos livros de Espiritualidade e Auto-Ajuda
49º lugar no Ranking de autores segundo as pessoas de 31 a 40 anos
61º lugar no Ranking de autores segundo os Catarinenses
65º lugar no Ranking de autores segundo as Mulheres
67º lugar no Ranking de autores segundo os Gaúchos
Com esses dados obtidos no site da Livraria Candeia.com, pode-se perceber que a literatura chamada auto-ajuda de nível digestivo e fundamentada num estilo de CONSOLADOR que certamente não é aquele que nos mostra as causas atuais e remotas de nossas aflições, mas aquele que dá um afago no ego, nos mostra que somos bonzinhos e que está tudo ótimo para conosco na nossa vida espiritual.
Só resta para nós escolher que tipo de CONSOLADOR nós queremos: o que nos alegra sempre, eleva a AUTO- estima e nos dá uma sensação de bem estar muito grande ou aquele de Kardec que nos desperta de nossa letargia espiritual, ensinando-nos que sofremos para nos reajustar, sofremos para recuperar nosso crédito espiritual desperdiçado em muitas vidas de recreação inútil.
Se quisermos a estratégia da euforia é um prato feito.