sábado, novembro 08, 2008

Prefácio do livro JOÃO BATISTA, de Clóvis Tavares

UMA PSICOTERAPIA DE JOÃO

João Batista não é um Revelador como Moisés e Jesus, mas pode-se ser considerado o portador da Inter-Revelação. Por inter-revelação, entende-se uma preparação para a nova Revelação.


É preciso que se entenda que o ensino de Jesus é uma ruptura tão grande com a antiga ética, que se fazia necessária uma etapa prévia. Essa inter-revelação já havia sido prevista pelo Profeta Malaquias: "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor;" (Ml 4:5)


Se a missão de João Batista é uma inter-revelação, entre que revelações ela está situada? Está justamente entre a Revelação Mosaica e a Revelação Cristã. E há um interregno de 1500 anos entre estas, com grandes mudanças culturais, políticas, sociais, psicológicas e até mesmo espirituais. Jesus aproximava-se paulati-namente da atmosfera terrestre, que gradativamente passava a respirar novas possibilidades.


No decorrer destes quinze séculos, surgiu Elias, que pregou o arrependimento. E ele mesmo reencarnado como João, contemporâneo de Jesus e seu parente, conclui brilhantemente a preparação dos caminhos do Senhor.


E em que consiste a sub-revelação intermediária?


Em primeiro lugar, não é uma revelação, pois tem caráter de alicerçar psicologicamente as mentes para a verdadeira mudança radical, que é a ética cristã. Como outrora Moisés fizera, ele apenas conduz o seu povo para uma terra prometida.


A distância psicológica entre o decálogo recebido por Moisés e o Sermão do Monte pronunciado por Jesus só poderia ser entendida se o público alvo passasse por uma espécie de psicoterapia.


É a Psicoterapia de João. Sua presença magnética favorecia a confissão e a reestruturação psíquica dos que entendiam a sua mensagem.


É necessário em nossos dias, mais que em qualquer época da humanidade, um processo psicoterápico para uma humanidade cercada de transtornos psíquicos de toda ordem. Possivelmente, uma terapia psicológica pelo método de João Batista, fosse muito bem sucedida nos chamados transtornos compulsivos.


Certa vez, fui convidado por um amigo para participar, como palestrante espírita, de um encontro aberto dos familiares de Alcoólicos Anônimos. Durante a minha breve comunicação, recordei que João Batista incentivava seus “pacientes” a fazer um inventário moral antes do batismo de água, semelhante ao que fazem os grupos de ajuda mútua anônimos. Disse então, que se eles não tinham um patrono espiritual, que poderiam escolher a João Batista, pois o inventário moral é o método de João.


Tenho lido muito a respeito de João Batista. Entretanto, confesso que nunca estive diante de nada tão profundo e completo quanto os textos ora apresentados.
Trata-se de um texto de 1940, publicado na Escola Jesus Cristo, visando apenas o público interno. Reproduzimos, assim, A Vida de João Batista, de Clóvis Tavares, editado há mais de 60 anos e jamais reeditado.


O outro texto é uma palestra de meu Pai, Clóvis Tavares, pronunciada num domingo, 24 de junho de 1979, dia de São João Batista, na nossa Escola Jesus Cristo. Foi uma palestra gravada pelo nosso irmão Rubens e entregue a minha Mãe, logo após a desencarnação de meu Pai.


O intervalo entre os dois textos é de cerca de 40 anos.


Nestes quarenta anos, a vida de meu Pai também mudou em muitos aspectos. Houve mudança etária, biológica, social, psicológica, estado civil, paternidade, muitas aflições humanas... Apenas uma coisa permaneceu e fortaleceu-se: a sua Fé. A vida de meu Pai, em muitos aspectos assemelha-se à humildade e à fortaleza de João Batista.


Até mesmo a conversão de meu Pai teve um período preparatório. Num período inicial, ele pertenceu ao Grupo João Batista. E o Grupo João Batista, mais antigo que a Escola Jesus Cristo, batizou-a, isto é, introduziu-a no cenário espírita de Campos dos Goytacazes na década de 30. Quando a Escola Jesus Cristo começou a crescer, o Grupo João Batista, à semelhança da humildade de seu patrono, resolveu diminuir para que a Escola de Jesus crescesse. E enviou à Escola Jesus Cristo os seus freqüentadores, os seus palestrantes, sua experiência, a sua história.


Um evento histórico protagonizado por dois gigantes espirituais é recapitulado dois milênios depois por duas instituições que, sem nenhuma premeditação, têm os dois gigantes espirituais como patronos: João Batista e Jesus Cristo.


João Batista alegrou-se com a presença de Jesus desde o tempo em que estava no ventre de Isabel. E certamente, foi ele quem produziu em sua Mãe, Isabel, o fenômeno de segunda vista relatado por Lucas. Isabel, sentindo seus movimentos, teve a intuição da presença do Salvador e proclamou sua intuição para a posteridade.


Espero que estas páginas a todos possam suscitar os frutos esperados, do arrependimento, da preparação para uma nova etapa psicológica, de uma depuração de caráter, de padrão mental e de renovação espiritual para, finalmente, estarmos aptos a entender a mensagem de Jesus.



Flávio Mussa Tavares
Campos, 27 de outubro de 2008
73 anos da fundação da Escola Jesus Cristo

quarta-feira, novembro 05, 2008

Novo fime: CHICO XAVIER

Novidades no cenário do cinema espírita!

 Logo mais, à 0h15 desta quinta-feira (06/11), o produtor de Bezerra de Menezes, O Diário de Um Espírito, Luís Eduardo Girão, concede entrevista ao apresentador Amaury Jr, na Rede TV. ]

Ele fala do sucesso do longa, que chegou ao terceiro mês de exibição batendo a marca dos 400 mil espectadores. 

O número coloca o filme como um dos brasileiros mais vistos do ano. 

Além disso, Luís Eduardo adianta em primeira mão detalhes de sua próxima produção, com início previsto para o primeiro trimestre de 2009: um filme sobre o médium espírita Chico Xavier. 

Logo mais você confere aqui, no Portal Espírito de Arte, todas as informações sobre o assunto!

segunda-feira, novembro 03, 2008

Longa Metragem da FOX: NOSSO LAR, de André Luiz



Depois do grande sucesso do filmeBezerra de Menezes, o diário de um espírito,


em janeiro passa a ser filmado pela Fox filmes, o longa metragemNosso Lar,


baseado na obra de Chico Xavier pelo espírito André Luiz.


Maiores detalhes da participação de Renato Prieto ao longo do mês.



Aguardem em breve a matéria que Renato fez no dia 10/10 para o Video Show falando sobre o


espetáculo ” E a vida continua”.

domingo, novembro 02, 2008

CELEBRAÇÃO DO DIA DE FINADOS/LIVRO DOS ESPÍRITOS


Celebração do dia dos mortos. Funerais


320 Os Espíritos são sensíveis à saudade daqueles que amaram e que ficaram na Terra?
– Muito mais do que podeis supor; se são felizes, essa lembrança aumenta sua felicidade; se são infelizes, essa lembrança é para eles um alívio.


321 O dia da comemoração dos mortos tem algo de solene para os Espíritos? Eles se preparam para visitar os que vão orar nas suas sepulturas?
– Os Espíritos atendem ao chamado do pensamento tanto nesse dia quanto em qualquer outro.


321.a Esse dia é para eles um encontro junto às suas sepulturas?
– Eles estão aí num maior número nesse dia, porque há mais pessoas que os chamam. Mas cada um deles vem apenas pelos seus amigos e não pela multidão de indiferentes.


321 b Sob que forma comparecem e como seriam vistos, se pudessem se tornar visíveis?
– Sob a forma pela qual os conhecemos quando encarnados.


322 Os Espíritos esquecidos, cujos túmulos ninguém visita, também aí comparecem apesar disso? Lamentam não ver nenhum amigo que se lembre deles?
– Que lhes importa a Terra? Eles somente se prendem a ela pelo coração. Se aí não há amor, não há mais nada que retenha o Espírito: tem todo o universo para si.


323 A visita ao túmulo dá mais satisfação ao Espírito do que uma prece feita para ele?
– A visita ao túmulo é uma maneira de mostrar que se pensa no Espírito ausente: é a imagem. Já vos disse, a prece é que santifica o ato da lembrança; pouco importa o lugar, quando se ora com o coração.


324 Os Espíritos das pessoas às quais se erguem estátuas ou monumentos assistem à inauguração e as vêem com prazer?
– Muitos comparecem a essas solenidades quando podem, mas são menos sensíveis às homenagens que lhes prestam do que à lembrança.


325 De onde surge, para certas pessoas, o desejo de ser enterradas num lugar em vez de outro? Revêem esse lugar com maior satisfação após sua morte? Essa importância dada a uma coisa material é um sinal de inferioridade do Espírito?
– A afeição do Espírito por determinados lugares é inferioridade moral. Que diferença há entre um pedaço de terra em vez de outro para um Espírito elevado? Ele não sabe que se unirá aos que ama, mesmo estando os seus ossos separados?


325 a A reunião dos restos mortais de todos os membros de uma família num mesmo lugar deve ser considerada como uma coisa fútil?
– Não. É um costume piedoso e um testemunho de simpatia por quem se amou. Essa reunião pouco importa aos Espíritos, mas é útil aos homens: as lembranças ficam concentradas num só lugar.


326 A alma, ao entrar na vida espiritual, é sensível às homenagens prestadas aos seus despojos mortais?
– Quando o Espírito já atingiu um certo grau de perfeição, não possui mais vaidade terrestre e compreende a futilidade de todas as coisas. Porém, ficai sabendo, há Espíritos que, no primeiro momento de seu desencarne, sentem um grande prazer pelas homenagens que lhes prestam, ou se aborrecem com a falta de atenção ao seu corpo físico; isso porque ainda conservam alguns preconceitos da Terra.


327 O Espírito assiste ao enterro de seu corpo?
– Ele o assiste muito freqüentemente; mas, algumas vezes, se ainda estiver perturbado, não se dá conta do que se passa.


327 a Ele fica lisonjeado com a concorrência de assistentes ao seu enterro?
– Mais ou menos, de acordo com o sentimento que eles tenham.


328 O Espírito daquele que acaba de morrer assiste às reuniões de seus herdeiros?
– Quase sempre; isso lhe é permitido para sua própria instrução e para castigo dos culpados. O Espírito julga nessa hora o valor das manifestações honrosas que lhe faziam. Todos os sentimentos dos herdeiros se tornam claros como são de fato, e a decepção que sente ao ver a cobiça daqueles que partilham seus bens o esclarece quanto a esses sentimentos. Porém, a vez deles chegará igualmente.


329 O respeito instintivo que o homem, em todos os tempos e em todos os povos, tem pelos mortos é o efeito da intuição de uma vida futura?
– É a conseqüência natural dessa intuição; sem isso, esse respeito não teria sentido.

segunda-feira, outubro 27, 2008

A Celebração dos 73 anos

Foi uma noite espiritual.

Rubens recordou a fundação da Escola Infantil Jesus Cristo.

Flávio leu trechos emocionantes dos livros JOÃO BATISTA e ROCHA DOS SÉCULOS.

Celso falou sobre a Escola Jesus Cristo localizada em Nosso Lar e fundada dez dias antes desta.

Portanto, lá a Matriz, aqui a filial.

O filme


BEZERRA DE MENEZES - O DIÁRIO DE UM ESPÍRITO


não deixou de ser exibido em Campos.


Continua na Sala 3 - Livre -


Todos os dias às 21h50 h.


No Cine Ritz, no Shopping 28.


É a força da verdade!

sexta-feira, outubro 24, 2008

Lançamento do livro ROCHA DOS SÉCULOS, de Clóvis Tavares



Hoje, às 20 horas na ESCOLA JESUS CRISTO, em homenagem aos seus 73 anos de fundação por Clóvis Tavares e Nina Arueira.

Hoje, após a palestra de nosso amigo André Marinho.

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Lançamento do livro JOÃO BATISTA, de Clóvis Tavares


Hoje à noite na Escola Jesus Cristo, após a palestra de nosso amigo André Marinho.

quarta-feira, outubro 22, 2008

73 Anos da ESCOLA JESUS CRISTO

Caros amigos:
Em lembrança do 73o. aniversário de fundação da ESCOLA JESUS CRISTO, convidamos a todos para as seguintes palestras:

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1- Sexta-feira 24 de outubro: André Marinho
2- Domingo: 26 de outubro: D. Ruth Maria Chaves Martins
3- Segunda feira: 27 de outubro: Rubens Fernandes e Celso Vicente Mussa Tavares

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Possivelmente no sábado 25 de outubro às 20 horas apresentaremos uma palestra gravada de CLÓVIS TAVARES, do ano de 1954.

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No dia 24 de outubro confirmaremos ou não a palestra gravada de Clovis Tavares.

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Se Deus quiser, no próximo dia 27 de outubro, na palestra de
Aniversário, a ESCOLA JESUS CRISTO, refundando a Editora EJC, que na década de 40 editou 3 livros ('Chico Xavier em Campos', 'Vida de João Batista', de Clovis Tavares e 'Terceiro Milênio', de Nina Arueira),
lançará:

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1- JOÃO BATISTA, de Clóvis Tavares, contendo o livro de 1940 e uma
palestra de 1979.

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2- ROCHA DOS SÉCLOS, de Clóvis Tavares, contendo 5 palestras realizadas na Escola Jesus Cristo nas décadas de 70 e 80, trasncritas para a linguagem escrita.

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LANÇAMENTOS IMPERDÍVEIS!!!!!!!
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sábado, outubro 18, 2008

Desencarna JORGE RIZZINI


Caro amigos e irmãos Espíritas,


Informamos a desencarnação ontem 17 de outubro do companheiro de ideal espírita o médium e escritor Jorge Rizzini.


Está sendo sepultado no CEMITÉRIO PARQUE DO MORUMBÍ às 11:00hs nesta sábado.


RizzinI, além de médium, era escritor e pesquisador.


Rizzini como era conhecido, era um entusiasta defensor da obra de Allan Kardec e Chico Xavier.


Entre seus livros são importantíssimos: "Materializações de Uberaba" e " Eurípides Barsanulfo, o Apóstolo da Caridade" .


Disse Deolindo Amorim sobre o livro que relata as experiências de ectoplasmia de Uberaba, suspensas pelo grande Emmanuel:


"Felizmente, em boa hora, Jorge Rizzini reuniu todo o material e formou, assim, um livro necessário e sugestivo, mostrando a verdade sobre as materializações de Uberaba. Poucos, na realidade, teriam a coragem e o espírito de renúncia que teve Jorge Rizzini para enfrentar, na televisão, todos os desafios que Ele enfrentou em defesa, não apenas do caso em si, mas em defesa do Espiritismo".


sexta-feira, outubro 17, 2008

S. MARGARIDA E A ESCOLA JESUS CRISTO


Aula da Professora Hilda Mussa Tavares, na Escola Jesus Cristo, na quarta feira, 15 de outubro de 2008, antecipando o dia de Margarida Maria.


Na bonita região francesa de Borgonha, Margarida Maria nasceu em 22 de julho de 1647, na modesta família Alacoque. Teve uma juventude difícil, ao lado dos pais, que, pelo excesso de afeto, traçaram a meta de vida da filha, calcada sobre as próprias ambições mundanas.Recebeu toda formação cultural e religiosa, desde a infância, das monjas clarissas. Depois vieram as dificuldades: primeiro, o pai faleceu. Logo em seguida, contraiu uma doença não identificada, que a manteve na cama por um longo período.


Como nada na medicina curava o seu mal, Margarida, então, prometeu a Nossa Senhora entregar todos os seus dias a serviço de Deus caso recuperasse a saúde. Para sua própria surpresa, logo retornou à sua vida normal.

Convencida da intervenção da Providência Divina em favor de sua vida terrena, aos vinte e quatro anos de idade entrou para a Ordem da Visitação, fundada por
São Francisco de Sales- ela era salesiana.Tomou o nome de Margarida Maria e fez o seu noviciado, um tempo de iluminação e sofrimento.

Rezando e contemplando Jesus eucarístico passou a dialogar com o próprio Cristo, que lhe expôs o coração dilacerado e fez revelações sobre a necessidade de mais amor e devoção.Essas experiências místicas foram severamente contestadas pelos religiosos e religiosas da sua época. A pobre monja foi testada e provada de todas as maneiras possíveis, várias vezes, para comprovar suas narrativas.

A humanidade, na época, estava assolada pela peste e tremia diante da eminência da morte. O coração do povo era levado a um "Deus duro do castigo". Mas as visões e mensagens de Margarida Maria não, pois apontavam para o "Deus do amor e da salvação", o que gerava uma forte oposição.

O padre jesuíta Cláudio de la Colombière, porém, respeitado estudioso das manifestações dos sinais de Deus, verificou que a mensagem que ela transmitia era verdadeira. Com o seu apoio e orientação espiritual, as experiências místicas de Margarida Maria começaram a ser vistas de outra maneira. Aos poucos, essa mensagem era assimilada por todos os conventos da Visitação, assim como pelo clero.

O culto ao Sagrado Coração de Jesus começou a ser difundido também entre os fiéis. Até que ela própria, antes de morrer, pôde ver muitos de seus críticos cultuando e propagando a devoção do Sagrado Coração. E foi assim que, depois de algum tempo, a mensagem estava espalhada por todo o mundo católico.


Faleceu com apenas quarenta e três anos de idade, no dia 17 de outubro de 1690, em Paray-le-Monial, na sua França. Foi canonizada, em 1920, pelo papa Bento XV.


Santa Margarida Maria Alacoque teve a data de sua festa litúrgica antecipada por um dia para não coincidir com a de Santo Inácio de Antioquia.( esta foi uma das provas dadas pelo nosso Chico a mim e a Clóvis)

Santa Margarida recebeu muitos dons místicos e algumas revelações de Jesus.
Reproduzimo-las aqui, sob a forma de lista das chamadas
“doze promessas do Sagrado Coração” que o Senhor revelou à ela:


1. Eu lhes darei todas as graças necessárias ao seu estado de vida.
2. Eu farei reinar a paz em suas famílias.
3. Eu os consolarei em todas as suas aflições.
4. Serei seu refúgio seguro durante a vida e sobretudo na morte.
5. Derramarei muitíssimas bênçãos sobre todas as suas empresas.
6. Os pecadores encontrarão em meu Coração a fonte e o mar infinito da misericórdia.
7. As almas tíbias se tornarão fervorosas.
8. As almas fervorosas elevar-se-ão rapidamente a grande perfeição.
9. Abençoarei Eu mesmo aqueles que amarem o meu Coração manifestado na minha Palavra.
10. Darei aos meus seguidores o dom de abrandar os corações mais endurecidos.
11. As pessoas que tiverem devoção terão os seus nomes escritos no meu Coração, e Dele nunca serão apagados.
12. No excesso da misericórdia do meu amor todo poderoso darei a graça da perseverança e da paz a a todos que permanecerem em Mim.

A essência da mensagem agrupa-se em três revelações.

A primeira ocorreu em 27 de dezembro de 1673, conforme relatou Santa Margarida: "Diversas vezes, diante do Santíssimo Sacramento... "encontrei-me inteiramente investida desta divina presença... eu abandonei-me ao Seu Divino Espírito, por força do Amor do Seu Divino Coração... Ele me fez repousar de forma extrema e por um longo tempo sobre o Seu Divino Peito, onde pude descobrir as maravilhas do Seu amor, e os segredos mais profundos e inexplicáveis do Sagrado Coração... Ele me disse: "O Meu divino Coração transborda de amor para os homens, de modo especial por você, que não poderá mais conter para si a luz das chamas da brilhante caridade; é necessário que seja difundida aos homens, e que lhes seja manifesto para enriquecê-los dos preciosos tesouros que te revelei..." A segunda, provavelmente deu-se em uma das primeiras sextas-feiras do ano 1674: "E numa das vezes, entre tantas outras, em que o Santíssimo Sacramento estava exposto, após ser eu retirada do interior de mim mesma... Jesus Cristo, Meu suave Mestre, apresentou a mim, repleto da sua glória, suas cinco chagas, brilhantes como cinco sóis, e desta sagrada Humanidade saíam chamas de todas as partes, sobretudo do Seu adorável peito, semelhante à uma fornalha; neste instante revelou-me todo o amor e todo o seu amável Coração e o estado da fonte viva destas chamas. Ele revelou-me as maravilhas inexplicáveis de seu Puro Amor, excessivamente entregue aos homens, dos quais recebia apenas frieza e ingratidão..." Na terceira, ocorrida durante o mês de junho de 1675, Jesus pediu que tivesse um dia especial ao Seu Sagrado Coração: "Numa das tantas vezes em que encontrava-me diante do Santíssimo Sacramento, revelou-me Deus as graças excessivas de Seu Amor... Então, mostrando-me Seu divino Coração, disse: "Aí está o Coração que tanto tem amado os homens, a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor; ... que na primeira Sexta-feira de acordo com a oitava do Santíssimo Sacramento, seja dedicada ao Meu Sagrado Coração, em memória da mina Paixão.”


Deus suscitou esta mensagem pela portadora da luz de Cristo, num período em que na Igreja penetravam as trevas do jansenismo: doutrina que pregava um rigorismo que esfriava o amor de muitos e afastava o povo do Deus do amor. O nome de Santa Margarida Maria Alacoque está intimamente ligada a fervorosa devoção do Sagrado Coração de Jesus.
“Ela que passara por uma intervenção divina, quando apresentava uma enfermidade incurável, foi curada milagrosamente e partir daí passou a ser uma grande interventora junto ao coração de Jesus dos doentes.”


Estas palavras foram ditas pelo nosso Chico a mim e a Clóvis, por isso a oração pelos enfermos em nossa Escola tem a proteção dela.


Santa Margarida Maria Alacoque nos faz lembrar de cenas evangélicas que falam do coração divino. Por exemplo, as palavras de Zacarias, pai de João Batista, conforme Lucas 1, 78-79:

"Graças ao coração misericordioso de nosso Deus, o sol do alto nos visitará, para iluminar os que estão sentados nas trevas e nas sombras da morte, e dirigir nossos passos para o caminho da paz”.


E finalizamos com palavras do próprio Jesus, conforme Mateus 11, 28-30: "Vinde a mim vós todos, que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração, e achareis descanso para vossas almas. Pois meu jugo é suave e meu peso é leve”.


Dez dias antes da fundação desta Escola, a do Plano Espiritual, matriz desta, tinha sido fundada por Nina, assessorada por Emmanuel, com quem logo assim desencarnou foi trabalhar. A data escolhida foi a de 17 de outubro, em homenagem à Santa Margarida Maria, de quem Nina foi filha e mãe em muitas vidas. Chico teve a visão de Nina caída de joelhos ante o Espírito de Margarida pedindo pela missão de Clóvis e da Escola Jesus Cristo. Este dia jamais poderá ser esquecido por nós que pertencemos à família espiritual da Escola Jesus Cristo. Por isso, este testemunho tem que ser dado sempre por aqueles que realmente estão ligados espiritualmente a esta Escola Abençoada.

Fundação da ESCOLA JESUS CRISTO em NOSSO LAR


Neste dia 17 de outubro, Nina Arueira, fundava na Colônia NOSSO LAR, uma instituição que denominou ESCOLA JESUS CRISTO.


Ela ainda não existia no nosso mundo.


Nina foi amparada após a sua desencarnação pelo grandioso espírito MARGARIDA MARIA ALACOQUE, cujo dia é 17 de outubro.


Instada a iniciar um trabalho pela Evangelização na colônia citada, mais precisamente no MInistério do Auxílio, funda a Escola Jesus Cristo e inspira o seu parceiro de ideais na Terra, Clóvis Tavares a fazer o mesmo na cidade de Campos.


Assim, a 27 de outubro de 1935, Clóvis , sem saber da existência de uma Escola Jesus Cristo no plano Espiritual, funda em nossa cidade a ESCOLA JESUS CRISTO, e diz que foi fundada sob inspiração espiritual de NINA ARUEIRA.


Ele nada sabia, apenas sentia.


E a nossa Escola é intimamente conectada à Escola Jesus Cristo de Nosso Lar.


São duas instituições em dimensões diferentes de expressão , mas com sintonia de pensamentos e ações espirituais.


Deus abençoe sempre Nina Arueira e Margarida Maria Alacoque.


MARGARIDA MARIA ALACOQUE



Santa Margarida Maria Alacoque, nasceu em 22 de agosto de 1647, na diocese de Autun (França). Desde a mais tenra idade, até a sua adolescência, sofreu as mais duras provações. Já com saúde frágil, não tinha completado ainda oito anos quando perdeu o pai e logo em seguida a irmã. A mãe e os irmãos, eram vítimas das perseguições diárias de tias rabugentas com as quais habitavam. Sua mãe, sofrendo de longa e dolorosa doença, foi carinhosamente amparada pela pequena Margarida, apesar da repulsa que certos cuidados exigiam à sua extrema sensibilidade.
A sua mudança para o convento das Irmãs clarissas, que cuidariam dela e de seu aprimoramento religioso, representou um período difícil pela separação da vista da mãe. A decisão de enviá-la para as clarissas não foi tanto pelas incoveniências em cuidar da mãe, mas principalmente pela luta diária diante da falta de amabilidade e incompreensão dos que a rodeavam. Permaneceu no convento das clarissas, porém, ligada à vida secular até atingir a juventude.
Certo dia, quando participava de uma missa, mesmo sem conhecer o sentido exato, pronunciou inspiradas palavras de consagração ao Senhor: "Ó meu Deus", disse, "consagro-vos a minha pureza e faço-vos voto perpétuo de castidade". Uma doença, porém, passou a lhe atormentar por um período de quatro anos, de modo que o sofrimento tornou-se constante, já que nenhum medicamento era eficaz para abrandar as intensas dores no organismo. Foi quando, milagrosamente, a doença regrediu até a cura, e por este motivo consagrou-se à Maria, prometendo entrar no serviço religioso. Estava decidida a ingressar na Congregação das Ursulinas, quando uma voz secreta disse-lhe: "Não a quero lá, mas em Santa Maria...! Estava claro que o Senhor destinara ela para a Congregação das Irmãs da Visitação e isto já era prefigurativo de como ela iria glorificar o Senhor na propagação do Coração de Jesus.


Margarida foi acolhida no convento das Irmãs da Visitação de Paray-le-Monial. Ali mesmo o Senhor se manifestaria a ela em revelações distintas, relativas à difusão da consagração e amor ao Seu Coração. Apareceu-lhe por numerosas vezes, e deu a conhecer que seria ela o instrumento para arrebanhar o maior número de pessoas ao Amor de Seu Coração. A essência da mensagem, porém, agrupa-se em três revelações.


A primeira ocorreu em 27 de dezembro de 1673, conforme relatou Santa Margarida:


"Diversas vezes, encontrei-me inteiramente investida desta divina presença... eu abandonei-me ao Seu Divino Espírito, por força do Amor o Seu divino Coração... Ele me fez repousar de forma extrema e por um longo tempo sobre o Seu divino peito, onde pude descobrir as maravilhas do Seu amor, e os segredos mais profundos e inexplicáveis do Coração de Jesus."


Ele me disse: "O Meu divino Coração transborda de amor para os homens, de modo especial por você, que não poderá mais conter para si a luz das chamas da brilhante caridade; é necessário que seja difundida aos homens, e que lhes seja manifesto para enriquecê-los dos preciosos tesouros que te revelei..."


A segunda, situa-se provavelmente deu-se em uma das primeiras sextas-feiras do ano 1674:


Meu suave Mestre, apresentou a mim, repleto da sua glória, suas cinco chagas, brilhantes como cinco sóis, e desta sagrada Humanidade saíam chamas de todas as partes, sobretudo do Seu adorável peito, semelhante à uma fornalha; neste instante revelou-me todo o amor e todo o seu amável Coração e o estado da fonte viva destas chamas.


Ele revelou-me as maravilhas inexplicáveis de seu Puro Amor, excessivamente entregue aos homens, dos quais recebia apenas frieza e ingratidão..." Na terceira, ocorrida durante o mês de junho de 1675, Jesus exigiu que fosse feita uma festa especial ao Seu Sagrado Coração: "Numa das tantas vezes em que encontrava-me diante do Santíssimo Sacramento, revelou-me Deus as graças excessivas de Seu Amor... Então, mostrando-me Seu divino Coração, disse:

"Aí está o Coração que tanto tem amado os homens, a ponto de nada poupar até exaurir-se e consumir-se para demonstrar-lhes o seu amor;


Margarida Maria , porém, enfrentaria diversos obstáculos na propagação das revelações feitas a ela por Jesus. Não tardou que fossem levantadas críticas e colocadas em dúvida as suas experiências místicas.


Submetida às mais duras provações e intensas humilhações, Deus enviou ao mosteiro um santo sacerdote que, a princípio passou a estudar minuciosamente os fenômenos relatados: Padre Cláudio de La Colombiere.


No último ano da sua vida, Santa Margarida teve a oportunidade de ver a propagação da devoção ao Sagrado Coração de Jesus; viu também um grande número de críticos e opositores tornarem-se fervorosíssimos propagadores da devoção.


quarta-feira, outubro 15, 2008

Entrevista com o produtor de BEZERRA DE MENEZES


Esta foto foi feita no dia da assinatura de contrato com a Fox Film do Brasil. Na ordem, da esquerda para direita: Fernando Lobo, Cristina Fantato (Fox), Luis Eduardo Girão (Mentor da Estação da Luz) e Patricia Kamitsuji (Fox).
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Flávio- Caro Fernando, voce poderia nos dar o prazer de se apresentar?
Fernando-Meu nome é Fernando Lobo, cearense, residindo na cidade de Fortaleza, 48 anos, dois filhos, engenheiro de formação e trabalho na ONG de nome Associação Estação da Luz, que é a produtora do filme Bezerra de Menezes - O Diário de Um Espírito.

Flavio-Caro Fernando Lobo, qual o seu papel na produção e divulgação deste fenômeno do cinema chamado BEZERRA DE MENEZES- O DIÁRIO DE UM ESPÍRITO?
Fernando-A Associação Estação da Luz é composta por um grupo de pessoas (Luis Eduardo Girão, Sidney Girão, Suely Vieira, Marcos Paulo, Rodrigo Grangeiro e Fernando Lobo) além de um corpo de colaboradores dedicados de aproximadadmente 10 pessoas. Todos os nomes citados acima exercem ou exerceram as mais variadas funções ao longo da realização do longa. Tudo depende da necessidade. Dividimos entre nós o que deve ser feito. E aí, vamos a luta, irmão. A mim coube uma participação direta nos entendimentos com a distribuidora Fox Filmes do Brasil, organização de pré-estréias, contatos com assessoria de imprensa, divulgação nos principais centros onde está sendo exibido o filme.

Flávio- De que cidade você está vindo, que cidades visitou e para onde vai seguir?
Fernando-As últimas cidades que visitei foram São José dos Campos - SP e Taubaté - SP, quinta e sexta-feira últimas. No final de semana fui a Fortaleza rever meus filhos. De Campos deverei seguir para a ciade de Resende - RJ, onde o filme estreará no dia 17.10. Em seguida visitarei as seguintes cidades: Mogi, Santa Bárbara, Franca e Piracicaba, todas em São Paulo. Detalhe, deverei percorrer essas urbes até quarta-feira da próxima semana, quando serão divulgadas as novas praças onde o filme estreará.

Flávio- Que impressões voce teve da cidade de Campos, da recepção em jornais , televisão, do gerente do cinema?
Fernando-Infelizmente não tive a oportunidade de conhecer melhor a cidade no que se refere a sua estrutura física. Entretanto a cordialidade de seu povo foi tão marcante, que levo uma excelente recordação. Há muito que não me sentia tão bem. E tudo isso devido ao calor humano de todos: dos jornalistas, dos taxistas, passantes na rua... Enfim de todos os que mantive contato.

Flávio- A nossa cidade é citada em dois momentos no filme. O que você sentiu ao chegar aqui?
Fernado-Uma forte emoção. Antes de chegar vi um trecho de uma ferrovia que parecia abondanada. Pensei que poderia fazer parte da obra de Bezerra. Não sei se era... apenas pensei. Mas foi o suficiente para me dar conta que o Dr. Bezerra havia atuado nessa terra iluminada.

Flávio- Você é espírita? Qual a sua história com o Espiritismo?
Fernando-Não posso dizer que sou espírita, pois para isso teria que dedicar mais tempo ao estudo da doutrina. Entretanto, nos últimos dois anos praticamente todo o meu tempo é usado em atividades em que o relacionamento com a comunidade espírita é constante. Atualmente, quase a totalidade de meu círculo de amizades é composto por espíritas. Participo de palestras, reuniões, leio sempre os livros do Divaldo Franco, alguns do Chico, Richard Simonetti e de outros autores (os do Divaldo compro regularmente, os demais sempre ganho de presente). Na verdade, desde janeiro de 2000, que mantenho uma forte proximidade com o Espiritismo. Nessa época, tive uma forte experiência de natureza espiritual. A partir daí, minha vida mudou de rumo.

Flávio- O Bezerra político, apresentado no filme, defendendo o direito dos escravos à liberdade, seria de esquerda nos dias de hoje?
Fernando-Prefiro dizer que Bezerra de Menezes pensava muito além de seu tempo. Além de abolicionista, BM abraçou causas como a defesa da Mata Atlântica, ou seja, naquela época já era um ambientalista. E sabe qual era uma das suas principais bandeiras políticas? A luta contra a corrupção! Muito atual tudo isso.

Flávio- Qual a percepção que você teve quanto à aceitação do público na cidade de Campos? Você acha que a aceitação está na proporção de outras cidades visitadas?
Fernando-A recepção tem sido muito boa. A média de público tem sido superior a média nacional nessa sétima semana após a estréia nacional.

Nessa semana Campos é a sexta cidade em público.

Flávio -Quais são os próximos projetos da "Estação da Luz"?
Fernando-Atualmente a Estação da Luz mantém projetos como a Exposição Chico Xavier, A Semana Em Defesa da Vida - Contra o aborto, a Mostra Brasileira de Teatro Transcendental, além do filme de Bezerra de Menezes e diversas ações que promovem a cultura de paz. Provavelmente daremos continuidade a produção de filmes com a mesma temática. Que obra escolheremos não sabemos ainda.

Flávio- Qual o futuro do cinema espírita e/ou espiritualista?
Fernando-É promissor. O filme Bezerra de Menezes está funcionando como um medidor do tamanho da comunidade espírita no Brasil. Todos estão de olho. E isso é bom para estimular as grandes produtoras a investirem no cinema espírita. É bom também para que os espíritas também tenham voz e vez em outras áreas setores da sociedade.

Flávio- Obrigado Fernando, Deus o abençoe pelo seu trabalho, pela dedicação a uma causa nobre e parabéns pelo sucesso do filme.

terça-feira, outubro 14, 2008

PACIFICAR PELA CARIDADE

Artigo publicado no Jornal "Sal da Terra" em outubro de 2008
“Fora da Caridade não há salvação”
Kardec- Ev.s.Esp.cp 15


“Bem aventurados os promotores da Paz” Mt 5:9

Construir a paz através da promoção do bem ou pacificar com amor.
Pouco restaria ao ser humano se estivesse dotado da habilidade psíquica de praticar a caridade de modo transformador, pacificando corações ainda dominados pela ira. Na oração atribuída a Francisco de Assis, lê-se: “Senhor, faça de mim um instrumento de Tua paz.” E qual o método escolhido pelo pobrezinho da Úmbria? Levar amor onde há o ódio!
Perdoar as dívidas pessoais!
Conciliar onde há desunião!
A certeza da Fé, onde impera a dúvida!
Falar de Jesus onde se propaga erros!
Levar esperança aos corações!
Alegrar os que estão tristes!
Iluminar as consciências obscurecidas pela ignorância!
Não buscar o consolo, mas consolar!
Não preocupar-se em ser compreendido, mas em compreender!
Não importar-se com o fato de não ser amado, mas buscar amar a todos!
Pois não há melhor forma de receber que ofertando .
Não há melhor forma de ser perdoado do que perdoando!
E não há vida eterna sem a morte física!
Nessa poética forma de ensinar a amar, o santo homem de Assis resume em alguns pontos essências o lema Construir a Paz, promovendo o Bem.
Certa vez adquiri um livro do psicólogo russo Ouspensky. Ele foi um filósofo russo do século XIX que buscando confirmações na geometria euclidiana, discutiu novas tendências para a psicologia. O título do livro que é muito interessante é: Psicologia da Evolução Possível ao Homem. São palestras que ele realizou no início do século XX na Inglaterra. Apesar de não ser o objeto de nossa apreciação, anoto apenas a felicidade do mesmo ao escolher o título de sua obra. Há uma evolução possível para cada existência nossa e seria interessante que houvesse um psicólogo espiritualista que nos fizesse o psico-diagnóstico e nos promovesse espiritualmente.
Há, entretanto uma diagnose espiritual segura: somos todos devedores da Lei de Deus e aqui estamos para sermos curados de nossas doenças da alma, que é o que se chama Expiação. E também para nos submetermos a testes de habilidades para as quais nos sentimos aptos, que é o que se chama Prova. Expiação e Provas são duas categorias espirituais comuns a todos os habitantes de nossa humanidade. Ora resgatamos nosso passado imperfeito através de limitações físicas, psíquicas e sociais. Ora somos provados em situações limite de nossas possibilidades evolutivas.
A humanidade é, portanto formada por seres em estágios espirituais diversos, que, no entanto guardam uma característica comum: as categorias de expiação e provas. O Espiritismo como religião da racionalidade, inaugurando a Fé raciocinada, oferece uma excelente ferramenta psicológica ao homem moderno. Usar a caridade como método de cura psíquica é uma das melhores terapias ocupacionais que se conhece. É o que os hindus chamam de karma yoga ou ação desapegada, dedicada unicamente ao criador. É a yoga da ação. É a fisioterapia da alma. É uma terapia do nosso psiquismo, pois agindo em favor do próximo, deixamos de nos encantar com os nossos problemas, muitas vezes imaginários. Sim, quantas vezes percebemos que ficamos hipnotizados pela auto-observação, vivendo dramas fictícios. O rico da parábola foi dormir preocupado com a situação da falta de espaço de seus celeiros. Há pessoas que se angustiam com a falta de espaço em seus armários, com a necessidade de mais sapatos, com a dúvida quanto ao melhor investimento, a melhor aplicação do mercado.
E o que realmente significa uma fé raciocinada? Qual a utilidade de se racionalizar a fé? Do ponto de vista do pragmatismo espiritual, fé racional para que?
O emprego da razão se justifica desde que empreguemos o raciocínio para buscarmos a nossa evolução. A Lei do Progresso é inexorável. A terceira parte, capítulo 8 de O Livro dos Espíritos esclarece que a marcha evolutiva é irreversível. Na questão 784 os espíritos afirmam que os maiores obstáculos a evolução do homem e da sociedade são o orgulho e o egoísmo. E no item 917, Kardec pergunta: Qual o meio de destruir o egoísmo? Extraio então partes da resposta, para demonstrar que existe sim, uma psicoterapia espírita: a da caridade: “Que o princípio da caridade e da fraternidade seja a base das instituições sociais, das relações legais de povo para povo e de homem para homem, e o homem pensará menos em sua pessoa quando vir que outros pensam nisso; ele sofrerá a influência moralizadora do exemplo e do contato.”
Entende-se desse modo que o Espiritismo, como doutrina da razão quer que racionalizemos a nossa conduta, reprimindo nossos desejos inferiores e promovendo em nós mesmos os ideais superiores por meio da ação, por meio da fraternidade, da solidariedade, filantropia, caridade. E como doutrina de consolação, quer que compreendamos a razão de nossas aflições e cultivemos a vontade de superá-las pelo amor ao próximo, promovendo o bem, ferramenta essencial para a paz entre os homens.


Flávio Mussa Tavares
Presidente da Escola Jesus Cristo
flaviotav@gmail.com
http://espiritismocristao.blogspot.com


domingo, outubro 12, 2008

O DEBATE DE DR. BEZERRA NO FILME...

Conta-se que Bezerra de Menezes orientava, no Rio, uma reunião de estudos espíritas, com a palavra livre, para todos os participantes, quando, após comentários diversos, perguntou se mais alguém desejava usar a palavra com relação aos temas da noite. Foi então, que renomado materialista, seu amigo pessoal, lhe dirigiu veemente provocação:

“Bezerra, continuo ateu e, não só por meus colegas mas também por mim, venho convidá-lo para um debate público, a fim de provarmos a indestrutibilidade do Materialismo contra as pretensões do Espiritismo. E previno a você que o Materialismo já levantou extensa lista de médiuns fraudulentos; de chamados sensitivos que reconheceram seus próprios erros e desertaram das fileiras espíritas; dos que largaram em tempo o suposto desenvolvimento das forças psíquicas e fizeram declarações, quanto à s mentiras piedosas de que se viram envoltos; dos ilusionistas que operam em nome de poderes imaginários da mente; nomes de experimentadores que demonstraram inexistência da comunicação com os mortos; dos observadores desencarnados de qualquer testemunhos da sobrevivência; e, dos estudiosos ludibriados por vasta súcia de espertalhões. Esperamos que você e os espíritas aceitem o repto, o desafio.”


Bezerra concentrou-se em prece alguns instantes, e, em seguida, respondeu, aliando energia e brandura:

“Aceitamos o desafio, mas traga também ao debate aqueles que o Materialismo tenha socorrido no mundo; os malfeitores que ele tenha regenerado para a dignidade humana; os infelizes aos quais haja devolvido o ânimo de viver; os doentes da alma que tenha arrebatado às fronteiras da loucura; as vítimas de tentações escabrosas que haja restituído a paz do coração; as mulheres infortunadas que terá arrancado do desequilíbrio; os irmã os desditosos de quem a morte roubou os entes mais caros, a cujo sentimento enregelado na dor terá estendido o calor da esperança; as viúvas e os órfãos cujas energias terá escorado para não desfalecerem de saudades, ante as cinzas do túmulo; os caluniados aos quais terá ensinado o perdão das afrontas; os que foram prejudicados por atos de selvageria social mascarados de legalidade, a quem haverá proporcionado sustentação para que olvidem os ultrajes recebidos; os acusados injustamente, de cujo espírito rebelado terá subtraí do o fel da revolta, substituindo-o pelo bálsamo da tolerância;os companheiros da Humanidade que vieram do berço cegos ou mutilados, enfermos ou paralíticos, aos quais terá tranqüilizado com os princípios da justiça; os pais incompreendidos a quem deu forças e compreensão para abençoarem os filhos ingratos e os filhos abandonados por aqueles mesmos que lhe deram a existência, aos quais auxiliou para continuarem honrando e amando os pais insensíveis que os atiraram em desprezo e desvalimento; os tristes que haja imunizado contra o suicídio; os que foram perseguidos sem causa aparente, cujo pranto terá enxugado nas longas noites de solidão e vigília, afastando-os da vingança e da criminalidade; os caídos de todas as procedências, a cujo martírio tenha ofertado apoio para que se levantem...”


Nesse ponto da resposta, o velho lidador fez uma pausa, limpou as lágrimas que lhe deslizavam no rosto e terminou:

“Ah! Meu amigo, meu amigo... Se vocês puderem trazer um só desventurado do mundo, a quem o Materialismo terá dado socorro moral para que se liberte do cipoal do sofrimento, nós, os espíritas, aceitaremos o repto.”


Profundo silêncio caiu na pequena assembléia, e, porque o autor da proposição baixasse a cabeça, Bezerra em prece comovente, agradeceu a Deus as bênçãos da fé e encerrou a sessão.

quarta-feira, outubro 08, 2008

Filme DR. BEZERRA em Campos


Através da Liga Espírita de Campos, da 97 FM e da Folha da Manhã,
o filme Bezerra de Menezes, será exibido em Campos.
O tempo de permanência em cartaz


dependerá do público nos primeirosdias.Sendo assim,
fazemos um convite que a partir do próximo sábado,
dia 11de outubro, os espíritas de Campos prestigiem esse


filme que estáencantando todo o Brasil.
Trazer ao conhecimento geral as belezas de


uma alma genuinamentecristã, é uma bênção e
uma excelente oportunidade de


divulgar adoutrina de modo simples e consistente.
Vamos e levemos alguém!

Divulguemos este evento de fé!

sábado, outubro 04, 2008

SÃO FRANCISCO, por Clóvis Tavares


Nossa reverência ao dia 04 de outubro, dia de São Francisco de Assis, é um texto de Clóvis Tavares, da Mediunidade dos Santos.

É bom recordar que este ano celebram-se os 800 anos do ideal franciscano no nosso planeta.



São Francisco, o pobrezinho de Assis, também viveu o fenômeno da clariaudiência.


Assim se expressa Vacchinetti:


"Existia então, como ainda hoje, no declive da montanha, uma capela dedicada a São Damiano. São Francisco gostava de recolher-se na penumbra daquela igrejinha abandonada, a orar diante de um crucifixo.


Um dia, estava ajoelhado diante daquela imagem do Redentor… e suplicava poder conhecer finalmente qual fosse a vontade divina a seu respeito.


Eis que, então, ainda banhado em lágrimas e com o coração agitado pelo ardor da oração, tendo os olhos fitos no crucifixo o vê avizinhar-se de si e de seus lábios divinos percebe sair uma voz que lhe diz:
‘– Não vês que a minha Igreja está a desabar?
Vai, pois, e restaura-a para mim.’


E por três vezes se repete o amargurado apelo, a divina oração:


‘– Vade igitur et repara illam mihi!’ ”



SÃO FRANCISCO DE ASSIS


in MEDIUNIDADE DOS SANTOS, de Clovis Tavares

sexta-feira, outubro 03, 2008

PRECE DE ALLAN KARDEC






Em lembrança do 03 de outubro, publico neste blog uma oração de nosso codificador enviada a mim pelo nosso caro Geraldo Lemos Neto.


Vejam que beleza:

SENHOR!

Pois que Te dignaste lançar os olhos sobre mim para cumprimento dos Teus desígnios, faça-se a Tua vontade!

Está nas Tuas mãos a minha vida; dispõe do teu servo. Reconheço a minha fraqueza diante de tão grande tarefa; a minha boa vontade não desfalecerá, as forças, porém, talvez me traiam.

Supre à minha deficiência; dá-me as forças físicas e morais que me forem necessárias.

Ampara-me nos momentos difíceis e, com o Teu auxílio e dos Teus celestes mensageiros, tudo envidarei para corresponder aos Teus desígnios."

(Prece de ALLAN KARDEC ao ser cientificado de sua missão pelo ESPÍRITO VERDADE. – OBRAS PÓSTUMAS – 2ª parte)

segunda-feira, setembro 29, 2008

YVONNE PEREIRA, uma heroína silenciosa


YVONNE PEREIRA
foi um dos mais notáveis médiuns brasileiros. Contemporânea de Chico Xavier, a riqueza de suas obras e a fidelidade ao ensino espírita distinguem-na pela sublimação que atingiu sua mediunidade. A beleza das obras que psicografou são testemunhos da qualidade de seu trabalho mediúnico e os ensinamentos que seus exemplos deixaram são provas da grande conquista moral desta sua encarnação. Suicida reencarnada, estava em sua programação aquelas dificuldades que insculpem na alma eloqüentes lições de amor. Exemplo de renúncia, sua vida foi um verdadeiro testemunho do esquecimento de si mesma em favor do próximo. longe das luzes do mundo, escreveu seus artigos, consolou sofredores, realizou curas, evangelizou, libertou muitas almas e amparou suicidas. Como psicógrafa, deixou algumas obras, dentre elas Memórias de um suicida, que a imortalizou no papel de medianeira.

(autor: Pedro Camilo)

terça-feira, setembro 23, 2008

JACQUES ABOAB


"Nascido em Constantinopla (Istambul), capital da Turquia, no dia 15 de abril de 1889, desencarnou no Rio de Janeiro, a 5 de fevereiro de 1969.


Judeu de nascimento, filho de Benedito Aboab e Clarisse Aboab, viveu toda sua infância na Argélia, ao norte da África. Em sua adolescência, transferiu sua residência para a França desde a Bretanha ao Midi e do Atlântico à Lorena, ganhando duramente a vida com o suor do seu rosto, nessa laboriosa tarefa de todos os dias.


Aprendeu a falar corretamente o idioma francês. Ainda como mascate, percorreu vários países da Europa e do Oriente próximo, principalmente a Grécia e o Egito. Posteriormente viajou para a América do Sul, percorrendo vários países. Por fim, fixou residência definitiva no Brasil, que, com o seu espírito nômade, percorreu todo, repetindo aqui a sua experiência adquirida na França, no constante labor pela sobrevivência. Com o seu baú de miudezas, ia de porta em porta, no contato com a nossa gente, amou profundamente a Patria brasileira, adotando-a como sua. Em suas andanças conheceu a excelência da Doutrina Espírita, justamente em Recife, Pernambuco.


A convite de amigos visitou a “Casa dos Espíritas de Pernambuco”, no bairro das Graças, o seu primeiro contato com a Doutrina, fazendo-se adepto sincero e fervoroso. Como judeu, estava acima de quaisquer discriminações raciais, havendo aceito os Evangelhos de Jesus de todo o seu coração. Jesus, que fora o maior Profeta de sua raça, a expressão máxima de toda a Humanidade.Transferindo-se para o Rio de Janeiro em definitivo, aqui se iniciou no “Ide e pregai”, percorrendo os Centros Espíritas, levando sua palavra e a sua fé imorredoura nas promessas de Jesus, que amou com toda sua alma de crente.


Em sua loja, na Rua Moncorvo Filho, fundou o Grupo Espírita André Luiz hoje situado na Rua Jiquibá, na Praça da Bandeira, em sede própria.]


Logo começou a ser solicitado para orador de Semanas Espíritas, confraternizações e outros acontecimentos. Viajou por vários Estados do Brasil, levando sua palavra evangelizada. Onde quer que se organizasse uma Semana Espírita, lá estava o Jacques, como ave canora, com sua ternura, seu amor e o desejo sincero de evangelizar as massas. Como espírita deixou uma folha enorme de serviços prestados. Fundou várias Instituições, trabalhou e cooperou eficientemente, na certeza absoluta da imortalidade da alma, dando tudo de si, como espírita, como amigo e como irmão. Como pregador, muito se destacou na Seara, pela sua maneira dócil e interpretativa dos textos e parábolas evangélicas, vivendo-as com sentimento e ternura sem igual, prendendo a atenção da assistência que acorria em massa para ouvi-lo.


O médium Peixotinho trabalhou por vários anos ao seu lado, no Grupo Espírita André Luiz, com sua mediunidade de efeitos físicos, produzindo fenômenos de materializações e de curas. Foi diretor da Maternidade Casa da Mãe Pobre, outra nobre e respeitável instituição, que mereceu todo o seu trabalho e dedicação. Foi grande na sua simplicidade, espírito liberal, seareiro da primeira hora, inteiramente convencido de que só o amor constrói para a vida. Sentia no âmago do coração, em todos os instantes, as sábias e eternas lições! Todos vibravam diante da mansidão e serenidade de seu verbo, emoldurado de expressões salutares.Possuía liderança espírita e reconhecida humildade, seus atos e suas atitudes condiziam com os ensinamentos pregados e exemplificados por Jesus.


Muitos o trataram por papai Jacques, tal o respeito e a admiração que sua figura veneranda infundia na alma de seus correligionários, principalmente da mocidade pela qual era por demais querido e estimado." (Do site http://www.espiritismogi/)


Eu conheci o vovô Jacques na minha infância, pois muitas vezes esteve em nossa casa e nos encantava (nós, filhos de Clovis Tavares) com o seu sotaque estrangeiro com forte acento francês.

Ele fazia quadrinhas para todos nós e espero ainda encontrar o telegrama onde ele me descreve e ao meu irmão Luís em algumas quadrinhas especiais, muito semelhantes àquelas que mais tarde ele enviaria pelo nosso Chico.

Era um palestrante constante em nossa Escola Jesus Cristo, principalmente no seu aniversário em 27 de outubro, quando era sempre o convidado de honra.


Vovô Jacques, Deus o abençôe!

sábado, setembro 20, 2008

AUTA DE SOUZA: POETISA DO AMOR DE DEUS





Celso Vicente Mussa Tavares

No mês que anuncia a chegada da primavera, volto meu olhar para uma graciosa flor do jardim de Deus: Auta de Souza. Sim, uma flor humilde e delicada, que nossa Escola Jesus Cristo reverencia como eterna benfeitora. Afeiçoada às flores e às demais criaturas da Natureza.

Quando começa a raiar
O dia cheio de amor,
Eu gosto de contemplar
O coração de uma flor


Auta se manifestava ao inesquecível Chico Xavier cercada de um suave perfume de jasmim, sua flor predileta, fato que meus pais, Clovis e Hilda, inúmeras vezes testemunharam, sempre debaixo de profunda emoção.



Auta de Souza trouxe-nos de volta os seus versos perfumados, aconselhando os que sofrem por amor de Cristo a socorrerem os que suportam a privação do amor humano, nos quadros da viuvez, da orfandade, da solidão. E se a nossa doce poetisa exprime tão sabiamente seu pensamento sobre a dor, é porque ela soube sofrer no curso de sua breve vida terrena, sustentada pelo seu amor a Jesus e a Maria.



As poesias de Auta de Souza, recebidas por Francisco Cândido Xavier, são de tal modo solidárias, que nos foi possível compor um soneto cujos versos pertencem a diferentes poesias de sua coletânea mediúnica (as fontes entre parênteses), todas extraídas do volume Auta de Souza, edição comemorativa de seu centenário. Que a bondosa poetisa me perdoe este arranjo de seus versos espirituais, mas o que desejo é tão somente mostrar que as suas palavras apontam sempre para o mesmo alvo: Jesus!



Vamos juntos vencendo a noite escura, (“Vamos juntos”)
A tormenta frenética lá fora, (“Paz em Prece”)
Entre as sombras da mágoa que aprimora, (“Lágrimas”)
Nas estradas da vida ingrata e dura. (“Senhora da Amargura”).

Alivia a aspereza da amargura, (“No Livro D`Alma”)
Nas empedradas trilhas de quem chora!... (“Alguém na Estrada”)
Suporta a sombra que precede a aurora, (“Bendize”)
Por mais te doa a mágoa que tortura. (“Serve Sorrindo”)

Acende, fervoroso, a luz da prece, (“Cenáculo Divino”)
Deus responde em ti mesmo e te esclarece, (“Mensagem Fraterna”)
Restaurando de novo a Celeste Doutrina. (“Prece a Jesus”).

Luta, chora, padece, mas confia, (“Página de Fé”)
A cruz que te aguilhoa, dia a dia, (“Segue e Confia”)
Será teu prêmio na Mansão Divina. (“Escuta”)


sexta-feira, setembro 19, 2008

ENQUETE PARA UMA MONOGRAFIA EM PSIQUIATRIA

Pessoal, esta enquete é parte integrante de minha pesquisa para formação em Psiquiatria.

Espero que vocês escolhas as opções com sinceridade e anotem fora as respostas a religião de vocês, tudo bem?

Apenas uma resposta por questão.

Respostas por e-mail: flaviotav@gmail.com


Questionário

 

 

 Considerando a Parábola do Filho Pródigo relatada no Evangelho de Lucas 15:11 a 32, pergunta-se:

 

1-      A resolução do filho mais novo deveu-se a um valor moral?

a)   Sim, ele errou conscientemente.

b)   Não, foi um impulso da juventude.

 

2-      Em relação ao filho mais velho, a sua decisão de permanecer com o Pai, deveu-se a um valor moral?

a)      Sim, ele foi digno.

b)      Não, ele era tímido e tíbio.

 

3-      Você acredita que o filho mais novo possa ter um problema mental?

a)      Sim, parece que esta impulsividade é uma marca de seu temperamento.

b)      Não, a parábola versa sobre o nosso livre arbítrio e não sobre nossos problemas mentais.

 

4-      Você acredita que os dois filhos têm temperamentos diferentes?

a)      Sim, o mais velho é introvertido e o mais novo, extrovertido.

b)      Não vi nenhuma evidência de temperamento na história.

 

5-      Acha possível que um jovem impulsivo tome atitudes impensadas e arrependa-se depois?

a)      Sim, ele age por impulso, mas raramente arrepende-se sinceramente. O comum é voltar aos mesmos erros.

b)      Não, os erros são uma escolha do homem pelo pecado e não resultado de doença de humor.

 

6-     Uma doença emocional que afeta o humor, como a depressão ou a euforia exagerada, podem alterar as nossas  decisões da vida?

a)      Sim, por isso, as ovelhas precisam de pastor, para orientá-las nos momentos de dúvida e fraqueza.

b)      Não, esse raciocínio tira do homem a responsabilidade sobre seus atos. Pecado é pecado.

 

       7- No seu entendimento, o perdão do Pai compassivo foi na medida justa?

        a)    Sim, pois o Pai da parábola representa Deus

  b)   Não, pois nos dias atuais, os Pais precisam dar mais limites às    irresponsabilidades dos filhos.

 

8- Você acha que o perdão do Pai pode ser um indicativo de que o problema do filho pródigo não seja exatamente moral?

a)     Sim, Justamente porque esse Pai representa Deus,. Ele sabia que o filho mais novo era vítima de um transtorno psíquico que se estabilizou por causa do choque moral, seguido do arrependimento sincero.

b)  Não. Foi realmente um problema moral, mas o Pai compassivo deu uma nova oportunidade ao filho.

sábado, setembro 13, 2008

AUTA DE SOUZA


Nasceu em Macaíba (RN), em 12 de setembro de 1876, filha de Eloy Castriciano de Souza e Henriqueta Leopoldina de Souza e irmã de dois políticos e intelectuais, Henrique Castriciano e Eloy de Souza. Aos 14 anos apareceram os primeiros sinais da tuberculose, obrigando-a a abandonar os estudos e a iniciar uma longa viagem pelo interior em busca de cura.


Auta de Souza deve ser considerada a poetisa norte-rio-grandense que mais ficou conhecida fora do Estado. Sua poesia, de um romantismo ultrapassado e com leves traços simbolistas, circulou nas rodas literárias do país despertando sempre muita emoção e interesse, e foi fartamente incluída nas antologias e manuais de poesia das primeiras décadas. Como a maioria dos escritos femininos, sua obra poética deixou-se contaminar pelas experiências vividas, o que, aliás, não compromete o lirismo e o valor estético de seus versos.


Aos 24 anos, no dia 7 de fevereiro de 1901, Auta de Souza morria tuberculosa. No ano anterior havia publicado seu único livro de poemas sob o título de Horto, com prefácio de Olavo Bilac, que obteve significativa repercussão na crítica nacional. Em 1910 saía a segunda edição, em Paris, e, em 1936, a terceira, no Rio de janeiro, com prefácio de Alceu de Amoroso Lima.


Antes de serem reunidos em O Horto, parte de seus poemas foram publicados em jornais como A Gazetinha, de Recife, O Paiz, do Rio de Janeiro, e A República, A Tribuna, o Oito de Setembro, de Natal, e nas revistas Oásis e Revista do Rio Grande do Norte. Os poucos poemas inéditos que deixou foram recolhidos e publicados nas edições seguintes de o Horto.
NOSSA SENHORA DA AMARGURA
Mãe das Dores, Senhora da Amargura,
Eu vos contemplo o peito lacerado
Pelas mágoas do filho muito amado,
Nas estradas da vida ingrata e dura.
.
Existe em vosso olhar tanta ternura,
Tanto afeto e amor divinizado,
Que do vosso semblante torturado
Irradia-se a luz formosa e pura;
.
Luz que ilumina a senda mais trevosa,
Excelsa luz, sublime e esplendorosa
Que clareia e conduz, ampara e guia.
.
Senhora, vossas lágrimas tão belas
Assemelham-se a fúlgidas estrelas:
Gotas de luz nas trevas da agonia.
.
Auta de Souza Mensagem recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier - Publicado em "Novo Almanaque de Lembranças Luso-Brasileiro para 1932" - Lisboa/Portugal - Página 162 e reproduzido no livro "Auta de Souza" - Edição IDE.

segunda-feira, setembro 08, 2008

PASTORES E LOBOS

Pastores e lobos têm algo em comum:
ambos se interessam e gostam de ovelhas, e vivem perto delas!

Assim, muitas vezes, pastores e lobos nos deixam confusos para saber quem é quem.

No entanto, não é difícil distinguir entre um e outro:

Pastores buscam o bem das ovelhas,

Lobos buscam os bens das ovelhas.

Pastores vivem à sombra da cruz,

Lobos vivem à sombra de holofotes.

Pastores têm amigos,

Lobos têm admiradores.

Pastores vivem para cuidar de suas ovelhas,
Lobos se abastecem das ovelhas.

Pastores apontam para Cristo,

Lobos apontam para si mesmos ou para suas instituições.

Pastores são pessoas humanas reais,
Lobos são personagens religiosos caricatos.

Pastores ajudam as ovelhas a se tornarem adultas,

Lobos perpetuam a infantilização das ovelhas.

Pastores são simples e comuns,
Lobos são vaidosos e especiais.

Pastores se deixam conhecer,
Lobos se distanciam e ninguém chega perto.

Pastores alimentam as ovelhas,
Lobos se alimentam das ovelhas.

Pastores lidam com a complexidade da vida com palavra de Deus sem respostas prontas,

Lobos lidam com técnicas pragmáticas e jargões religiosos.

Pastores vivem uma fé espiritual,
Lobos vivem uma fé nas coisas materiais.

Pastores se comprometem com o projeto do Reino,
Lobos têm projetos pessoais.

Pastores são transparentes,

Lobos têm agendas ultra-secretas.

Pastores dirigem iinstituições/comunidades,
Lobos dirigem instituições/empresas.


Pastores pastoreiam as ovelhas,
Lobos seduzem as ovelhas.

Pastores buscam a discrição,
Lobos se autopromovem.

Pastores se interessam pelo crescimento espiritual das ovelhas,
Lobos se interessam pelo crescimento material da instituição.

Pastores ajudam as ovelhas a seguir livremente a Cristo,
Lobos geram ovelhas sem autonomia e seguidoras deles.

Pastores constroem vínculos de amizade,

Lobos aprisionam em vínculos de dependência psicológica.

Os lobos estão entre nós é oportuno lembrar-nos do aviso de Jesus Cristo:

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores".
(Mateus 7.15 )

sábado, setembro 06, 2008

Dr. Bezerra de Menezes; eu vi!

Assisti neste sábado 06 de setembro ao "Bezerra de Menezes, a Biografia de um Espírito".

O filme transmite paz e emoção. Há momentos de enternecimento e uma grande honra por ser espírita.

Acredito que as críticas a respeito do excesso de narrativa não são procedentes.

Seria muito complicado reconstituir uma vida tão multifacetária como a do Dr. Bezerra sem um pouco de narrativa.

Ademais, não é um filme de ação, é uma fita biográfica que visa mostrar ao público espírita e mormente ao públco não-espírita a grandeza de uma alma e a importância da codificação espírita no Brasil.

Recomendo!