A aula de minha Mãe Hilda na sala que leva o nome de meu Pai, na Escola Jesus Cristo, na manhã de hoje, foi sobre o Perdão na obra "50 Anos Depois" protagonizado pela nossa sempre lembrada Célia Lucius.
Foram várias refelxões entremeadas com anotações de Papai em seu volume de estudo do "50 Anos Depois". Como disse Mamãe, aquele volume é uma preciosidade.
Em breve vou disponibilizar o power point que ela utilizou para que todos os que não puderam assistir a essa aula magistral.
E a lição do Perdão é uma lição quase esquecida na nossa rotina cotidiana. As vezes somos tragados pela ofensa e não temos tempo de permitir em nós mesmos a oportunidade de exercitar o perdão.
A ira, a dureza de corações, as decepções pessoais, a convivência com os hipócritas, a impiedade no seio dos religiosos que são os fariseus de todos os tempos, podem perturbar a paz de nosso espírito. Isso pode fazer com que não tenhamos tempo de empregar racionalmente a estratégia do perdão pensado, do perdão raciocinado, do perdão exercitado.
Mas nós podemos pedir o Perdão de Deus.
E assim como Célia orou por todos os infelizes que partilharam a existência com ela, que nós ainda romeiros destas estradas empoeiradas da existência, oremos rogando a Deus a possibilidade de treinarmos todos o perdão.
domingo, junho 28, 2009
sábado, junho 27, 2009
As Liçòes de Célia (Palestra de Pedro na Escola Jesus Cristo)
Ontem foi a estréia de meu filho Pedro na tribuna da Escola Jesus Cristo, falando sobre as inolvidáveis e incomparáveis liçòes de Célia Lúcius ao longo da narrativa do 50 ANOS DEPOIS.
Ele iniciou falando que o livro de Emmanuel, assim como o Apocalipse , é um dos dois livros cujos autores prometem bênçãos àqueles que os lerem.
E inicia contando sobre a Célia menina na palestina, suas conversas com Ciro, seu retorno a Roma, sua conversa com seu avô , inclusive comentando que se o avô tentou dissuadí-la das idéias cristãs, trazendo-a para a religião pagã romana, ela é quem o cristianiza e o educa na doutrina de Jesus.
Ele pontuou todas as falas de Célia ao longo do testo, comentando sua sabedoria e sua bondade em todos os momentos de sua vida, culminando com a cena do grande perdão que ela promoveu para todos os personagens desta história. Com a sua dádiva e com o mútuo perdão que ela levou o coração de todos a sentir, Pedro terminou a sua palestra comovente , agradando a todos. E eu como pai, assim como senti na palestra de Juliana, sinto-me honrado de poder ofertar ao meu Pai e a Jesus estes novos colaboradores de nossa Escola Jesus Cristo,
Ele iniciou falando que o livro de Emmanuel, assim como o Apocalipse , é um dos dois livros cujos autores prometem bênçãos àqueles que os lerem.
E inicia contando sobre a Célia menina na palestina, suas conversas com Ciro, seu retorno a Roma, sua conversa com seu avô , inclusive comentando que se o avô tentou dissuadí-la das idéias cristãs, trazendo-a para a religião pagã romana, ela é quem o cristianiza e o educa na doutrina de Jesus.
Ele pontuou todas as falas de Célia ao longo do testo, comentando sua sabedoria e sua bondade em todos os momentos de sua vida, culminando com a cena do grande perdão que ela promoveu para todos os personagens desta história. Com a sua dádiva e com o mútuo perdão que ela levou o coração de todos a sentir, Pedro terminou a sua palestra comovente , agradando a todos. E eu como pai, assim como senti na palestra de Juliana, sinto-me honrado de poder ofertar ao meu Pai e a Jesus estes novos colaboradores de nossa Escola Jesus Cristo,
quinta-feira, junho 18, 2009
Hoje é Dia de Célia!

Hoje é Dia de Célia!
Há uma singela homenagem a nossa querida mensageira espiritual no blog: http://celiamarina.blogspot.com/ .
Aqui, queremos fazer a chamada para a palestra de hoje às 20 horas na Escola Jesus Cristo, com a nossa irmã: Wanda Joviano!
Que Célia possa hoje à noite estender as suas bênçãos a todos nós, especialmente sobre a sua irmã, a nossa estimada Wanda, que nos brindará mais uma vez com a sua importante visita, selando a amizade da Escola Jesus Cristo com o espírito de Célia Lúcius!
sábado, junho 13, 2009
Os cirineus de Célia (palestra de minha filha Juliana)
Tive a grata satisfação de assistir a primeira experiência de minha filha Juliana como palestrante da Escola Jesus Cristo na sexta feira, dia 12 de junho, falando sobre o tema: Os Cirineus de Célia Lúcius.
Juliana leu como texto preparatório a Alegoria do Juizo final, que mostra que Jesus se importa com o que fazemos aos pequeninos e desamparados do mundo, para o nosso julgamento.
Inicia a palestra enfocando que cirineu é uma referência a Simão cirineu que foi instado a ajudar Jesus a levar a sua cruz.
A partir daí relaciona todos os que ajudaram Célia no seu trajeto de 210 kilômetros, desde as ruas de Roma até Alexandria. Uma atenção especial ela deu ao carreteiro Gregório que a ajudou duas vezes e ao casal Orfília e Horácio, embora hja feito referência ao anti-cirineu que foi o seu filho Júnio.
Detendo-se mais tempo a discorrer sobre Lésio Munácio, o primeiro Irmão Marinho, ela detalhou o por quê de Célia haver se vestido de homem para ser monge no mosteiro de Alexandria.
Por fim recordou pequenos anjos que podemos hospedar, recordando a frase de Paulo aos Hebbreus. Recordou a caso de Elzinha França, trazida à Escola pelos jovens da Mocidade e que era um espírito de muita grandeza espiritual. Recordou a figura antológica de Valéria, narrada pelo próprio Chico em entrevista a Hebe Camargo e o caso recente do menino Leonardo, que todos sentíamos que é um espírito amigo da Escola Jesus Cristo que veio em prova difícil, mas que viveu um belo exemplo de libertação espiritual.
A primeira experiência de Juliana foi muito proveitosa para todos, principalmente por causa das sugestões que ela deu no final , questionando se temos aproveitado completamente e bondosamente as oportunidades de sermos cirineus dos pequeninos que a proviência coloca em nosso caminho.
Que a meiga Juliana contine sempre como apresentadora do Evangelho na Escola Jesus Cristo.
Juliana leu como texto preparatório a Alegoria do Juizo final, que mostra que Jesus se importa com o que fazemos aos pequeninos e desamparados do mundo, para o nosso julgamento.
Inicia a palestra enfocando que cirineu é uma referência a Simão cirineu que foi instado a ajudar Jesus a levar a sua cruz.
A partir daí relaciona todos os que ajudaram Célia no seu trajeto de 210 kilômetros, desde as ruas de Roma até Alexandria. Uma atenção especial ela deu ao carreteiro Gregório que a ajudou duas vezes e ao casal Orfília e Horácio, embora hja feito referência ao anti-cirineu que foi o seu filho Júnio.
Detendo-se mais tempo a discorrer sobre Lésio Munácio, o primeiro Irmão Marinho, ela detalhou o por quê de Célia haver se vestido de homem para ser monge no mosteiro de Alexandria.
Por fim recordou pequenos anjos que podemos hospedar, recordando a frase de Paulo aos Hebbreus. Recordou a caso de Elzinha França, trazida à Escola pelos jovens da Mocidade e que era um espírito de muita grandeza espiritual. Recordou a figura antológica de Valéria, narrada pelo próprio Chico em entrevista a Hebe Camargo e o caso recente do menino Leonardo, que todos sentíamos que é um espírito amigo da Escola Jesus Cristo que veio em prova difícil, mas que viveu um belo exemplo de libertação espiritual.
A primeira experiência de Juliana foi muito proveitosa para todos, principalmente por causa das sugestões que ela deu no final , questionando se temos aproveitado completamente e bondosamente as oportunidades de sermos cirineus dos pequeninos que a proviência coloca em nosso caminho.
Que a meiga Juliana contine sempre como apresentadora do Evangelho na Escola Jesus Cristo.
quinta-feira, junho 11, 2009
Retrato de Maria como Chico Xavier a viu
Algum tempo após tomarmos conhecimento de um novo quadro de Maria, a Mãe de Jesus, divulgado num programa da TV Record, de São Paulo, com a presença de Francisco Cândido Xavier, procuramos esse médium amigo para colher dele maiores esclarecimentos sobre a origem do mesmo.
Contou-nos, então, Chico Xavier, no final da reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, na noite de 1º de dezembro de 1984, que, com vistas às homenagens do Dia das Mães de 1984, o Espírito de Emmanuel ditou, por ele, um retrato falado de Maria de Nazaré ao fotógrafo Vicente Avela, de São Paulo. Esse trabalho artístico foi sendo realizado aos poucos, desde meados de 1983, com retoques sucessivos realizados pela grande habilidade de Vicente, em mais de vinte contatos com o médium mineiro, na Capital paulista.
Em nossa rápida entrevista, Chico frisou que a fisionomia de Maria, assim retratada, revela tal qual Ela é conhecida quando de Suas visitas às esferas espirituais mais próximas e perturbadas da crosta terrestre; como, por exemplo, disse-nos ele, na Legião dos Servos de Maria, grande instituição de amparo aos suicidas descrita detalhadamente no livro Memórias de um Suicida, recebido mediunicamente por Yvonne A. Pereira.
E, ao final do diálogo fraterno, atendendo nosso pedido, Chico forneceu-nos o endereço do fotógrafo-artista, para que pudéssemos entrevistá-lo oportunamente, podendo assim registrar mais algum detalhe do belo trabalho realizado.
De fato, meses após essa entrevista, tivemos o prazer de conhecer o sr. Vicente Avela, em seu próprio ateliê, há 30 anos localizado na Rua Conselheiro Crispiniano, 343, 2º andar, na Capital paulista, onde nos recebeu atenciosamente.
Confirmando as informações do médium de Uberaba ele apenas destacou que, de fato, não houve pintura e sim um trabalho basicamente fotográfico, fruto de retoques sucessivos num retrato falado inicial, tudo sob a orientação mediúnica de Chico Xavier.
Quando o sr. Vicente concluiu a tarefa, com a arte final em pequena foto branco-e-preto, ele a ampliou bastante e coloriu-a com tinha a óleo (trabalho em que é perito, com experiência adquirida na época em que não havia filmes coloridos e as fotos em preto-e-branco eram coloridas a mão), dando origem à tela que foi divulgada.
Nesse encontro fraterno, também conhecemos o lindo quadro original à vista em parede de seu escritório, e ao despedirmo-nos, reconhecidos pela atenção, o parabenizamos por esse árduo e excelente trabalho, representando mais uma notícia da vida espiritual de Maria de Nazaré, que continua amparando com imenso amor maternal a Humanidade inteira.
Hércio M. C. Arantes - Fonte: Anuário Espírita 1986
Contou-nos, então, Chico Xavier, no final da reunião pública do Grupo Espírita da Prece, em Uberaba, na noite de 1º de dezembro de 1984, que, com vistas às homenagens do Dia das Mães de 1984, o Espírito de Emmanuel ditou, por ele, um retrato falado de Maria de Nazaré ao fotógrafo Vicente Avela, de São Paulo. Esse trabalho artístico foi sendo realizado aos poucos, desde meados de 1983, com retoques sucessivos realizados pela grande habilidade de Vicente, em mais de vinte contatos com o médium mineiro, na Capital paulista.
Em nossa rápida entrevista, Chico frisou que a fisionomia de Maria, assim retratada, revela tal qual Ela é conhecida quando de Suas visitas às esferas espirituais mais próximas e perturbadas da crosta terrestre; como, por exemplo, disse-nos ele, na Legião dos Servos de Maria, grande instituição de amparo aos suicidas descrita detalhadamente no livro Memórias de um Suicida, recebido mediunicamente por Yvonne A. Pereira.
E, ao final do diálogo fraterno, atendendo nosso pedido, Chico forneceu-nos o endereço do fotógrafo-artista, para que pudéssemos entrevistá-lo oportunamente, podendo assim registrar mais algum detalhe do belo trabalho realizado.
De fato, meses após essa entrevista, tivemos o prazer de conhecer o sr. Vicente Avela, em seu próprio ateliê, há 30 anos localizado na Rua Conselheiro Crispiniano, 343, 2º andar, na Capital paulista, onde nos recebeu atenciosamente.
Confirmando as informações do médium de Uberaba ele apenas destacou que, de fato, não houve pintura e sim um trabalho basicamente fotográfico, fruto de retoques sucessivos num retrato falado inicial, tudo sob a orientação mediúnica de Chico Xavier.
Quando o sr. Vicente concluiu a tarefa, com a arte final em pequena foto branco-e-preto, ele a ampliou bastante e coloriu-a com tinha a óleo (trabalho em que é perito, com experiência adquirida na época em que não havia filmes coloridos e as fotos em preto-e-branco eram coloridas a mão), dando origem à tela que foi divulgada.
Nesse encontro fraterno, também conhecemos o lindo quadro original à vista em parede de seu escritório, e ao despedirmo-nos, reconhecidos pela atenção, o parabenizamos por esse árduo e excelente trabalho, representando mais uma notícia da vida espiritual de Maria de Nazaré, que continua amparando com imenso amor maternal a Humanidade inteira.
Hércio M. C. Arantes - Fonte: Anuário Espírita 1986
quarta-feira, junho 03, 2009
Desencarna Celme dos Santos Gomes
Desencarnou hoje, às primeiras horas do dia a nossa querida irmã Celme dos Santos Gomes,
esposa do querido José Gomes.
Ambos foram criados na Escola Jesus Cristo, respectivamente na "Casa da Criança", um orfanato de meninas e no "Lar dos Meninos" o mesmo para meninos.
O corpo de Celme foi velado na Sala Clóvis Tavares e o enterro deu-se no Cemitério do Caju, no Jazigo da Escola Jesus Cristo.
O irmão Rubinho fez uma despedida de nossa Celme e eu também quis falar para a família, uma vez que sinto-me irmão tanto de Celme, quanto de José.
Lembrei que a união dos dois é fruto de um sonho de Nina, que ao desencarnar na casa do Vovô Virgílio, pediu a meu Pai, para fundar um orfanato para menores desamparados.
Clóvis cumpriu a promessa a fundou dois orfanatos, que foram casas para aquelas crianças.
Duas delas, foram Celme e José.
Hoje na despedida de Celme, a segunda e a terceira geração dos "meninos" da Escola Jesus Cristo estavam presentes.
Na foto, dois momentos de Clóvis e Celme em Belo Horizonte, na época em que Clóvis levou a nossa querida Celme para tratamento na capital mineira aos cuidados do querido Rubens Romanelli.
Deus acompanhe e guarde a nossa já saudosa Celme!
segunda-feira, maio 25, 2009
Verônica, a Hemorroíssa
Flávio Mussa Tavares
Para uns se chamava Berenice,
Verônica para outros.
De alegria cativante, esta mulher,
Secou a lágrima de um enfermo e disse:
-Coragem amigo, pois nosso Deus é esperança.
Agia assim desde criança.
Casou-se com jovem construtor.
Tiveram um filho, fruto de amor.
Entretanto, um tumor
Causou-lhe prolongada hemorragia.
Além de terebrante dor,
Era uma doença que lhe constrangia.
De acordo com a legislação
Tornara-se toda impura.
Nada mais ousasse tocar.
Estava sob tremenda maldição.
E esse seu mal não tinha cura.
De longe viu o filho a crescer
Sem poder amamentá-lo.
Ansiava ao colo tomá-lo,
Sonhava o esposo ter.
Todavia, a tradição
Expressa na Torah,
Enquistou-a em seu lar,
Oprimindo-lhe o coração.
Impedida de o filho criar
E de ser uma esposa de fato,
Assistiu seu esposo a deixar.
Não mais viu o recém nato.
Percorre uma via crucis
De esculápio a esculápio.
Muitas promessas à infeliz
De louco, charlatão e larápio.
Alijada do convívio social.
Nunca era vista nas ruas.
Absorvida em seu próprio mal,
Nem família e casa eram suas.
Decretada impura pela religião,
Dos velhos profetas de Israel.
O Levítico relegava-a a solidão,
Pois dizia que seu toque era fatal
Inoculando tudo alcançasse,
Com os miasmas de seu mal.
Ventos lhe trouxeram, entretanto,
Notícias de um taumaturgo
Que corria as estradas empoeiradas
Da Judéia, Galiléia e Samaria.
Curou Bartimeu, restaurou Maria.
Levando, assim, a paz a cada burgo.
Bem afamado este profeta se tornou.
Ensinava o homem a ser como criança.
Levantava os caídos falando-lhes do amor.
Esse santo, então, concentrou sua esperança.
Avistou-o, enfim, um dia.
Seria verdadeira a imagem que via?
Um homem irradiando tanta luz!
Seria a solução de seu destino
Aquele fogo no seu mediastino?
Disseram a ela que seu nome era Jesus.
Mas como apresentar-se a ele?
Como falar-lhe do seu mal?
Iria transgredir a lei e o tribunal.
Tocaria o manto dele,
E sararia afinal.
Aproximou-se pela retaguarda
Movida por coragem e tanto.
Por uma abertura nada larga
Tocou a orla de seu manto.
Foi então que sentiu atravessar seu dorso
Uma força que desconhecia.
Algo que um de nós, hoje, diria:
-Foi uma corrente elétrica,
Que lhe alcançou todo o corpo,
Deixando-lhe extática.
Após esse indescritível frenesi
Percebeu um misto de harmonia
Com o tremor que ainda sentia
Dentro de si.
Secara-lhe a fonte da hemorragia
E antes que pudesse afastar-se dali,
Jesus pára e desconfia
Que alguém o tocara ali.
Diz Pedro, o primeiro do time:
-Como saber? Se a multidão o comprime?
Mas sabe Jesus a que alude,
Pois viu e sentiu de si sair
Uma virtude!
Temendo e ainda tremendo, a ex-hemorroíssa,
Arriscou um julgamento com sua confissão.
Disse, prostrando-se no chão:
Fui eu Senhor, cometi uma injustiça?
Falou Jesus, todo bondade:
-Verônica, minha filha
Esteja curada de tua enfermidade
Sei que sabes quem eu sou
Mas creia que a verdadeira maravilha
Foi tua fé que te salvou!
sábado, maio 09, 2009
NÃO EXISTE MAIOR AMOR DO QUE ESTE, Clóvis Tavares
Clóvis Tavares
Ninguém tem maior amor do que este: de dar alguém a própria vida em favor dos seus amigos. Jo 15:13
Um jovem chinês, Té-Ha-Tá caminhava por uma estrada ao cair da tarde. Olhava ao longe as montanhas nevadas do Tibete, onde os velhos monges elevavam suas orações ao Senhor da Compaixão.
A uma volta do caminho, sobre uma eminência de pedra, surge repentinamente, para espanto e terror do jovem, um vulto que ele não tardou a reconhecer: era o pavoroso Han-Ru, o Anjo da Morte.
Té-Ha-Tá pressentiu no seu coração a desgraça para sua vida. O terrível anjo da destruição estava próximo a casa de sua noiva, a meiga Li-Tsen-Li...
O jovem perguntou atemorizado:
_Que fazes, Han-Ru, aqui perto da casa de minha noiva?
Pacientemente, o emissário do destino respondeu:
_É justa a tua inquietação, ó jovem. Vim a este recanto da Terra, buscar justamente Li-Tsen-Li. Na sabedoria das Leis divinas, está determinado que tua noiva cumpriu o tempo de sua vida neste mundo. É chegado o dia final de seu destino.
_Piedade, piedade, Han-Ru! É tão linda tão meiga minha noiva. Amo-a loucamente e tudo faria para salvá-la. Por Amor de Maia-Dêvi, deixa viver Li-Tsen-Li!
O Anjo da Morte silenciou, em profunda meditação e depois respondeu solenemente:
_A ti, devoto de Maia-Dêvi, é permitido obter uma graça do Céu. Podes prolongar a vida de tua noiva sob uma condição. Tens direito a uma vida longa e tranqüila, Te-Há-Tá. Restam-te ainda, agora vais saber, quarenta e seis anos de vida. Podes, entretanto, e esta é a condição ceder à tua noiva metade do teu tempo que te resta na carne. Li-Tsen-Li poderá viver em tua companhia, vinte e três anos, a metade do restante de tua vida. Terminado este prazo, ambos morrerão juntos, no mesmo instante. Aceitas a proposta?
Te-Há-Tá hesitou. Hesitou. Ceder a metade de sua vida? Sacrificar vinte e três anos em favor de sua amada? Que fazer? Que responder ao Anjo da Morte?
_Tua proposta, Han-Ru, é imensamente grave para mim. Podes esperar minha resposta até que eu ouça a opinião de meus três melhores amigos, que sempre me orientam na vida?
_Sim, ó jovem. Aguardarei, aqui mesmo tua resposta até antes do amanhecer.
Nessa mesma hora (já anoitecera...) Te-Há-Tá partiu lépido, em busca dos três conselheiros de sua vida.
O primeiro era um artista tibetano. Um escultor famoso. Seu conselho foi franco e sincero: a vida só é digna de ser vivida quando alimentada por uma grande e puro amor. E não existe amor verdadeiro sem renúncias e sacrifícios.
_Serás feliz Te-Há-Tá_ disse o artista_ se puderes demonstrar a grandeza de teu coração, medindo-a pela extensão de um ingente sacrifício. Pela mulher amada o homem deve sacrificar, meu amigo, não metade de sua vida, mas a existência inteira.
Esse foi o conselho do primeiro amigo.
Te-Há-Tá buscou o segundo conselheiro, um jovem mercados de peles, Nian-Si. Cientificado dos acontecimentos, respondeu o segundo amigo:
_É uma proposta louca, Te-Há-Tá! Onde já se viu um moço rico e cheio de saúde, como és, sacrificar a metade da vida por causa de uma mulher? Sem desprezar os valores e perfeições de tua noiva, digo-te que encontrarás por toda a parte, aqui no Tibete, atrás destas montanhas, milhões e milhões de mulheres lindas, tão lindas e tão belas como tua noiva... E quem pode prever o futuro, meu amigo? E se amanhã, dominada por uma paixão, Li-Tsen-Li te abandonar, esquecida do teu sacrifício e for viver, junto de outro coração, a vida que é uma parte de tua própria vida? Loucura, loucura, meu pobre Te-Há-Tá...
Em face das opiniões antagônicas dos seus dois amigos, cresceram a dúvida e a indecisão ainda mais no coração de Te-Há-Tá. E nesse estado mental, dirigiu-se à casa do seu velho e sábio conselheiro, o estudioso Kin-San.
O terceiro mentor assim opinou ao desorientado rapaz:
_Meu caro Te-Há-Tá, se amas realmente tua jovem noiva, deves ceder-lhe metade do teu tempo que te esta viver. Convém impor, entretanto, uma condição ao Anjo da Morte. A parcela de vida que cederes à tua noiva, poderá ser retomada por ti, a qualquer momento, em caso de infidelidade de tua futura esposa. Se ela se mostrar indigna do teu sacrifício, perderá o direito ao tempo de vida que lhe foi cedido. Fora disso, Te-Há-Tá, seria loucura. Fizeste bem em hesitar, sendo prudente. Só os insensatos é que nunca hesitam.
***
O jovem noivo aceitou a terceira solução, que imediatamente antes do amanhecer, levou ao Anjo da Morte.
O mensageiro divino aceitou a proposta de Te-Há-Ta e lhe respondeu:
-Está bem, Te-Há-Ta! Tua bondosa noiva Li-Tsen-Li viverá mais vinte e três anos. Esta parcela de vida não foi, porém dada e sim emprestada.
E o Anjo da Morte desapareceu.
O jovem Te-Há-Ta casou-se com Li-Tsen-Li e dentro de algum tempo eram considerados os esposos mais felizes de toda a região do Tibete. Li-Tsen-Li, após o matrimônio, passou a chamar-se Til-Long-Li, que quer dizer Minha Vida Querida.
Um dia, Te-Ha-Tá teve que fazer uma longa viagem e deixou sua amada esposa e um filhinho de poucas semanas em casa de seus pais. Quando regressou, alguns meses depois, teve a dolorosa surpresa de encontrar seus três amigos, de fisionomia triste e abatida, a sua espera, à entrada da povoação em que vivia. Seu coração sobressaltou, não vendo a esposa à sua espera.
-Onde está Minha Vida Querida?Por que não veio se lhe mandei aviso de meu regresso?
-Enche de coragem teu coração, ó Te-Há-Tá: uma grande desgraça, há três dias, caiu sobre tua vida...
-Desgraça? Que foi? Digam-me, digam-me a verdade. Onde está minha esposa?
-Morreu, meu amigo_ respondeu o mais velho.
-Morreu? Não é possível. Não é possível... Eu sacrifiquei Por ela metade de minha vida...
E o jovem, em pranto convulsivo, começou a blasfemar contra o Senhor da Compaixão. Erguia os braços para o Céu, punhos cerrados, em furor, revoltado, blasfemando o Santo nome de Deus...
Os amigos se afastaram, deixando-o dar expansão à sua angústia e sem poderem demove-lo de sua revolta.
Eis senão quando, no auge de nova explosão de sofrimento, surge diante do moço enlouquecido de dor, a figura de Han-Ru, o Anjo da Morte.
-Han-Ru, faltaste à tua palavra... Onde está minha esposa? Que fizeste de Li-Long-Li?
-Acalma-te e escuta, Te-Ha-Tá. Devo dizer-te a verdade, a fim de que não continues a blasfemar contra o Senhor da Compaixão. Tua esposa, bem sabes, deveria viver mais vinte e três anos. Há poucos dias, porém, o teu filhinho adoeceu gravemente e iria morrer. Que fez tua esposa? Pediu a Deus em comovedora oração, que a vida dela fosse dada ao pequenino enfermo. Que a criança pudesse viver, embora com o sacrifício de sua vida. E assim aconteceu, Te-Ha-Tá. Salvou-se o teu filho, mas a tua esposa, morreu...
E diante do assombro do jovem aflito, o Anjo da Morte, concluiu:
-Enquanto tu, como noivo, hesitaste em ceder-lhe a metade de tua vida, ela, mãe extremosa, não hesitou um segundo sequer, em dar, pelo filhinho, a vida inteira...
***
Esta jovem mãe tibetana é um símbolo, uma imagem de nossas mães amadas, a quem hoje rendemos homenagem. Elas são realmente, como conceituava Almeida Garret, “a mais bela obra de Deus”. Seu amor nos acompanha todos os dias da vida e além da morte. Sua imagem torna-se escudo de nossas almas, alimento de nosso coração, síntese das afeições humanas. Seus sacrifícios ocultos são muitas vezes o preço de nossa formação moral. Suas lágrimas afiançam diante de Deus, sem o sabermos, a proteção do Céu sobre as nossas vidas.
( Do livro SAL DA TERRA, Scortecci, 2005)
sábado, maio 02, 2009
Clóvis Tavares e Pietro Ubaldi
Ano de 1951. Clóvis Tavares é o intérprete de Pietro Ubaldi em incontáveis conferências por todo o país.
Esta foto , ainda desconhecida de muitos de nós, mostra Pietro Ubaldi, na sala de estar da casa de Batista Lino, da LAKE. Clóvis está ao fundo com um menino ao colo, que acredito ser o pequeno Batuirinha .
sábado, abril 25, 2009
II Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier: RESENHA
Aconteceu, no Centro Poliesportivo de Pedro Leopoldo (Ceppel), nos dias 18, 19 e 20 de abril de 2009, o II Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier e sua Obra, contando com a presença estimada de 1.500 pessoas de diferentes regiões do Brasil, além de companheiros vindos da Inglaterra e de Portugal.
Segundo o pedroleopoldense e presidente da Aliança Espírita Municipal de Pedro Leopoldo, Jhon Harley M. Marques, “o Encontro foi mais uma promoção das alianças municipais espíritas das cidades de Pedro Leopoldo e de Uberaba, que se uniram novamente não com a intenção de mitificar a figura humana de Francisco Cândido Xavier, o Chico Xavier, mas divulgar seus exemplos de renúncia e de amor, inspirados em nosso Senhor Jesus Cristo. O objetivo do Encontro é incentivar a leitura e o estudo das obras psicografadas por Chico Xavier, por entendermos que elas representam o desdobramento das obras da codificação espírita. Com Jesus e Kardec, inspirados nas obras e nos exemplos deixados por Chico Xavier, esperamos dar a nossa parcela de colaboração para o fortalecimento do nosso movimento, em bases de amor, solidariedade e respeito pelas diferenças.”
Muitos expositores convidados falaram sobre a vida e as obras de Chico Xavier, dentre eles Geraldo Lemos Neto, diretor do Vinha de Luz – Serviço Editorial, da cidade de Belo Horizonte MG, um dos coordenadores do evento e idealizador da Casa de Chico Xavier em Pedro Leopoldo. Geraldo, que conviveu muito proximamente de Chico, declarou a todos que “falar do Chico é falar do respeito ao povo mais humilde, da solidariedade para com os sofredores e do amor ao próximo como Jesus nos ensinou e amou. Chico, como fiel servidor do Cristo, demonstrou, na teoria e na prática, a recomendação evangélica do ‘amai-vos uns aos outros’ ”.
18 de abril, sábado - 152 anos da codificação kardequiana
O II Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier e sua Obra foi aberto com a participação alegre da Banda Bênção de Paz, de São Paulo, que muitas vezes entreteu Chico Xavier em Uberaba. A prece inicial foi proferida pela sobrinha de Chico Xavier, Marta Xavier, e a primeira palestra do dia ficou sob a responsabilidade do Sr. Nestor Massotti, presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB) e do Conselho Espírita Internacional (CEI), que apresentou, com muita propriedade, um relato histórico sobre a mediunidade através dos tempos, destacando a importância das obras psicografadas deixadas por Chico Xavier.
Na sequência, o uberabense Carlos Baccelli, do Lar Espírita Pedro e Paulo (LEEP), destacou a estreita ligação das obras de Chico Xavier com as obras da codificação espírita como desdobramento natural da obra de Allan Kardec, enfatizando ainda que o primeiro livro de Chico, Parnaso de além-túmulo, é a edição em versos de O Livro dos Espíritos.
Já o paulistano Rubens S. Germinhasi, um dos editores das obras de Chico através do Instituto de Divulgação Editora André Luiz (Ideal), de São Paulo SP, discorreu sobre o aparecimento da escrita, seus diferentes caracteres, até o surgimento do livro como repositório do manancial de sabedoria dos povos, ressaltando a importância da incomparável obra mediúnica de Chico Xavier para a cultura espiritual do planeta terrestre.
Geraldo Lemos Neto, que dirige o departamento editorial da Fraternidade Espírita Cristã Francisco de Assis de Belo Horizonte MG, o Vinha de Luz, falou sobre a grande tarefa destinada ao Brasil como “coração do mundo e pátria do Evangelho” e a ligação do espírito de Emmanuel com as terras do Cruzeiro do Sul, destacando a importância do livro espírita-cristão que, no dizer do benfeitor amigo, vem “dar espírito ao gigante”. Neste particular, segundo Geraldo, a obra de Chico Xavier é inigualável, atingindo a marca de 450 títulos publicados até então, (18 de abril), dia do livro espírita, aniversário dos 152 anos da codificação kardequiana. Aproveitando a ocasião, Geraldinho, como é conhecido, lançou pelo Vinha de Luz mais três obras importantes: duas da psicografia de Chico Xavier - Iluminuras, pelo espírito Emmanuel e organizado por Cezar Carneiro de Souza, e Pérolas de Sabedoria, pelos espíritos Emmanuel e Neio Lúcio, organizado por Braz José Marques. O terceiro livro lançado na ocasião, Chiquito, da autora portuguesa Julieta Marques, traz belíssimas ilustrações de Luiz Augusto da Costa e é o primeiro livro infantil da editora, que conta a história de vida de Chico Xavier em linguagem simples e acessível, que agrada as “crianças de todas as idades”. Durante o lançamento dos livros, Geraldo Lemos Neto convidou à palavra a Sra. Wanda Amorim Joviano, filha do casal Dr. Rômulo e D. Maria Joviano, ele chefe do Chico na Fazenda Modelo de Pedro Leopoldo, sendo ambos verdadeiros baluartes na Terra para a obra iniciante do medianeiro querido. Wanda Joviano teceu belos comentários sobre o ambiente da Fazenda, na ocasião sua residência, onde se realizava o culto doméstico do Evangelho no lar da família de Arthur Joviano, (nosso benfeitor Neio Lúcio), com a presença semanal de Chico Xavier na tarefa psicográfica, cujas produções, das décadas de 30 a 50, foram recentemente trazidas a lume pelo Vinha de Luz em seus Sementeira de luz, Deus conosco e Militares no Além.
Para finalizar as tarefas do sábado, e seguindo com a programação do Encontro denominada “Notas de Emoção – Homenagem a Chico Xavier”, o Coral Espírita Vida e Luz, da Irradiação Espírita Cristã da cidade de Goiânia GO, levou a assembleia às lágrimas copiosas do mais puro enlevo, enquanto as aquarelas de Luiz Augusto da Costa, em torno da vida de Chico na infância, juventude e madureza (do livro Chiquito), eram mostradas nos telões do ginásio. No encerramento, foram exibidas ainda, durante 16 minutos, imagens de Chico Xavier por ele mesmo em videodocumentário cedido por Oceano Vieira de Melo, da DVD Versátil Home Video. Ao som da música “Chico Xavier,” do cantor e compositor Fábio Júnior, e sob cenas da antiga Pedro Leopoldo espírita transmitidas nos telões, os participantes do II Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier e sua Obra se despediram emocionados.
19 de abril – domingo
A abertura do evento no domingo foi feita sob a prece de Neusa, da caravana de Sergipe, e para deleite e entusiasmo dos participantes o Coral Vida e Luz de Goiânia realizou novamente belíssima e comovente apresentação.
O Dr. Luiz Carlos Lopes Moreira, Secretário de Saúde do município de Pedro Leopoldo, falou com entusiasmo sobre a Fundação Cultural Chico Xavier, instituída em Pedro Leopoldo no dia 2 de abril de 2004. O secretário destacou também a construção na cidade do Memorial Chico Xavier, localizado no Açude do Capão, lugar onde Chico Xavier viu seu benfeitor Emmanuel pela primeira vez, em 1931.
Seguindo com as palestras, Cezar Carneiro de Souza, como bom contador de casos, brindou a todos com episódios pitorescos da “presença de espírito” de Chico Xavier, terminando por analisar a ligação extraordinária de sua obra bibliográfica mediúnica com o pentateuco de Allan Kardec.
O Centro Espírita Luiz Gonzaga, primeira instituição espírita fundada em Pedro Leopoldo por Chico, também esteve representado por sua vice-presidente, a Sra. Célia Diniz, que falou da importância de Chico Xavier e sua amizade, abordando momentos, lembranças e aprendizados da sua família com o médium do Parnaso de além-túmulo, testemunhando pessoalmente, como mãe espírita, a provação de ver um filho partir para a vida espiritual e a consolação advinda da mediunidade de Chico.
No intervalo, Dr. Eurípedes Humberto Higino dos Reis, filho adotivo de Chico Xavier, ofereceu placa homenageando a Sra. Maria Luiza Diniz (Lia), esposa de Lico Diniz, e atual presidente do Centro Espírita Luiz Gonzaga, pelos anos de amor e dedicação ao ideal espírita na cidade de Pedro Leopoldo.
Julieta Marques, da cidade de Lagos, no Algarves, Portugal, assumiu a tribuna para proferir veemente palestra em torno da luz que envolve os povos de língua portuguesa. Julieta, que veio ao Brasil especialmente para participar do Encontro e para lançamento de seu livro Chiquito, ressaltou na oportunidade que Portugal é conhecida como Luzitânia, “a terra da luz”, e - lembrando o livro de Humberto de Campos por Chico Xavier -, afirmou que não foi sem razão que seu país foi escolhido pelo Cristo para ser a nação descobridora do Brasil, influindo decisivamente nos destinos do “coração do mundo”. Julieta finalizou sua palestra falando dos muitos exemplos de vida de Chico Xavier, para quem dedicou o seu livro biográfico infantil, lançado no evento pelo Vinha de Luz.
Divaldinho Mattos, da cidade de Votuporanga SP, abordou as diferentes contribuições das obras produzidas pela mediunidade de Chico Xavier na construção de uma sociedade mais fraterna e mais feliz. Terminando o ciclo de palestras, emocionou a assembleia citando os exemplos de amor, de amizade e de carinho que Chico nos deixou, sendo sucedido pela dupla de cantores de Uberaba, Sérgio e Marlene, que fechou o dia com belas melodias ao canto e ao violão, acompanhados por todos os circunstantes, que se emocionaram com as músicas que Chico Xavier mais gostava, como a “Hi, Lilli, Hi, Lo”, do músico norte-americano Gene Vincent, e “Nossa Senhora”, de Roberto Carlos.
20 de abril – segunda-feira
Na segunda-feira, dia 20, como parte da programação e do encerramento do evento, cerca de 500 pessoas se reuniram na Praça Chico Xavier, primeira homenagem pública do povo pedroleopoldense ao “médium do século”, para percorrer os “Caminhos de Luz Chico Xavier”, passando pelo Centro Espírita Luiz Gonzaga, pelo Centro Espírita Meimei e pela Casa de Chico Xavier. Este roteiro foi instituído pela Fundação Cultural Chico Xavier em 2 de julho de 2005 para marcar os pontos mais significativos da vida do médium, quando ele esteve, por 49 anos, na cidade de Pedro Leopoldo. A caminhada, sob a coordenação de Jhon Harley M. Marques, teve seu término na Fazenda Modelo, com a prece de Wanda Amorim Joviano, a filha de Dr. Rômulo Joviano, no local onde o Chico trabalhou por muitos anos e psicografou belíssimas obras, como os romances de Emmanuel e a série de André Luiz. A caminhada contou com o apoio e a participação do Grupo Anos Dourados, do Grupo de Escoteiros Fernão Dias e de um grupo de estudantes do curso de Educação Física da Escola Unipac de Matozinhos, cidade próxima a Pedro Leopoldo.
Homenagem e agradecimentos
Durante o II Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier e sua Obra o pedroleopoldense e memorialista Geraldo Leão foi homenageado pelo trabalho que vem realizando no sentido de resgatar, recuperar e preservar fotos, documentos e depoimentos historicamente importantes sobre o município de Pedro Leopoldo e a trajetória de seu filho mais ilustre, o cidadão Francisco Cândido Xavier.
Para os organizadores do Encontro, o empenho do prefeito de Pedro Leopoldo, Dr. Marcelo Jerônimo Gonçalves, e de toda a sua equipe foram de fundamental importância para que o evento transcorresse com a segurança e a tranquilidade indispensáveis e registra aqui agradecimentos sinceros a todos que trabalharam para os bons sucedâneos desta iniciativa: patrocinadores, colaboradores - representados pela Srta. Etel Cristina Pires e toda a sua equipe -, as editoras GEEM – Grupo Espírita Emmanuel, de São Bernardo do Campo SP, Ideal – Instituto de Difusão Espírita André Luiz, de São Paulo SP, Feego – Federação Espírita do Estado de Goiás, Boa Nova, de São Paulo SP, LEEP – Lar Espírita Pedro e Paulo, de Uberaba MG, Vinha de Luz – Serviço Editorial, de Belo Horizonte MG, DVD Versátil Home Video, de São Paulo SP, Grupo Espírita da Prece e Museu Chico Xavier de Uberaba MG, e Casa de Chico Xavier, de Pedro Leopoldo MG.
Em 2010, aproveitando o centenário de nascimento de Chico Xavier, o III Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier e sua Obra acontecerá na cidade de Uberaba, dentre as muitas homenagens que acontecerão no referido ano em todas as regiões brasileiras. Desde já fica registrado o convite a toda comunidade amiga de Chico Xavier e de sua obra para que lá compareça.
Segundo o pedroleopoldense e presidente da Aliança Espírita Municipal de Pedro Leopoldo, Jhon Harley M. Marques, “o Encontro foi mais uma promoção das alianças municipais espíritas das cidades de Pedro Leopoldo e de Uberaba, que se uniram novamente não com a intenção de mitificar a figura humana de Francisco Cândido Xavier, o Chico Xavier, mas divulgar seus exemplos de renúncia e de amor, inspirados em nosso Senhor Jesus Cristo. O objetivo do Encontro é incentivar a leitura e o estudo das obras psicografadas por Chico Xavier, por entendermos que elas representam o desdobramento das obras da codificação espírita. Com Jesus e Kardec, inspirados nas obras e nos exemplos deixados por Chico Xavier, esperamos dar a nossa parcela de colaboração para o fortalecimento do nosso movimento, em bases de amor, solidariedade e respeito pelas diferenças.”
Muitos expositores convidados falaram sobre a vida e as obras de Chico Xavier, dentre eles Geraldo Lemos Neto, diretor do Vinha de Luz – Serviço Editorial, da cidade de Belo Horizonte MG, um dos coordenadores do evento e idealizador da Casa de Chico Xavier em Pedro Leopoldo. Geraldo, que conviveu muito proximamente de Chico, declarou a todos que “falar do Chico é falar do respeito ao povo mais humilde, da solidariedade para com os sofredores e do amor ao próximo como Jesus nos ensinou e amou. Chico, como fiel servidor do Cristo, demonstrou, na teoria e na prática, a recomendação evangélica do ‘amai-vos uns aos outros’ ”.
18 de abril, sábado - 152 anos da codificação kardequiana
O II Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier e sua Obra foi aberto com a participação alegre da Banda Bênção de Paz, de São Paulo, que muitas vezes entreteu Chico Xavier em Uberaba. A prece inicial foi proferida pela sobrinha de Chico Xavier, Marta Xavier, e a primeira palestra do dia ficou sob a responsabilidade do Sr. Nestor Massotti, presidente da Federação Espírita Brasileira (FEB) e do Conselho Espírita Internacional (CEI), que apresentou, com muita propriedade, um relato histórico sobre a mediunidade através dos tempos, destacando a importância das obras psicografadas deixadas por Chico Xavier.
Na sequência, o uberabense Carlos Baccelli, do Lar Espírita Pedro e Paulo (LEEP), destacou a estreita ligação das obras de Chico Xavier com as obras da codificação espírita como desdobramento natural da obra de Allan Kardec, enfatizando ainda que o primeiro livro de Chico, Parnaso de além-túmulo, é a edição em versos de O Livro dos Espíritos.
Já o paulistano Rubens S. Germinhasi, um dos editores das obras de Chico através do Instituto de Divulgação Editora André Luiz (Ideal), de São Paulo SP, discorreu sobre o aparecimento da escrita, seus diferentes caracteres, até o surgimento do livro como repositório do manancial de sabedoria dos povos, ressaltando a importância da incomparável obra mediúnica de Chico Xavier para a cultura espiritual do planeta terrestre.
Geraldo Lemos Neto, que dirige o departamento editorial da Fraternidade Espírita Cristã Francisco de Assis de Belo Horizonte MG, o Vinha de Luz, falou sobre a grande tarefa destinada ao Brasil como “coração do mundo e pátria do Evangelho” e a ligação do espírito de Emmanuel com as terras do Cruzeiro do Sul, destacando a importância do livro espírita-cristão que, no dizer do benfeitor amigo, vem “dar espírito ao gigante”. Neste particular, segundo Geraldo, a obra de Chico Xavier é inigualável, atingindo a marca de 450 títulos publicados até então, (18 de abril), dia do livro espírita, aniversário dos 152 anos da codificação kardequiana. Aproveitando a ocasião, Geraldinho, como é conhecido, lançou pelo Vinha de Luz mais três obras importantes: duas da psicografia de Chico Xavier - Iluminuras, pelo espírito Emmanuel e organizado por Cezar Carneiro de Souza, e Pérolas de Sabedoria, pelos espíritos Emmanuel e Neio Lúcio, organizado por Braz José Marques. O terceiro livro lançado na ocasião, Chiquito, da autora portuguesa Julieta Marques, traz belíssimas ilustrações de Luiz Augusto da Costa e é o primeiro livro infantil da editora, que conta a história de vida de Chico Xavier em linguagem simples e acessível, que agrada as “crianças de todas as idades”. Durante o lançamento dos livros, Geraldo Lemos Neto convidou à palavra a Sra. Wanda Amorim Joviano, filha do casal Dr. Rômulo e D. Maria Joviano, ele chefe do Chico na Fazenda Modelo de Pedro Leopoldo, sendo ambos verdadeiros baluartes na Terra para a obra iniciante do medianeiro querido. Wanda Joviano teceu belos comentários sobre o ambiente da Fazenda, na ocasião sua residência, onde se realizava o culto doméstico do Evangelho no lar da família de Arthur Joviano, (nosso benfeitor Neio Lúcio), com a presença semanal de Chico Xavier na tarefa psicográfica, cujas produções, das décadas de 30 a 50, foram recentemente trazidas a lume pelo Vinha de Luz em seus Sementeira de luz, Deus conosco e Militares no Além.
Para finalizar as tarefas do sábado, e seguindo com a programação do Encontro denominada “Notas de Emoção – Homenagem a Chico Xavier”, o Coral Espírita Vida e Luz, da Irradiação Espírita Cristã da cidade de Goiânia GO, levou a assembleia às lágrimas copiosas do mais puro enlevo, enquanto as aquarelas de Luiz Augusto da Costa, em torno da vida de Chico na infância, juventude e madureza (do livro Chiquito), eram mostradas nos telões do ginásio. No encerramento, foram exibidas ainda, durante 16 minutos, imagens de Chico Xavier por ele mesmo em videodocumentário cedido por Oceano Vieira de Melo, da DVD Versátil Home Video. Ao som da música “Chico Xavier,” do cantor e compositor Fábio Júnior, e sob cenas da antiga Pedro Leopoldo espírita transmitidas nos telões, os participantes do II Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier e sua Obra se despediram emocionados.
19 de abril – domingo
A abertura do evento no domingo foi feita sob a prece de Neusa, da caravana de Sergipe, e para deleite e entusiasmo dos participantes o Coral Vida e Luz de Goiânia realizou novamente belíssima e comovente apresentação.
O Dr. Luiz Carlos Lopes Moreira, Secretário de Saúde do município de Pedro Leopoldo, falou com entusiasmo sobre a Fundação Cultural Chico Xavier, instituída em Pedro Leopoldo no dia 2 de abril de 2004. O secretário destacou também a construção na cidade do Memorial Chico Xavier, localizado no Açude do Capão, lugar onde Chico Xavier viu seu benfeitor Emmanuel pela primeira vez, em 1931.
Seguindo com as palestras, Cezar Carneiro de Souza, como bom contador de casos, brindou a todos com episódios pitorescos da “presença de espírito” de Chico Xavier, terminando por analisar a ligação extraordinária de sua obra bibliográfica mediúnica com o pentateuco de Allan Kardec.
O Centro Espírita Luiz Gonzaga, primeira instituição espírita fundada em Pedro Leopoldo por Chico, também esteve representado por sua vice-presidente, a Sra. Célia Diniz, que falou da importância de Chico Xavier e sua amizade, abordando momentos, lembranças e aprendizados da sua família com o médium do Parnaso de além-túmulo, testemunhando pessoalmente, como mãe espírita, a provação de ver um filho partir para a vida espiritual e a consolação advinda da mediunidade de Chico.
No intervalo, Dr. Eurípedes Humberto Higino dos Reis, filho adotivo de Chico Xavier, ofereceu placa homenageando a Sra. Maria Luiza Diniz (Lia), esposa de Lico Diniz, e atual presidente do Centro Espírita Luiz Gonzaga, pelos anos de amor e dedicação ao ideal espírita na cidade de Pedro Leopoldo.
Julieta Marques, da cidade de Lagos, no Algarves, Portugal, assumiu a tribuna para proferir veemente palestra em torno da luz que envolve os povos de língua portuguesa. Julieta, que veio ao Brasil especialmente para participar do Encontro e para lançamento de seu livro Chiquito, ressaltou na oportunidade que Portugal é conhecida como Luzitânia, “a terra da luz”, e - lembrando o livro de Humberto de Campos por Chico Xavier -, afirmou que não foi sem razão que seu país foi escolhido pelo Cristo para ser a nação descobridora do Brasil, influindo decisivamente nos destinos do “coração do mundo”. Julieta finalizou sua palestra falando dos muitos exemplos de vida de Chico Xavier, para quem dedicou o seu livro biográfico infantil, lançado no evento pelo Vinha de Luz.
Divaldinho Mattos, da cidade de Votuporanga SP, abordou as diferentes contribuições das obras produzidas pela mediunidade de Chico Xavier na construção de uma sociedade mais fraterna e mais feliz. Terminando o ciclo de palestras, emocionou a assembleia citando os exemplos de amor, de amizade e de carinho que Chico nos deixou, sendo sucedido pela dupla de cantores de Uberaba, Sérgio e Marlene, que fechou o dia com belas melodias ao canto e ao violão, acompanhados por todos os circunstantes, que se emocionaram com as músicas que Chico Xavier mais gostava, como a “Hi, Lilli, Hi, Lo”, do músico norte-americano Gene Vincent, e “Nossa Senhora”, de Roberto Carlos.
20 de abril – segunda-feira
Na segunda-feira, dia 20, como parte da programação e do encerramento do evento, cerca de 500 pessoas se reuniram na Praça Chico Xavier, primeira homenagem pública do povo pedroleopoldense ao “médium do século”, para percorrer os “Caminhos de Luz Chico Xavier”, passando pelo Centro Espírita Luiz Gonzaga, pelo Centro Espírita Meimei e pela Casa de Chico Xavier. Este roteiro foi instituído pela Fundação Cultural Chico Xavier em 2 de julho de 2005 para marcar os pontos mais significativos da vida do médium, quando ele esteve, por 49 anos, na cidade de Pedro Leopoldo. A caminhada, sob a coordenação de Jhon Harley M. Marques, teve seu término na Fazenda Modelo, com a prece de Wanda Amorim Joviano, a filha de Dr. Rômulo Joviano, no local onde o Chico trabalhou por muitos anos e psicografou belíssimas obras, como os romances de Emmanuel e a série de André Luiz. A caminhada contou com o apoio e a participação do Grupo Anos Dourados, do Grupo de Escoteiros Fernão Dias e de um grupo de estudantes do curso de Educação Física da Escola Unipac de Matozinhos, cidade próxima a Pedro Leopoldo.
Homenagem e agradecimentos
Durante o II Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier e sua Obra o pedroleopoldense e memorialista Geraldo Leão foi homenageado pelo trabalho que vem realizando no sentido de resgatar, recuperar e preservar fotos, documentos e depoimentos historicamente importantes sobre o município de Pedro Leopoldo e a trajetória de seu filho mais ilustre, o cidadão Francisco Cândido Xavier.
Para os organizadores do Encontro, o empenho do prefeito de Pedro Leopoldo, Dr. Marcelo Jerônimo Gonçalves, e de toda a sua equipe foram de fundamental importância para que o evento transcorresse com a segurança e a tranquilidade indispensáveis e registra aqui agradecimentos sinceros a todos que trabalharam para os bons sucedâneos desta iniciativa: patrocinadores, colaboradores - representados pela Srta. Etel Cristina Pires e toda a sua equipe -, as editoras GEEM – Grupo Espírita Emmanuel, de São Bernardo do Campo SP, Ideal – Instituto de Difusão Espírita André Luiz, de São Paulo SP, Feego – Federação Espírita do Estado de Goiás, Boa Nova, de São Paulo SP, LEEP – Lar Espírita Pedro e Paulo, de Uberaba MG, Vinha de Luz – Serviço Editorial, de Belo Horizonte MG, DVD Versátil Home Video, de São Paulo SP, Grupo Espírita da Prece e Museu Chico Xavier de Uberaba MG, e Casa de Chico Xavier, de Pedro Leopoldo MG.
Em 2010, aproveitando o centenário de nascimento de Chico Xavier, o III Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier e sua Obra acontecerá na cidade de Uberaba, dentre as muitas homenagens que acontecerão no referido ano em todas as regiões brasileiras. Desde já fica registrado o convite a toda comunidade amiga de Chico Xavier e de sua obra para que lá compareça.
quinta-feira, abril 23, 2009
COITADINHO DE MIM ! ?
Jerônimo Mendonça nasceu em Ituiutaba (MG), em 1 de Novembro de 1939, tendo desencarnado em 25 de Novembro de 1989. A vida do médium Jerônimo Mendonça foi um exemplo de superação de limites. Totalmente paralítico há mais de trinta anos, sem mover nem o pescoço, cego há mais de vinte anos, com artrite reumatóide que lhe dava dores terríveis no peito e em todo o corpo, era levado por mãos amigas por todo o Brasil a fora para proferir palestras. Foi tão grande o seu exemplo que foi apelidado “O Gigante Deitado” pelos amigos e pela imprensa.
Houve uma época, em meados de 1960, quando ainda enxergava, que Jerônimo quase desencarnou. Uma hemorragia acentuada, das vias urinárias, o acometeu.. Estava internado num hospital de Ituiutaba quando o médico, amigo, chamou seus companheiros espíritas que ali estavam e lhes disse que o caso não tinha solução. A hemorragia não cedia e ele ia desencarnar.
- Doutor, será que podemos pelo menos levá-lo até Uberaba, para despedir-se de Chico Xavier? Eles são muitos amigos.
- Só se for de avião. De carro ele morre no meio do caminho.
Um de seus amigos tinha avião. Levaram-no para Uberaba. O lençol que o cobria era branco. Quando chegaram a Uberaba, estava vermelho, tinto de sangue. Chegaram à Comunhão Espírita, onde o Chico trabalhava então. Naquela hora ele não estava, participava de trabalho de peregrinação, visita fraterna, levando o pão e o evangelho aos pobres e doentes.
Ao chegar, vendo o amigo vermelho de sangue disse o Chico:
- Olha só quem está nos visitando! O Jerônimo! Está parecendo uma rosa vermelha!
Vamos todos dar uma beijo nessa rosa, mas com muito cuidado para ela não “despetalar”.
Um a um os companheiros passavam e lhe davam um suave beijo no rosto. Ele sentia a vibração da energia fluídica que recebia em cada beijo. Finalmente, Chico deu-lhe um beijo, colocando a mão no seu abdome, permanecendo assim por alguns minutos. Era a sensação de um choque de alta voltagem saindo da mão de Chico, o que Jerônimo percebeu. A hemorragia parou.
Ele que, fraco, havia ido ali se despedir, para desencarnar, acabou fazendo a explanação evangélica, a pedido de Chico, em seguida vem a explicação:
- Você sabe o porquê desta hemorragia, Jerônimo?
- Não, Chico.
- Foi porque você aceitou o “Coitadinho”. Coitadinho do Jerônimo, coitadinho... Você desenvolveu a autopiedade. Começou a ter dó de você mesmo. Isso gerou um processo destrutivo. O seu pensamento negativo fluidicamente interferiu no seu corpo físico, gerando a lesão. Doravante, Jerônimo, vença o coitadinho. Tenha bom ânimo, alegre-se, cante, brinque, para que os outros não sintam piedade de você.
Ele seguiu o conselho. A partir de então, após as palestras, ele cantava e contava histórias hilariantes sobre as suas dificuldades. A maioria das pessoas esquecia, nestes momentos, que ele era cego e paralítico. Tornava-se igual aos sadios.
Sobreviveu quase trinta anos após a hemorragia “fatal”. Venceu o “coitadinho”.
Que essa história nos seja um exemplo, para que nos momentos difíceis tenhamos bom ânimo, vencendo a nossa tendência natural de autopiedade e esmorecimento.
Extraído do Jornal Espírita de Setembro de 2007.
Houve uma época, em meados de 1960, quando ainda enxergava, que Jerônimo quase desencarnou. Uma hemorragia acentuada, das vias urinárias, o acometeu.. Estava internado num hospital de Ituiutaba quando o médico, amigo, chamou seus companheiros espíritas que ali estavam e lhes disse que o caso não tinha solução. A hemorragia não cedia e ele ia desencarnar.
- Doutor, será que podemos pelo menos levá-lo até Uberaba, para despedir-se de Chico Xavier? Eles são muitos amigos.
- Só se for de avião. De carro ele morre no meio do caminho.
Um de seus amigos tinha avião. Levaram-no para Uberaba. O lençol que o cobria era branco. Quando chegaram a Uberaba, estava vermelho, tinto de sangue. Chegaram à Comunhão Espírita, onde o Chico trabalhava então. Naquela hora ele não estava, participava de trabalho de peregrinação, visita fraterna, levando o pão e o evangelho aos pobres e doentes.
Ao chegar, vendo o amigo vermelho de sangue disse o Chico:
- Olha só quem está nos visitando! O Jerônimo! Está parecendo uma rosa vermelha!
Vamos todos dar uma beijo nessa rosa, mas com muito cuidado para ela não “despetalar”.
Um a um os companheiros passavam e lhe davam um suave beijo no rosto. Ele sentia a vibração da energia fluídica que recebia em cada beijo. Finalmente, Chico deu-lhe um beijo, colocando a mão no seu abdome, permanecendo assim por alguns minutos. Era a sensação de um choque de alta voltagem saindo da mão de Chico, o que Jerônimo percebeu. A hemorragia parou.
Ele que, fraco, havia ido ali se despedir, para desencarnar, acabou fazendo a explanação evangélica, a pedido de Chico, em seguida vem a explicação:
- Você sabe o porquê desta hemorragia, Jerônimo?
- Não, Chico.
- Foi porque você aceitou o “Coitadinho”. Coitadinho do Jerônimo, coitadinho... Você desenvolveu a autopiedade. Começou a ter dó de você mesmo. Isso gerou um processo destrutivo. O seu pensamento negativo fluidicamente interferiu no seu corpo físico, gerando a lesão. Doravante, Jerônimo, vença o coitadinho. Tenha bom ânimo, alegre-se, cante, brinque, para que os outros não sintam piedade de você.
Ele seguiu o conselho. A partir de então, após as palestras, ele cantava e contava histórias hilariantes sobre as suas dificuldades. A maioria das pessoas esquecia, nestes momentos, que ele era cego e paralítico. Tornava-se igual aos sadios.
Sobreviveu quase trinta anos após a hemorragia “fatal”. Venceu o “coitadinho”.
Que essa história nos seja um exemplo, para que nos momentos difíceis tenhamos bom ânimo, vencendo a nossa tendência natural de autopiedade e esmorecimento.
Extraído do Jornal Espírita de Setembro de 2007.
"Célia Lúcius, Santa Marina", lançado no Recife
Na semana santa, mais precisamente no dia 09 de abril último, estivemos Rosane e eu a convite do Professor Humberto Vasconcelos, na bela cidade do Recife para lançar na terra pernambucana o livro "Célia Lúcius, Santa Marina".
A visita foi muito auspiciosa, pois conhecemos ilustres companheiros pernambucanos e tivemos o privilégio de nos hospedar em uma família genuinamente espírita-cristã, da tradição do saudoso Peixotinho.
Após a exibição de alguns slides sobre o livro, autografei alguns exemplares.
A estadia no Recife ainda nos foi presenteada com uma visita a cidade Nova Jerusalém, quando assistimos à inesquecível Paixão de Cristo.
Que Jesus abençoe a família grande e bela de Joana Peixoto e Humberto Vasconcelos e que os laços que estreitam a Escola Jesus Cristo ao Grupo Peixotinho daquela cidade, estejam sempre e cada vez mais estreitos.
A visita foi muito auspiciosa, pois conhecemos ilustres companheiros pernambucanos e tivemos o privilégio de nos hospedar em uma família genuinamente espírita-cristã, da tradição do saudoso Peixotinho.
Após a exibição de alguns slides sobre o livro, autografei alguns exemplares.
A estadia no Recife ainda nos foi presenteada com uma visita a cidade Nova Jerusalém, quando assistimos à inesquecível Paixão de Cristo.
Que Jesus abençoe a família grande e bela de Joana Peixoto e Humberto Vasconcelos e que os laços que estreitam a Escola Jesus Cristo ao Grupo Peixotinho daquela cidade, estejam sempre e cada vez mais estreitos.
sábado, abril 18, 2009
Peça 50 ANOS DEPOIS em São Paulo
terça-feira, abril 14, 2009
Dia da Saudade, 13 de abril
Ontem, 13 de abril, aconteceu na Escola Jesus Cristo, a noite da Saudade, onde os diretores Rubens Fernandes, Celso Vicente e Flávio dirigiram palavras de saudade pelosa 25 anos de desencarnação de Clóvis Tavares.
Foram recordadas por Rubinho e por Celsinho, momentos da vida de Clovis Tavares e sua amizade com Chico Xavier e sua proximidade com Emmanuel.
sexta-feira, abril 03, 2009
DVD Clóvis Tavares anunciado no SEI
sábado, março 21, 2009
ASSEMBLÉIA GERAL ORDINÁRIA
O Presidente da Escola Jesus Cristo, atendendo às determinações estatutárias convoca os associados para a Assembléia Geral Ordinária a se realizar no dia 22 de março de 2009, na sede da instituição, à Rua dos Goytacazes, 177, em primeira convocação às 11 horas, com 50 % dos associados e em segunda convocação ás 11:30 h, com qualquer número de associados presentes.
A pauta:
1- Exame do Balanço do Ano de 2008
2- Eleição da Diretoria para o ano de 2009.
3- Assuntos Gerais.
Com os votos de paz,
Flávio Mussa Tavares
Presidente
A pauta:
1- Exame do Balanço do Ano de 2008
2- Eleição da Diretoria para o ano de 2009.
3- Assuntos Gerais.
Com os votos de paz,
Flávio Mussa Tavares
Presidente
terça-feira, março 17, 2009
sábado, março 14, 2009
quarta-feira, março 11, 2009
Desencarnou Leonardo Losano
Ele estava internado no Hospital Ferreira Machado e estava sendo acompanhado de perto por minha esposa Rosane. Essa foto foi tirada por Rosane em seu celular. Ela colocava o celular para tocar o seu ring que era a voz de nossa netinha Maria Clara cantando: "Quando eu tenho medo, logo digo assim. Deus é meu amigo, Deus cuida de mim..." E o nosso querido Léo, ria muito quando escutava a vozinha de Maria Clara. Diga-se que Maria Clara gostava muito de brincar e conversar com o Léo que era o seu companheiro na Creche Salvadora Assis, da Escola Jesus Cristo.
Ele será enterrado amanhã em horário ainda não conhecido, no Cemitério do Caju, em sepultura da Escola Jesus Cristo.
Que ela seja bem recebido em sua libertação e que os cânticos de luz possam aliviar os seus primeiros momentos na espiritualidade.
Até um dia Léo!
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