domingo, julho 20, 2008

EDUARDO CARVALHO MONTEIRO


Para que a Memória Espírita não seja esquecida! Um povo sem memória é um povo sem identidade.


É corrente o pensamento acadêmico de que o maior patrimônio de um povo é a sua história. Frisamos o “acadêmico”, por que essa consciência ainda não ultrapassou as fronteiras das Academias, se popularizando e atingindo as massas. Essa visão geral de História pode ser transferida para o movimento espírita que contou com muito poucas Instituições e confrades preocupados em manter uma memória espírita ao longo do século XX. Haja vista a dificuldade de qualquer pesquisador, espírita ou não, em realizar trabalhos que requeiram maior aprofundamento de um assunto, biografia ou história de Instituições. Não encontram facilidades e nem arquivos e bibliotecas especializadas em que possam desenvolver seus projetos.

Visitando ao longo dos anos vários Estados no Brasil percorrendo as bibliotecas e arquivos de entidades centenárias, pudemos observar, com tristeza, o descaso, para não dizer a destruição sistemática e constante de nosso patrimônio histórico e cultural. Dirigentes se imaginam onipotentes ao comandar Entidades tradicionais e têm a vista obscurecida pela sensação de poder, sem imaginar que eles passam, mas as Instituições ficam. Elas são a história, o dirigente apenas parte delas. E lá se vão para as lixeiras o que a ignorância humana julga ser “um amontoado de papéis sem utilidade”, “livros de registro sem a menor importância que só juntam traças”. E com isso perde a Instituição centenária sua história E todos nós, um pouco de nossa cultura. Dois bons exemplos.

Mas nem tudo está escuro à nossa frente. Recentemente tivemos a grata satisfação de ter duas experiências gratificantes. A primeira foi na Fazenda Santa Maria em Sacramento, MG, onde Eurípedes Barsanulfo se converteu ao Espiritismo e desenvolveu sua mediunidade. Pudemos admirar a restauração feita pelos descendentes de Sinhô Mariano e Eurípedes do casarão sede da Fazenda, construído entre 1851 e 1861, onde ainda há o quarto em que Eurípedes se hospedava A outra grata visita que fizemos foi à antiga sede da FEB no centro do Rio com suas escadarias enormes à antiga, pé direito inimaginável para nossos dias, seu salão de conferências confortável, a biblioteca do Wantuil e suas instalações bem cuidadas.

Nossa Cultura no imaginário do brasileiro
O Espiritismo, desde a metade do século XIX quando começou a ser introduzido no Brasil, a princípio entre os membros da Corte Imperial, mas depois se popularizando, tem se caracterizado pela formação de um forte e fiel movimento que tem produzido uma cultura que participa ativamente da vida intelectual do povo brasileiro. Hoje, por exemplo, é raro não se ver no gênero cultural mais apreciado no Brasil, a novela, o pai que volta do Além para instruir o filho, o espírito que vagueia obsediando os vivos, os benfeitores espirituais que orientam os mocinhos na sua vida, as aparições, etc...
Os autores recorrem em profusão a esses recursos em seus roteiros. E por que isso acontece? Naturalmente por que sabem que isso cai no gosto do público, é aceito pela maioria da população. Essa cultura foi produzida pelo Espiritismo e as religiões mediúnicas afro-católicas, fixando-se no imaginário do brasileiro que o aceita com naturalidade. A qualquer pessoa que se pergunte, ela tem ou conhece um caso de aparição ou de fenômeno psíquico.

Essas situações são parte da cultura que o movimento espírita tem sedimentado há 150 anos e por isso deve ser preocupação constante resgatarmos nossa memória para manter essa cultura viva e preservarmos nosso patrimônio. E como já o afirmamos acima, nosso maior patrimônio é nossa história. Nossas crenças, tradições e valores têm que ser passados de geração a geração sem que percamos nossa identidade e o contato com nossas raízes, nossos pioneiros e precursores. Quer queiram ou não, estamos inseridos na formação da cultura brasileira. O Espiritismo codificado pelo francês Allan Kardec chegou ao Brasil no auge da “Belle Époque” e da influência que a cultura e a sociedade francesa exerceram sobre nossa sociedade no século XIX.
Não se limitou a introduzir um novo pensamento religioso, mas muitos de seus profitentes e simpatizantes, movidos pelos princípios e sentimentos que a nova Doutrina trazia, participaram ativamente de acontecimentos marcantes da História do Brasil como a Abolição, a Proclamação da República, a Laicidade do Estado, a Liberdade de Pensamento. Pioneiros do Espiritismo no Rio de Janeiro e outros Estados como Dias da Cruz, Bezerra de Menezes, Quintino Bocaiúva, Batuíra, Anália Franco, Ewerton de Quadros, só para citar alguns, participaram dos acontecimentos sociais e políticos que marcaram profundas mudanças na história de um povo que trocava a fase do colonialismo para o da Independência de sua Nação e da República.

Essa visão global do que representou e representa o Espiritismo na História do Brasil talvez tenha sido percebida por poucos, daí o erro de permanecermos tímidos em nossos trabalhos nas Casas Espíritas, quase anônimos, propugnando por uma humildade que nos leva a nos fecharmos em nossos casulos e tendo por horizonte apenas o trabalho assistencial e espiritual. Mas Espiritismo é muito mais do que isso. Espiritismo é a Doutrina que está preparando homens para a grande revolução pela qual está passando o pensamento religioso da Humanidade. A cada dia que passa, os homens se distanciam da ilógica dos dogmas e se compenetram da imortalidade da alma, da existência de mundos paralelos e da grandiosidade de uma Inteligência Suprema. Esses progressos evolutivos são irreversíveis.

Daí insistirmos na necessidade de preservarmos nossa cultura, de resgatarmos nossa memória, que nos dará condições de analisar nossas tradições e valores no futuro.
Um Centro Cultural do Espiritismo foi fundado em São Paulo um Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa de São Paulo, a Casa dos Espíritas, que deverá reunir num só espaço intensas atividades culturais e de preservação da memória do Espiritismo: Biblioteca de obras raras, Biblioteca circulante, Arquivo Histórico, Centro de Pesquisas, Museu, Museu de Imagem e do Som, Estúdio de Gravação, Centro Multimídia, Auditório e salas para palestras e seminários, etc.
Esse Centro deverá ser um pólo irradiador de cultura e fornecerá know-how para a criação de Centros semelhantes em outras cidades do Brasil.
A proposta principal desse Centro é universalizar o patrimônio cultural espírita e espiritualista, preservar a memória do movimento, colocar à disposição do público espírita e não espírita seu acervo de livros e documentos. Também faz parte de seus objetivos divulgar pela Internet documentos e textos raros do Espiritismo de forma a permitir o acesso de todo o mundo ao conhecimento espírita e manter intercâmbio com outros Centros semelhantes.
Essas iniciativas trazem a esperança de poder resgatar ainda muita coisa que está jogada no fundo das gavetas dos Centros Espíritas, das Bibliotecas públicas e de nossas Instituições centenárias. E mais que isso, incentivar e formar uma geração de historiadores e pesquisadores espíritas. Afinal, o Espiritismo será o grande luzeiro do futuro e merece ser visto com respeito pela sua influência na cultura geral do povo brasileiro e por sua participação na história do País. Como parte desse Projeto, há três anos, está sendo editado o Anuário Histórico Espírita com a missão não só de informar, mas de formar essa nova geração de Historiadores e Pesquisadores, oferecendo espaço para trabalhos afins com seus propósitos para escritores já conhecidos e também novatos. Também já estão se tornando tradicionais os Encontros anuais dos membros da Liga – o deste ano será realizado em novembro, na cidade de Santos. *

O Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa já possui um prédio de quatro pisos em área nobre da cidade de São Paulo para funcionar, num edifício que precisa, porém, de pequenas reformas. Além disso, já conta com uma Biblioteca de 25 mil livros (40% espíritas e espiritualistas, muitas obras raras), preciosa Hemeroteca espírita (jornais e revistas) e milhares de documentos sobre Espiritismo que ainda necessitam ser catalogados.

Texto de Eduardo Carvalho Monteiro, em meados de 2005

* Não aconteceu o Encontro em Santos, pois o Eduardo já estava hospitalizado.

(Eduardo desencarnou no dia 15/12/2005, em São Paulo, aos 55 anos de idade e hoje o Centro de Cultura idealizado por ele, também, um dos fundadores, leva o seu nome, em homenagem póstuma: Centro de Cultura, Documentação e Pesquisa do Espiritismo – Eduardo Carvalho Monteiro)

Que Consolador queremos?

A médium Mônica de Castro psicografa livros de um espírito chamado Leonel.
São livros tem um conteúdo altamente sensual. Relata relações sexuais com minúcioas e traz expressões como: "gemidos de prazer" e "urrando de prazer". Narra também situações de de sexo a três com riqueza de detalhes. Dados obtidos segundo uma participante de uma comunidade espírita da internet. Não adquiri os mesmos para certificar-me e não estou criticando a mesma, apenas informando os leitores amigos a respeito dos livros.

Trechos do livro : Segredos da Alma de MONICA DE CASTRO & LEONEL (ESPIRITO) :

O segredo do perdão é olhar sem julgamento.
O segredo da fé é procurar as provas.
O segredo do carisma é olhar com amor.
O segredo da saúde é a alegria.
O segredo da força é a vontade.
O segredo do amor é a inteligência.
O segredo do destino feliz é ficar no melhor.
O segredo do equilíbrio é buscar o espiritual.
A Vida tem seus segredos, mas para quem está atento fica fácil descobri-los.

Livros de Mônica de Castro, ditados por Lenoel:
Até que a Vida os Separe
Com o Amor Não se Brinca
Giselle - A Amante do Inquisidor
Greta
Lembranças que o Vento Traz
O Preço de ser Diferente
Segredos da Alma
Sentindo na Própria Pele
Uma História de Ontem


Melhores posições desse autor nos rankings

20º lugar no Ranking de autores dos livros de Espiritualidade e Auto-Ajuda
49º lugar no Ranking de autores segundo as pessoas de 31 a 40 anos
61º lugar no Ranking de autores segundo os Catarinenses
65º lugar no Ranking de autores segundo as Mulheres
67º lugar no Ranking de autores segundo os Gaúchos

Com esses dados obtidos no site da Livraria Candeia.com, pode-se perceber que a literatura chamada auto-ajuda de nível digestivo e fundamentada num estilo de CONSOLADOR que certamente não é aquele que nos mostra as causas atuais e remotas de nossas aflições, mas aquele que dá um afago no ego, nos mostra que somos bonzinhos e que está tudo ótimo para conosco na nossa vida espiritual.

Só resta para nós escolher que tipo de CONSOLADOR nós queremos: o que nos alegra sempre, eleva a AUTO- estima e nos dá uma sensação de bem estar muito grande ou aquele de Kardec que nos desperta de nossa letargia espiritual, ensinando-nos que sofremos para nos reajustar, sofremos para recuperar nosso crédito espiritual desperdiçado em muitas vidas de recreação inútil.

Se quisermos a estratégia da euforia é um prato feito.

sábado, julho 19, 2008

Rocha dos Séculos -Lançamento em outubro


CLÓVIS TAVARES

Rocha dos Séculos

VOLUME I

(Palestras na Escola Jesus Cristo )



1. Rocha dos Séculos
2. 50 Anos Depois
3. Tempo e Amor, Quando se Pretende Falar da Vida
4. As Dez Virgens
5. O Semeador










quinta-feira, julho 17, 2008

JOÃO BATISTA, O PRECURSOR


UM NOVO LANÇAMENTO
DE CLOVIS TAVARES


Contendo "A Vida de João Batista" o livro de 1940
reeditado e a palestra


do dia 24 de junho de 1978, dia de São João,
na Escola Jesus Cristo,


sobre João Batista, o Precursor,
que escolhi como novo título do


pequeno grande livro a ser lançado
em outubro, aniversário da


Escola Jesus Cristo.


terça-feira, julho 15, 2008

Um pouco de João Batista


Todos sabem que Clovis Tavares, meu Pai, escreveu um livro chamado "A Vida de João Batista"?
Foi um pequeno opúsculo editado em 1940 pela própria Escola Jesus Cristo com uma pequena tiragem e nunca mais reeditado.
Acontece que eu tenho uma surpresa para todos e pode-se imaginar o que é.
O estudo do legado de João Batista é muito bonito e constrange-nos a estudar mais e a amar mais.

quinta-feira, julho 10, 2008

MENSAGEM DO DR. RÔMULO SOBRE O LIVRO "CÉLIA LUCIUS, SANTA MARINA"

Querido irmão Flávio,

O Senhor abençoe-nos na tarefa da difusão da verdade consoladora!Faço-me o portador das notícias de diversos amigos espirituais vinculados à vida exemplar de Célia Lúcius Alcíone para transmitir a você a nossa justa satisfação com as pesquisas históricas iniciadas por seu pai, Clóvis Tavares, e concluídas agora com o seu esforço de materializá-las na face da Terra.

Meu pai, Arthur Joviano, já mencionara, através de nosso inesquecível Chico Xavier, que todo livro da Espiritualidade Maior que é trazido a lume na crosta terrestre traz para todos nós extremada alegria do coração.No último dia 18 de junho, dia consagrado na vida espiritual à lembrança dos exemplos de renúncia e amor de Célia Lucius, na solenidade inaugural de seu livro na Escola de Jesus Cristo de Campos, Estado do Rio de Janeiro, assim como ontem, na Casa de Chico Xavier, em Pedro Leopoldo, e hoje, neste Centro Espírita Luz, Amor e Caridade, em Belo Horizonte, diversas personalidades espirituais ligadas pelo coração à vida da mensageira de Jesus nos acompanham espiritualmente para a festa dos corações.

Aqui estão conosco integrantes da família Lucius, liderados por meu pai, Arthur, na época conhecido como Neio Lúcio. Lésio Munácio, mais conhecido como Batuíra, também lidera pequena caravana de seus familiares, entre os quais está Rolando Ramacciotti. Professor Cícero Pereira é outro amigo liderando uma caravana de servidores desta casa de orações e que, ultimamente, estiveram vinculados à União Espírita Mineira, dentre os quais cito, com alegria, Maria Philomena Aluotto Berutto, José Martins Peralva Sobrinho, Virgílio Pedro de Almeida, Ênnio Santos, Ephigênio Salles Victor, José Joaquim e Paulina Kemper Borges, Henrique Kemper Borges, Camilo Rodrigues Chaves, Bady e Bia Cury, Noraldino de Melo Castro, Raul Hanriot e Ernesto Senra. De Pedro Leopoldo, nossos amigos Lindolpho Ferreira, José Flaviano Machado, Antônio Barbosa Chaves, José Xavier e Lourdes Benício.


Desfilar todos os nomes de quem se congrega às nossas alegrias é tarefa que não completaremos sem prejuízo à realidade espiritual que nos envolve. Mas não poderia deixar de mencionar a sempre presença espiritual de seu pai Clóvis e de seu irmão Carlinhos, em torno de seus passos, Flávio, junto de todos os seus em família, e também junto ao coração de nossos estimados amigos Rubens Carneiro e Nelly.

Os romances de autoria espiritual de Emmanuel foram julgados dignos pela comunidade dos praticantes do Evangelho de Jesus no Mais Além e por esta razão materializaram-se na Terra como um esforço nobre para infundir-nos elementos mais altos da crença. Cabe-nos, por nossa vez, anotar com o devido cuidado os exemplos de Célia, este espírito-guia de nosso caminho evolutivo, verdadeira missionária da fé e da virtude, sob cujo amor todos nós, no passado distante, nos rendemos com todo o concerto de nossas misérias morais.

Simplicidade na fé, cândida esperança, confiança em Deus, resignação incondicional, renúncia extremada, humildade veneranda, fraternidade legítima, esforço nobre de aprendizado, valor efetivo na caridade desinteressada e pura, perdão espontâneo aos ofensores: um verdadeiro roteiro de Cristianismo em ação que o espírito iluminado de Célia Lucius nos legou com o sacrifício da própria vida.

Todas estas recordações de seu glorioso exemplo são para meu espírito, que lhe serviu de genitor por duas ocasiões, mais preponderantes emoções, tendo em vista as dívidas infelizes que inadvertidamente contraí para com a alma estelar de Célia/Alcíone.Nossos amigos aqui presentes, seguidores dos ensinamentos espíritas-cristãos, já conhecem as vidas sucessivas no carreiro das reencarnações, que acabam burilando-nos a alma devedora.

Passam os séculos em multiplicidade de existências, os nomes provisórios caem com os corpos que se sepultam seqüencialmente no tempo e os nossos débitos tenebrosos são resgatados nos serviços regeneradores que a misericórdia, em nome de Deus, nos faculta. Pompílio Crasso, Helvídio Lucius, Godofredo de Bouillon, Ferdinando de Aragão, Ayoud A’Kouri, Cirilo Davenport e Rômulo Joviano são personalidades humanas que já se foram, consumidas na poeira dos tempos com toda a corte de seus erros e acertos na indefectível contabilidade da vida. De todas elas, contudo, como espírito imortal, filho de Deus, restou-me na alma a espiritualidade dos ensinamentos deste anjo de luz, Célia, que refundem em minh’alma o caminho da verdade e da vida que Jesus Cristo nos oferece.

Agradeço a você, Flávio, a oportunidade que nos dá para as rememorações sublimes da vida desta alma de escol. Por meu turno, continuarei na vida espiritual dando seqüência aos nossos compromissos com o Espiritismo, coordenando agora as tarefas da Fundação Emmanuel na vida espiritual, desde o retorno à vida física de nosso inesquecível patrono e benfeitor. Despeço-me com a bênção que vem de Mais Acima, de nossos amados Chico Xavier e Isabel de Aragão, em nome de Célia Lucius.

Com o abraço amigo, de seu servidor reconhecido, receba junto de nossa estimada Hilda, seus irmãos e familiares o meu carinhoso muito obrigado,Rômulo Joviano


(Carta psicografada por Geraldo Lemos Neto e endereçada a Flávio Mussa Tavares, durante o lançamento de Célia Lucius, Santa Marina, na noite de 7 de julho de 2008, no Centro Espírita Luz, Amor e Caridade.)

domingo, julho 06, 2008

UMA CARTA DE PEDRO LEOPOLDO


Pedro Leopoldo, Domingo, 6 de julho de 2008


Meus amigos,

Estou em Pedro Leopoldo , mas o meu coração está na Escola Jesus Cristo, onde está a minha família, onde o meu irmão Celso hoje falará aos corações de todos os que amam o Evangelho de Jesus.

Todavia, estou longe de minha Campos e sei, no íntimo de meu ser que não penso nunca em sair de minha cidade natal.

Ninguém é reconhecido em sua terra natal, disse Jesus, que foi ameaçado de morte ao pregar em Nazaré. Sei que meu Pai não foi reconhecido também entre os seus. Muitos campistas, mesmo espíritas, nunca o escutaram como pregador do Evangelho que foi.

Quem sou eu para perder tempo e pensar se sou ou não reconhecido por alguma coisa? Afinal, de que preciso ser reconhecido? Não sou nada e não represento nada.

Penso que sou um florista. Não sou floricultor, que é aquele que cultiva as flores. Esse é o Paulo Costa Pinto, o floricultor da Escola Jesus Cristo. Eu sou apenas um florista. Recolho as rosas, os lírios, os trevos... reúno-os e ato-lhes, enfeixo-os produzindo os livros que tenho trazido a público.

O livro de Nina Arueira é apenas de Nina Arueira. Poucos entendem isso. Aquele é o mesmo “Terceiro Milênio” o qual adaptei o nome pois o antigo caiu em excessivo domínio, banalizou-se. Qualquer cois hoje é do terceiro milênio. Mas as páginas de Nina Arueira, a socialista cristã que converteu-se ao Espiritismo sem que seu noivo materialista o soubesse, mas que no leito derradeiro, solicitou que abandonasse o ideal de construir na Terra para o ideal de construir na Espiritualidade.

Assim, “Novo Céu e Nova Terra”, que são palavras de Isaías e de João Evangelista, são próprias, perfeitamente próprias ao livro de memórias de Nina Arueira.

O que é de minha autoria nessa antologia da fundadora de nossa Escola Jesus Cristo? A biografia de Nina. “Pequena História da Pequenina” foi o título que dei a esta minibiografia de Nina Arueira. Uma biografia espíria. Nina foi radiografada literariamente por lentes materialistas que não puderam divisar a sua vida sob a ótica reencarnacionista. Ela trouxe Clovis outrora ao Cristianismo. Ela foi a responsável, através de suas penitências, pela conversão de todo um exército ao Evangelho de Jesus e por isso canonizada. O autor do requerimento de sua canonização não foi senão o nosso querido Emmanuel, que também batizou Clovis, com uma emblemática ordem que para sempre ficou impressa na acústica espiritual de Papai.

“Sal da Terra”é um livro de Clóvis Tavares. Neste livro eu apenas redigi as notas de rodapé e fiz alguns poucos e inexpressivos comentários. Os textos são todos de Clovis Tavares, retirados de suas pastas, de seus arquivos, organizados em pastas no seu escritório. Tudo foi perfeitamente guardado por minha Mãe. Hilda Mussa Tavares é uma mulher de fibra, corajosa, fiel e portadora de um patrimônio inigualável.

Mas o livro “Sal da Terra” parece esquecido na Escola Jesus Cristo. O livro, repito, não é meu. É de Clovis Tavares, contém textos que ele memso publicava no jornal Ä Cidade” na sua coluna: “De Jesus Para os que Sofrem”. Esta é a origem do título de seu mais conhecido e divulgado livro.

Em “A Morte é Simples Mudança” tentei comentar as mensagens de meu irmão Carlinhos, com os conceitos que ele mesmo gostaria de ter emitido. Ele dizia em família que queria escrever “A Morte é Simples Mudança” com exemplos de crianças no além-túmulo, seu crescimento, desenvolvimento, futura reencarnação... E o caso de Carlinhos era especial. Ele havia se comunicado mediunicamente antes e depois de uma passagem por esse mundo. Comunicou-se como Lill em 1944, dizendo-se uma criança de Jesus; como Santos Dumont em 1948, pedindo forças a Deus para uma renovação de caminhos. Reencarna em 1956, vive 17 anos incompletos e em 1973, ano mesmo de sua última desencarnação, inicia uma série de poemas íntimos dedicados ao meu Pai ou à minha Mãe, pois eles em ocasiões diferentes visitaram o médium na cidade de Uberaba ou em Peirópolis, Mina Gerais. Foi publicado alhures um livro que desqualifica Santos Dumont, com caluniosas e trevosas insinuações, amalgamando em péssimas construções, malícia, intriga e desrespeito a essa alma querida de nosso coração, a quem estamos ligados por laços indeléveis e que muito me fez sofrer. O livro esgotou a sua edição da Madras e seu editor e prefaciador, o nosso amigo Eduardo Carvalho Monteiro também desencarnou. Solicitei então à direção da Editora que me devolva os direitos de publicação, para que eu remodele o livro, esclarecendo a verdade sobre Santos Dumont, cuja memória foi malbaratada por uma produção mediúnica apócrifa, maldosa e infamente. O nosso amigo Geraldo Lemos Neto promete para breve uma nova edição do mesmo com o sub-título: “Olhai os Pássaros no Céu”.

“Célia Lucius, Santa Marina” é uma homenagem a Clóvis Tavares e a Chico Xavier.
Eu não tenho mérito algum, pois tudo se iniciou com a descoberta de Clovis Tavares, que de modo casual (ou nada casual) percebeu a identidade de Santa Marina , venerada em Veneza, com a protagonista mor do segundo romance de Emmanuel.
O posfácio foi uma surpresa para mim. Geraldo Lemos o incluiu a pedido de nossa querida Wanda Joviano, que encontrou a mensagem de 1941, piscografada em sua casa. É possível que seja de um espírito que viveu em Veneza e foi não apenas devota da Santa Marina, mas a ela devia graças espirituais não reveladas.

Ainda encontram-se no prelo “Ö Retrato Espiritual de Kardec”, cujos capítulos e indicações bibliográficas foram todas de meu Pai, e a mim apenas coube segui-las fielmente e “A Saudade é o Metro do Amor”, onde fiz comentários às seis mensagens de meu Pai, nem todas publicadas e às quais necessitam de um esclarecimento pois são notadamente doutrinárias.

Algumas pessoas me perguntaram sobre o “Rocha dos Séculos” que consta de algumas notas no livro de memórias de Célia Lucius. Trata-se de uma transcrição para linguagem escrita das palestras de Clóvis Tavares, quase todas da década de 80, gravadas pelo nosso caro Rubens Fernandes, que entregou-as a minha Mãe, esperando certamente que a família tomasse a decisão correta de divulgá-las em áudio e na linguagem escrita para proveito geral, fato esse que breve chegará a um termo.

Outros trabalhos estão em processo de gestação mental, alguns deles iniciados, outros alterados, outros tantos idealizados e todos mantidos por uma forte esperança que é a memória do futuro.

sábado, julho 05, 2008

Pedro Leopoldo, Célia Lucius e um novo começo

Meus amigos,
Estou em Pedro Leopoldo onde estarei apresentando em breve o livro de notícias de Célia Lucius, que demonstra que o nnosso querido Chico antecipou em mais de meio século, as pesquisas históricas que apenas agora estão vindo a público: de que a personagem principal do 50 ANOS DEPOIS é histórica.

Na bucólica cidade natal de nosso querido Chico quero transmitir aos pedroleopoldenses algo que todos eles já conhecem de antemão: que seu conterrâneo, o Chico de todos nós, vivia uma a\ultra-realidade supra-sensível que o permitia penetrar numa região adiante do tempo e do espaço.

O que nossos irmãos católcos conceituam como realidade sobrenatural, é justamente nessa realidade que o Chico penetra.

Divisa percepções de ordem espiritual, psicológica, penetra em nossos pensamentos, conhece-nos as fraquezas e apieda-se de todos nós com a misericórdia possível apenas aos grandes espíritos.

Chico Xavier viveu uma vida semelhante a Célia Lucius: nunca se defendeu, nunca guardou mágoa, não permitiu que a ira se desenvolvesse em seu espírito, permaneceu em oração a maior parte de sua existência, tolerou o sarcasmo, a ingratidão, a ironia fina, a inveja, as calúnias...
Fugiu dos olofotes sempre que o objetivo era a glória humana que ele nunca aceitou apra si mesmo. Aceitou o sacrifício e o risco das honrarias humanas sempre que o escopo era a difusão da doutrina espírita no seu formato cristão.

Estou aqui neste sábado, quando não tive oportunidade de me encontrar com os meus amigos anfitriãos dessa charmosa cidade.

Acontece aqui uma semana de homenagens ao querido Chico.

Não me sinto pessoalmente alguém que por direito possa escrever ou de alguma forma honrar a passagem entre nós, deste apóstolo do bem. Entretanto, sou herdeiro de quem que me confere a honra de fazê-lo. Clóvis Tavares, meu Pai, amigo e biógrafo de Chico Xavier compôs os grandes movimentos de uma sinfonia. Ela não está terminada. Não sou maestro, toco "de ouvido", todavia, estou completando alguns movimentos da sinfonia inacabada.

Choro e oro em Pedro Leopoldo, sozinho e pensativo revejo várias passagens da vida de Papai, da vida de Chico Xavier e posso dimensionar a inutilidade quase total da minha existência. Como vive-se para amenidades! Como perde-se o tesouro das horas nas atividades que não constróem para a eternidade!

Estou aqui para apresentar o trabalho sobre Célia Lucius.
Eu não tenho nenhum mérito para tanto, pois tudo se iniciou com a descoberta de Clovis Tavares, que de modo casual (ou nada casual) percebeu a identidade de Santa Marina , venerada em Veneza, com a protagonista mor do segundo romance de Emmanuel.

Célia converteu-se em um ícone do Amor genuíno e Chico Xavier foi seu fiel seguidor.

Chico nos disse que não poderíamos voltar no tempo para recomeçar a apagar os nossos eqívocos inumeráveis e cujas consequências muita vez prosseguem. Todavia, podemos dar início a um novo fim.

Por isso, na tarde triste de Pedro Leopoldo, rogo ao espírito de Célia que me permita dar um novo impulso a minha vida, começar de novo aos 50 e fazer um novo fim, sem mágos, sem sombras, sem malícia, sem ira, sem indolência, sem pusilanimidade, sem tibieza, sem inoperância, diante de tanto que se precisar fazer para que a obra do bem não se perca no caos e na barbárie dos tempos modernos.

segunda-feira, junho 30, 2008

PEQUENA BIOGRAFIA DE CHICO XAVIER- Caio Ramacciotti



FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER
Pedro Leopoldo, MG — 02 DE ABRIL DE 1910 /
Uberaba, MG — 30 DE JUNHO DE 2002



Francisco Cândido Xavier, Chico Xavier ou simplesmente Chico foi
uma das mais cativantes personalidades do século passado. Deixou-nos no limiar do século atual.
Chico, na extensa caminhada de sua existência, percorreu toda uma centúria, distribuindo amor e exemplos de caridade, renúncia, trabalho e dedicação plena ao semelhante. Seguiu, em toda a extensão de seu signi-ficado intrínseco, o mandamento maior que Jesus nos legou.
Não é fácil falar de criaturas simples, porque a simplicidade traduz em si mesma a grandeza dalma, a humildade e, de modo muito particular, no caso específico de Chico Xavier, está ela interligada a vastíssima e mile-nar cultura.
Entendo que essa cultura foi, a meu modo de ver, por tê-lo conhecido e com ele convivido por longo tempo, o resultado de longa caminhada pelos milênios aqui na Terra, e porque não dizer, de anteriores vivências em algum lugar do firmamento distante.
Não fora por suas virtudes, que muito resumidamente menciono aci-ma, como explicarem-se as manifestações de carinho e afeição de parte da comunidade brasileira — de todas as religiões — a alguém que desde criança manifestou intensa ligação com os chamados fenômenos mediú-nicos, com visões, vozes, escritos de evidente inspiração espiritual, faculdades sedimentadas aos 17 anos, de tal forma a ser unanimemente considerado o maior médium de nossos tempos?
Duas terças partes do povo brasileiro reconheceram-no um exemplo de esperança e de amor na Terra, conforme pesquisa da Revista Veja no início de 1966.
Por que Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais de todo o país lhe dedicaram mais de cem cidadanias honorárias, senão pela sua labo-riosa atuação no terreno do bem e do amor do próximo?
Ressalte-se que, pelo seu trabalho na seara do bem, pela sua dedi-cação aos sofredores de todos os matizes, pelo significado de sua mensa-gem inspirada, em 1981 foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz por dez milhões de brasileiros.
O seu estado natal, com as igrejas tradicionais — incrustadas nas faldas das colinas dos burgos mineiros — divulgando, segundo os respeitáveis cânones do catolicismo, os ensinamentos de Nosso Mestre Jesus, honrou-o com o título de Mineiro do Século, em votação promovida pela Rede Globo de Minas Gerais, na virada do milênio, precisamente a 15 de novembro de 2000.
Nesse interessante pleito, Chico Xavier superou a votação de expres-sivos mineiros, como Santos Dumont, Carlos Drummond de Andrade e o popular Pelé, obtendo cerca de 705.000 votos, dois mil e quinhentos a mais que Santos Dumont.
Chico Xavier, de formação católica, tornou-se o ponto de referência do espiritismo — codificado em meados do século XVIII na França por Allan Kardec — não apenas no Brasil, mas em todo o mundo. E destacou sempre, com absoluta coerência e respeito pela religião de berço, a importância de todas as religiões, que profligam, no bom combate, em essência, o materialismo, que não consola.
Aos cinco anos perdeu sua mãe, Maria de João de Deus, cujo faleci-mento deixou o pai, João Cândido Xavier, humilde operário em Pedro Leopoldo, viúvo com nove filhos, sendo Chico o caçula.
O genitor, em desespero, distribuiu temporariamente os filhos, e anos mais tarde ocorreria novo casamento com Cidália Batista, a segunda mãe de Chico, senhora boníssima, mas que logo deixaria, por falecimento precoce, esposo, filhos e uma família enriquecida por mais seis crianças...
Enquanto ficou na casa da madrinha, Rita de Cássia, o rigor dessa senhora, a quem Chico sempre endereçou palavras de agradecimento e respeito, cumulou-o de garfadas no abdome e o fez lamber feridas de outra criança, o Moacir, para curá-las.
Lambendo-as por três sextas-feiras, Chico efetivamente as curou, recordando-nos o milagre da rainha santa, Isabel de Aragão, a Santa Isabel reverenciada pelos católicos, de modo especial na Península Ibérica e no Brasil.
Devo destacar que o temperamento da madrinha permitiu ao Chico reencontrar a mãezinha tão amada, Maria de João de Deus, que, em espí-rito, aparecia-lhe no quintal da casa, à sombra das bananeiras, aconse-lhando-o a respeitar a mãe adotiva e a confiar em Deus, pois que com o tempo, ele e os irmãos teriam uma segunda mãe, amorosa e amiga.
Não pôde freqüentar a escola como desejava, cursando apenas e com dificuldade os primeiros anos de letras, devido ao trabalho duro e impla-cável que renteava as altas horas da noite, para ajudar no magérrimo orça-mento familiar.
Trabalhou dos 8 aos 12 anos numa fábrica de tecidos, enquanto freqüentava o curso primário; dos 12 aos 19 no comércio e aos 21 anos, em 1931, ingressou na Fazenda Modelo de Criação do Ministério da Agricul-tura, em Pedro Leopoldo, pelas mãos de seu diretor, Dr. Rômulo Joviano.
Já, então, na condição de funcionário público federal, trabalhou até sua aposentadoria, com singular exemplo de assiduidade.
Sua primeira mensagem psicografada ocorreu a 8 de julho de 1927, e a partir de 1931, com a supervisão espiritual explícita de Emmanuel, seu Benfeitor Espiritual, suas atividades mediúnicas, que se haviam iniciado de modo mais regular em 1927, ganharam notoriedade, com o lançamento de Parnaso de Além-Túmulo, obra poética assinada por vates respeitáveis do Brasil e de Portugal, composta de poemas que bravamente resistiram à crítica literária, que, atônita, viu pelas mãos de um mineiro simples, até então desconhecido, descer ao nosso mundo uma catadupa de luzes, sob a inspiração de conhecidos poetas patrícios e de Além-Mar.
Surgiu uma sucessão de livros, romances, crônicas, mensagens, poe-sias, cerca de 440 obras (!), cujo número aumenta paulatinamente com trabalhos póstumos que estão surgindo, quais escrínios guardados por amigos do saudoso Chico e que começam vir a lume.
Todos os livros tiveram seus direitos autorais doados por Francisco Cândido Xavier a editoras espíritas que, além de divulgá-los, sem o obje-tivo de lucro, deveriam obrigatoriamente, e o fazem, destinar recursos a tarefas de cunho filantrópico, investindo em orfanatos, asilos, creches e atividades outras de solidariedade às populações carentes de nosso país.
Foi como se o céu dos espíritas subitaneamente se povoasse de novas estrelas — as instituições beneficentes, que se multiplicavam enfatizando uma das características das atividades da doutrina: a preocupação com o semelhante, com suas dificuldades materiais e espirituais, com os padeci-mentos físicos e as dores da alma.
Milhares de milhares de famílias, que perderam entes queridos, rece-beram, por décadas, mensagens dos familiares que partiram e puderam en-contrar o norte perdido pela dor ingente, que as lágrimas testemunhavam nas reuniões públicas de Pedro Leopoldo e Uberaba.
Quem observasse Chico Xavier lendo essas mensagens após recebê-las, notaria comovido que as lágrimas inestancáveis rolavam dos olhos cansados e lhe embargavam a voz, nos últimos tempos já mais fraca e cansada...
Muitas dessas mensagens fazem parte de livros que compõem o vasto acervo produzido pelo médium, cuja produção editada atinge os vinte e cinco milhões de exemplares, dos quais Chico nunca recebeu um único centavo.
Nosso Lar, sua obra mais vendida, já supera a tiragem de um milhão e meio, e as edições de seus livros em inúmeros idiomas se multiplicam.
A mudança em janeiro de 1959 para Uberaba não alterou o rumo de sua vida de sacrifícios, não obstante a merecida aposentadoria como funcionário público federal, ligado ao Ministério da Agricultura, que viria a ocorrer em 1961.
Continuou a dedicar-se integralmente ao semelhante e à vivência do Evangelho, mergulhando noite adentro no exercício das tarefas que abra-çara e que nada neste mundo conseguia sobrestar.
Sempre dormiu pouquíssimo, e, se necessário, atendia aos que o procuravam até o sol nascer. Isso ocorria nas reuniões públicas de Pedro Leopoldo e Uberaba, nas viagens pelo país, quando do recebimento dos títulos de cidadania e nas tardes-noites de autógrafos, muitas das quais presenciei, vendo o Chico despedir-se de cada pessoa com uma rosa na mão e, nos lábios, o sorriso amigo, iluminado pelas claridades da aurora, na manhã do novo dia que se iniciava.
Havia uma particularidade no Chico que muitos dos que dele se acer-caram puderam observar: o perfume que dele transcendia, com intensidade variável e aromas diferentes.
Não era perfume, em hipótese alguma, de origem terrena, elaborado com nossas flores ou com fragrância de alfazema, e, sim, decorrente da presença constante junto dele de espíritos iluminados, como Sheilla, que o envolviam na atmosfera perfumada a evidenciar sua estatura espiritual. Era o perfume de sua alma.
Nas preces com a presença dele, se colocássemos garrafas de água para beber, o líquido incolor dos recipientes se perfumava e adquiria, por vezes, coloração branca como a neve mais pura das geleiras árticas. O mesmo ocorria com lenços que se colocavam em suas mãos. Ele no-los devolvia com perfume tão intenso e em tanta quantidade que ficavam molhados, gotejando...
Ainda guardo em casa um lenço perfumado nessas condições há 40 anos.
Em seus comparecimentos freqüentes na Televisão, soube cativar os lares que o viam e ouviam atentamente com sua mensagem de paz e espe-rança.
A apresentação que marcou sua longa convivência com a televisão brasileira deu-se em 1971, no célebre Pinga-Fogo, da TV Tupi de São Paulo, após o que Chico Xavier ocupou espaços em horários nobres, sempre com destacada audiência, nos principais programas da TV brasi-leira.
Lembra-me que Chico no Pinga-Fogo, então com 61 anos, submeteu-se a perguntas de telespectadores e do seleto grupo de personalidades do mundo cultural e meio jornalístico da época. Os lares brasileiros, magneti-zados, ouviram-lhe as ponderações a respeito de temas que estavam em evidência no início da década de 70.
Deixou-nos aos 92 anos, no início da noite de 30 de junho de 2002, do mesmo modo que sempre viveu. Sem dar trabalho a ninguém, sem demonstrar sofrimento ou qualquer ansiedade. Partiu para os Céus, para a sua Pátria Espiritual, sorrindo, como a nos dizer:
— Amados amigos, eu os amo muito. Obrigado por tudo de bom que de vocês recebi. Se mo permitirem, peço-lhes: Amai-vos uns aos outros, como o Senhor nos amou...
Chico viveu e morreu como um justo, uma alma amiga, uma criatura despojada de valores outros que não sua simplicidade e o respeito a Deus. Sofreu com o sofrimento, sem, contudo, esconder-nos o seu sorriso gene-roso, amigo, de quem sempre estava de bem com a vida.


São Bernardo do Campo, 30 de junho de 2008

Caio Ulysses Ramacciotti
Diretor Presidente do GEEM – Grupo Espírita Emmanuel

sábado, junho 28, 2008

FANTASIA OU PSICOGRAFIA?



É pena que alguns cultos padres e frades católicos tenham deflagrado violentos ataques ao Espiritismo, sem dedicar-se ao estudo consciencioso do problema das regiões de sofrimento no Além-Túmulo. Nestes violentos panfletos e livros, eles geralmente se apresentam como desconhecedores da existência dessas regiões de dor em que se encontram espíritos desencarnados em débito com a Justiça Divina. Tanto assim que um deles, numa dessas catilinárias contra o Espiritismo, afoitou-se a denominar “uma fantasia psicografada” o notável livro de André Luiz – Nosso Lar, recebido por Francisco Cândido Xavier –, admirando-se das revelações que o inteligente escritor desencarnado faz a respeito de seus sofrimentos no Umbral, isto é, em zonas purgatorias do Invisível. Infelizmente, esses irmãos não puderam aceitar, pela fé ou pelo entendimento, as notícias de André Luiz, que “descrevem a vida e a atividade fantástica do mundo depois da morte”, E pena, dissemos, porque na própria bibliografia católica legitimamente católica (com imprimatur, da Igreja), os indóceis adversários da Doutrina Espírita encontrariam elementos para entender algo a respeito desse mundo que nos espera a todos, a eles, a mim, ao leitor, além das dimensões deste mundo físico em que temporariamente nos manifestamos.


Mundo invisível que se hierarquiza em regiões de dor e de felicidade, regiões diversificadas a confirmarem aquela palavra de suprema autoridade de Cristo: “Na Casa de meu Pai há muitas moradas”. André Luiz descreve em Nosso Lar uma dessas moradas, próximas de nosso Planeta, onde as almas se preparam para ascensões maiores. Também nessa obra, descreve ele regiões purgatoriais em que viveu oito anos entre sofrimentos, sombras e lágrimas.


Pois chamam a isso fantasia, “uma fantasia psicografada”. Entretanto, na vasta literatura católico-romana se encontram inúmeras descrições do mundo invisível, que abonam as descrições mediúnicas de André Luiz.


As Atas de Santa Perpétua, (século IV), cuja autenticidade nos é garantida por Santo Agostinho, descrevem as regiões purgatoriais como o faz André, em Nosso Lar. Vê Perpétua seu irmão Denócrito, que morreu com um câncer na face, no purgatório (“num lugar tenebroso, no qual se acham, muitas pessoas”) ainda com a úlcera no rosto. E padecendo grande sede, qual André no Umbral. Mais tarde, após os sofrimentos purgatoriais, ela o vê brilhante e belo.


E as descrições do Apocalipse? E as notícias de Josefa Menéndez? E as de Ana Taigi (que o Papa Bento XV declarou bem-aventurada em 1920), que nas suas mensagens revelou os sofrimentos do Cardeal Dória, depois da morte, além de sacerdotes e pregadores, todos em padecimentos purgatoriais?


Seria bem útil aos detratores do Espiritismo a meditação das revelações e mensagens, obtidas no seio de sua própria Igreja, a respeito das regiões de sofrimento além da morte, dessas regiões que, intensamente inclinados para as interpretações materialistas dos fatos mediúnicos, consideram “descrições fantásticas”.


Os livros de Santa Teresa de Jesus, as narrativas de Mons. De Segur, do Cura d’Ars, de Santa Margarida Maria Alacoque, de Santa Brígida de Vadstena, de São Paulo da Cruz, de Santa Clara de Montefalco, o famoso Manuscrito do Purgatório, as visões e descrições dos sofrimentos de Além-Túmulo feitas por Madame Brault (famosa mística canadense, biografada pelo Padre Louis Bouher), além de muitos outros, são depoimentos que revelam, como o faz o Espiritismo, a existência de regiões de padecimentos, de infelicidade, de tormentos além da vida física.


Não podemos ignorar, portanto, essas realidades espirituais. A Doutrina Espírita ainda nos esclarece (vejam-se os livros de André Luiz, especialmente Libertação e Ação e Reação) as Inteligências tenebrosas que dominam essas regiões, muitas de horror infernal, preparam verdadeiras conspirações contra a obra de extensão do Reino de Deus na Terra.


Através de vasta rede de atividades obsessivas e inspirações malignas, servindo-se da falta de consciência e da invigilância dos homens, realizam os mais diferentes objetivos do mal, amordaçando consciências, destruindo lares, tumultuando as atividades do bem, destruindo a fé, semeando discórdias e desânimos, preparando simonias e apostasias, lançando o joio no trigal de Cristo.


Neste último setor, vemos os tristes resultados na materialização e paganização crescente dos ambientes religiosos de todas as igrejas e crenças, inclusive em nosso campo doutrinário do Espiritismo. Apresentamos um só exemplo – o da mediunidade transviada, como bem a denominou André Luiz.



TAVARES, Clóvis, MEDIUNIDADE DOS SANTOS. IDE e EDIOURO. 2005

JURACY DE PAULA NA REVISTA ESPIRITA DE CAMPOS


O objetivo desta sessão da REC é dar a conhecer aos nossos leitores, um pouco da história de
vida e missão dos diversos trabalhadores da seara espírita. Alguns são bastante conhecidos. Outros, no entanto, foram missionários anônimos que a história não registrou e o mundo não conheceu, mas que humildemente dedicaram a sua vida ao bem do próximo como Juracy de Paula. Sobre ela, transcrevemos aqui depoimento de Dr. Flávio Mussa Tavares, médico homeopata e trabalhador espírita em nossa cidade.


“Juracy nasceu em Santo Antonio do Imbé
em 21 de abril de 1912, filha de Virgílio de Paula,
primeiro presidente da Escola Jesus Cristo. Desde
tenra idade manifestou gosto musical apurado e seguiu
os passos de seu pai, que também era músico
autodidata. Tornou-se professora e pianista e, além
disso, tinha um dom especial para compor”.
“Conheci Juracy em minha infância na Escola
Jesus Cristo e a sua figura delicada e mansa era
uma fonte de ternura para as crianças para quem ela
era uma professora extremamente zelosa. De baixa
estatura, cabelos brancos como os de sua irmã Inayá
e sempre com um discreto sorriso nos lábios”.
“Posso dizer que a infância de minha geração
na Escola Jesus Cristo, foi marcada pela presença
de alguns professores de Evangelho os quais
jamais se apagarão de nossa memória. Uma delas é
Juracy, a doce Sissi. Até sua desencarnação , em 16
de setembro de 1970, permaneceu fiel aos seus trabalhos
na Escola Jesus Cristo e em Santo Antonio
do Imbé, na evangelização de crianças e no ensino
da música, alegrando corações, despertando consciências
e ensinando a todos com os seus exemplos
de modéstia evangélica, obediência, resignação e fidelidade
a Jesus e a Kardec. Seus gestos nobres e
serenos estarão sempre registrados nos mais recônditos
escaninhos de minha memória com muita gratidão e
alegria”.
“Deus abençoe e engrandeça sempre a querida
Sissi”.


Muitos outros companheiros lembram-se dela com muito carinho e admiração. Maria Helena
Vieira, oradora espírita de nossa cidade, conta-nos que anos atrás, durante o culto do lar em sua casa, comentavam sobre a humildade daquelas criaturas que passam pela vida no anonimato, não obstante, serem verdadeiros missionários, trabalhando pelo bem sem aparecer. Refletindo sobre isso lembraram-se de Juracy de Paula e no encerramento pediram bênçãos de paz e
elevação espiritual para a irmã que fora alvo daquelas lembranças durante a reunião. Dias depois, ao final de uma reunião pública no Grupo Espírita Aracy durante a qual se processava um receituário mediúnico e depois de entregues as receitas aos respectivos interessados
restou uma mensagem que sem destinatário Maria Helena considerou como endereçada a ela em função de seu conteúdo.
“Volvo ao convívio de vocês para trazer-lhes o testemunho de minha gratidão pelas preces de carinho e de saudade. Premiada que fui, nesta oportunidade quero deixar
bem claro a minha posição de espírito desejoso de progresso.
Não sou, nem fui nenhuma missionária e rogo mesmo que não me tenham como tal.
Desejo, em nome de Jesus, coragem e perseverança para me manter nos mesmos propósitos de elevação espiritual, rogando ao divino doador, bênçãos de humildade, resignação e amor. O que mais anseio é servir ao próximo amando a Deus. Estamos todos iniciando os rudimentos de espiritualização com todas as limitações de espíritos em prova. Agradeço de alma em preces, os conhecimentos adquiridos na revelação espírita e rogo ao Pai celestial luzes e paz para todos aqueles que ontem como hoje mantêm acesa a chama divina do Cristianismo do Cristo.
Irmãos espíritas, irmãos cristãos de qualquer confissão religiosa, que Jesus nos sustente nas lutas da exemplificação do que temos aprendido, a fim de que o nosso exemplo induza os nossos irmãos a Te conhecerem. Repito os meus agradecimentos a todos que me recordam em suas preces. Muita paz!”


Juracy de Paula




*Foto cedida pelo Museu de Ciro - Exposição Espirita Permanente
da Escola Jesus Cristo - Campos-RJ


Notas


1-Escola Jesus Cristo, instituição espírita de cultura e caridade, fundada
em 27/10/1935.
2-Carmem Felinto, nordestina de nascimento, residiu em Campos
dos Goytacazes-RJ, durante muitos anos. Espírita, atuou como médium
no Grupo Espírita Aracy. Hoje realiza relevantes trabalhos
assistenciais na cidade de Fortaleza-CE.
3-Hinos de autoria musical de Juracy:
• Fica Conosco • Convite ao Pecador (letra de Clóvis Tavares) •
Invocação a Maria (letra de José Honório de Almeida) • Prece à
Maria (letra de Auta de Souza, psic. F. C.Xavier) • Virgem de Nazaré
(letra de Clóvis Tavares)
• Mãezinha ( letra de Lill, psic. F.C.Xavier) • Gratidão à Célia (letra
Clóvis Tavares) • Hino do Entardecer ( letra Emmanuel – 50 Anos
Depois – psic. F.C.Xavier) • Hino da Prisão Mamertina( letra Emmanuel
– 50 anos depois – psic.F.C.Xavier) • Hino a Célia ( letra de
Clóvis Tavares • Ao Pai do Ceu ( letra de João de Deus, psic. Cirene
Batista) • José Nazareno ( letra de Clóvis Tavares) • E outros ...
Juracy de Paula

sábado, junho 21, 2008

CLÁUDIA E TÚLIA

Cláudia e Túlia

Flávio Mussa Tavares

Estava eu a transitar a pé pelas ruas do centro de nossa cidade neste sábado 21 de junho, ainda sentindo em tudo a referência espiritual à nossa querida Célia Lucius, quando recebi de um marqueteiro de rua uma propaganda de “Conselheira Espiritual”, que “faz e desfaz qualquer tipo de trabalho, simpatias para o amor e todos os fins, oferece respeito, seriedade e confiança, além de garantia imediata e sigilo absoluto.”

Fiquei então a meditar sobre duas personagens específicas do “50 Anos Depois” que buscaram conselheiros espirituais para problemas amorosos.

Uma é Cláudia Sabina, que buscou uma médium que também fazia e desfazia qualquer tipo de trabalho e resolvia necessidades amorosas e para qualquer tipo de fim. O objetivo de Sabina era obter o amor de Helvídio com a morte de sua esposa, sua rival e inimiga figadal.

Outra era Túlia Cervina, que buscou uma reunião cristã genuína por estar sofrendo com o afastamento emocional e físico do marido e obteve, no seu entender uma graça, pois o esposo ficou mais afeto ao lar.

Vemos então dois tipos de pessoas.
Cláudia e Túlia. Cláudia quer a destruição de algo para obter a sua graça. Túlia só se interessa pela sua felicidade conjugal, sem ofender a ninguém.

Dois tipos de ajuda espiritual.
Cláudia procura Plotina, a médium que trabalhava como uma feiticeira, como uma bruxa que entre seus amuletos e apetrechos lia a mente da entrevistada, perscrutava o ambiente e sugeria a malícia refinada. Ensinou a Cláudia, por exemplo, que não devia matar a sua rival, pois o sentimento entre ela e Helvídio era espiritual e só a morte do espírito mataria o liame entre eles. Propôs a Cláudia a simulação de um parto no dia da chegada de Helvídio de uma viagem que durara um ano. Com essa insinuação de traição e adultério, ela mataria a alma de Alba Lucínia e teria o seu amor para sempre. Todavia, como Plotina era mesmo uma médium de alta percepção, sentiu a presença espiritual de Célia Lucius e adiantou que havia uma força do bem poderosa que poderia desarticular todo o plano das trevas.
Túlia buscou uma reunião cristã, conversou com o pregador do Evangelho chamado Policarpo que lhe deu conselhos morais dos quais muito se beneficiou. Policarpo não foi buscado como intermediário de notícias do outro plano ou de facilitador de favores, mas sim como alguém que, portador de sabedoria, poderia elucidar a situação e aconselhar segundo o espírito.

Duas motivações amorosas.
Cláudia era motivada pela paixão possessiva, obsessiva e egoísta. Queria a destruição de um lar harmonioso governado pela afeição, para a construção de uma relação que teria base na paixão erótica.
Túlia era motivada pela carência afetiva, pela admiração ao esposo, pela saudade dos velhos tempos de amizade e pela esperança de que seu marido não se perdesse em desvios de caráter e de que o lar não se desfizesse.
Cláudia é o contra-exemplo. Representa tudo que é abominável em uma mulher. Sensualidade excessiva, desrespeito pela liberdade alheia, egoísmo extremo, desrespeito ao próprio lar, malícia, astúcia, crueldade, cupidez, ambição, espírito rancoroso e odiento. Sua ética de vida é a de uma mulher fútil e grosseira que apenas vê o imediatismo de seus instintos básicos.

Não temos em Túlia Cervina um exemplo de cristã, mas ao menos temos nela um modelo de dignidade. Não é um ideal de mulher apresentado por Emmanuel, mas é um tipo psicológico que vive dentro de uma ética aceitável e coerente com os princípios de qualquer sociedade honrada. Toda mulher tem o direito de tentar salvaguardar o seu lar e ajudar àquelas que tem a sua paz doméstica ameaçada por aventureiras.

Infelizmente no meio espírita há uma grande complacência com o modo de vida moderno.

Tenho visto em várias outras denominações programas de ajuda às famílias com problemas de desajuste, o que é um fato pouco evidente nas instituições espíritas. Isso é uma pena, pois nós somos legatários de um conhecimento tão vasto, que faz um link eterno e indissolúvel entre nossas diversas existências. Nós, mais que todos, temos um compromisso de nos sustentar mutuamente nas possibilidades de desistência nas lutas da vida.

A conclusão deste breve olhar sobre estas duas mulheres do romance de Emmanuel, é que quando se busca o Espiritismo apenas para problemas físicos ou emocionais, mesmo sem qualquer intuito de melhora interior, ainda assim, a espiritualidade se apieda e faz de nós instrumentos de ajuda a quem cumpre com os requisitos da Divina Providência.

Concurso Literário




REGULAMENTO DO CONCURSO LITERÁRIO ESPÍRITA JOÃO CASTARDELLI ANO 2009
***
A Fundação Espírita André Luiz – FEAL torna público que instituiu o Concurso Literário Espírita João Castardelli – Ano de 2009, divulgando neste ato, para conhecimento de todos os interessados, o regulamento que estabelece as normas para a participação.
I - DO OBJETO
1. Constitui objeto do presente concurso a premiação de autores de textos inéditos em língua portuguesa, sob forma de romance e auto-ajuda, de temática adulta, sendo indispensável que os textos estejam fundamentados em preceitos definidos nas obras de Allan Kardec e que não sejam adaptações de outros textos literários e que não contenham desenhos e/ou ilustrações.
II – DAS CONDIÇÕES
2. Poderão participar do concurso pessoas maiores de 18 anos, brasileiros ou não.
3. É vedada a participação no Concurso de Membros da Comissão Julgadora, Membros da Comissão Organizadora, Membros dos Conselhos Deliberativo e da Fundação Espírita André Luiz e seus familiares, bem como funcionários remunerados da Fundação Espírita André Luiz e do Centro Espírita Nosso Lar - Casas André Luiz
4. Cada concorrente poderá participar com quantos textos originais desejar, sendo obrigatória a inscrição de cada obra separadamente.
5. Os textos deverão ser apresentados em 3 (três) vias, em papel tamanho A4, digitados em aplicativo Word for Windows, usando fonte Times New Roman, corpo 12, em espaço 2, com – no mínimo 75 (setenta e cinco) e no máximo 200 (duzentas folhas) numeradas no canto superior direito. Os trabalhos classificados, posteriormente, será pedido o envio de um cd com o texto.
6. A capa de cada via do original deverá conter SOMENTE o título da obra e o pseudônimo do autor.
7. O encaminhamento deverá ser procedido da seguinte forma:
a) Um envelope lacrado, contendo as 3 (três) vias de cada texto inscrito.
b) Um envelope contendo a ficha de inscrição, modelo próprio, e cópia do comprovante da taxa de inscrição.
8. Os envelopes deverão estar sobrescritos:
Concurso Literário Espírita João Castardelli – ano 2009
Fundação Espírita André Luiz
Rua Ezequiel Freire, 732 / 736
02034-002 – São Paulo – SP
TÍTULO DA OBRA:
PSEUDÔNIMO DO AUTOR:
III – DAS INSCRIÇÕES
9. As inscrições dar-se-ão no período de 1º de junho até 14 de novembro de 2008 e não haverá prorrogação do prazo.
10. A taxa de inscrição é de R$ 5,00 (cinco reais) para cada trabalho apresentado e deverá ser depositada em nome da Fundação Espírita André Luiz, na seguinte conta corrente:
Bradesco – Agência 3397-9 c.c. 64880-9
11. Serão desconsideradas as inscrições encaminhadas via correio ou as entregues pessoalmente na Fundação Espírita André Luiz após o dia 14 de novembro de 2008, as apresentadas de forma diferente ao que está determinado no presente regulamento e as que não contiverem o comprovante de depósito mencionado no item 10.
12. Não haverá devolução da taxa de inscrição, salvo os casos de cancelamento ou anulação do Concurso.
13. Os envelopes poderão ser encaminhados pelo correio, com Aviso ao Remetente, ou entregues pessoalmente, no horário comercial, de segunda à sexta feira, Na Fundação Espírita André Luiz, SOMENTE na Rua Ezequiel Freire, 732/736 02034-002 São Paulo – SP.
14. Não serão aceitos textos remetidos via Internet, fax, disquetes, cd’s, ou que não contenham 3 (três) vias do texto ou qualquer outra forma diferente da estabelecida neste Regulamento.
15. Este concurso será cancelado, na hipótese de, ao término de inscrições (14 de novembro de 2008), o número de inscrições for inferior a 10 trabalhos.
IV - DA SELEÇÃO
16. A pré-seleção e a seleção final serão realizadas pela Comissão Organizadora e suas decisões são irrecorríveis
17. O resultado da pré-seleção será publicado no site www.feal.com.br e anunciado pela Rede Boa Nova de Rádio (www.radioboanova.com.br)
18. Da totalidade dos textos inscritos serão selecionados 8 (oito) dos quais 2 (dois) considerados melhores serão premiados e os 6 (seis) restantes avaliados para possível publicação pela Mundo Maior Editora até o ano de 2010
V – DA PREMIAÇÃO
19. Será considerado o prêmio de 100 (cem) exemplares aos 2 (dois) melhores ganhadores de cada uma das categorias, e que serão publicados pela Mundo Maior Editora, de acordo com seu cronograma de publicações. O dia da divulgação da premiação será dado conhecimento a todos os interessados no site www.feal.com.br e anunciado pela Rede Boa Nova de Rádio (www.radioboanova.com.br).
VI – DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
20. A inscrição, por si só, já determina que os inscritos possuem pleno e inequívoco conhecimento dos termos do presente regulamento, bem como que concordam integralmente com todas as condições aqui estabelecidas, especialmente quanto à aceitação de que os direitos autorais serão repassados a título gratuito para a Fundação Espírita André Luiz para a publicação dos trabalhos sob forma de livro. Tudo o que estiver relacionado com o presente concurso, sejam imagens, depoimentos, entrevistas etc, poderá ser utilizado para publicidade.
21. Os autores dos textos inscritos respondem, em qualquer tempo, pela autenticidade dos respectivos textos e serão os únicos responsáveis por plágio, cópia indevida da obra e demais crimes previstos na Lei de Direitos Autorais.
22. Os trabalhos selecionados, quando de sua publicação pela Mundo Maior Editora, sofrerão revisão seja no aspecto lingüístico, seja no aspecto doutrinário, inclusive inserindo eventuais notas de rodapé julgadas necessárias.
23. As obras não selecionadas entre os 8 (oito) (ver item 19) poderão ser retiradas pelos autores ou representantes formalmente autorizados diretamente na Fundação Espírita André Luiz, SOMENTE na Rua Ezequiel Freire, 732/736 02034-002 São Paulo – SP., no período compreendido entre 1º de julho de 2009 até o dia 28 de agosto de 2009, inclusive, sempre de segunda a sexta feira no horário das 8h às 17:30. Após essa data é certo que os textos serão incinerados.
24. Os casos omissos deste Regulamento serão resolvidos pela equipe organizadora.
FUNDAÇÃO ESPÍRITA ANDRÉ LUIZ

Bezerra de Menezes - O Filme





Dia 29 de Agosto cairá numa sexta-feira (aniversário de Bezerra de Menezes), será
lançado nacionalmente pela FOX FILMES DO BRASIL, o filme:
Bezerra de Menezes - O MÉDICO DOS POBRES.
Maiores Informações no site:
www.bezerrademenezesofilme.com.br
O que conta para o sucesso ou não de uma
produção, é o público da PRIMEIRA SEMANA do FILME! É ASSIM QUE AS
GRANDES DISTRIBUIDORAS TRABALHAM.
Caso o filme obtenha sucesso, as grandes produtoras terão certeza de que
vale a pena investir no Espiritismo, em filmes, peças, enfim, na divulgação
das idéias espíritas. E para que isso aconteça precisamos fazer nossa parte.
Com certeza cada um de nós têm uma vasta rede de amigos e contatos.
Vamos divulgar muito o filme, para todos!
Muita Paz!



--
"Não me assusta o grito dos violentos. O que me preocupa é o silêncio dos bons"
Reverendo Martin Luther King Jr.

Marlene Nobre fala sobre o significado da obra de Chico Xavier

"Chico Xavier deu, pois, credibilidade ao Movimento Espírita"



A obra de Chico Xavier é a continuidade e, naturalmente, a ampliação da obra de Allan Kardec. Somente no século XX a mensagem da 3ª revelação poderia ser ampliada, como de fato o foi, para que o Espiritismo pudesse acompanhar os extraordinários avanços conceituais da Ciência, que começariam, justamente, a partir do início do referido século. Allan Kardec compreendeu muito bem que a ampliação natural da Revelação deveria contar com o beneficio da passagem do tempo, sobretudo quando o Espírito Zéfiro lhe disse, conforme consta do livro "Obras Póstumas", que a volta dele – Allan Kardec – dar-se-ia, provavelmente, no final do século XIX ou no início do século XX. Parece incrível que, em 200 anos, Kardec tenha tido duas existências terrenas, uma na França e outra no Brasil, com tão extraordinárias contribuições em favor do avanço espiritual do planeta. Sinceramente, não sei se o admiro mais como Kardec ou Chico Xavier.

A obra de Chico Xavier-Emmanuel, constituída, até o momento, de 439 livros, é admirável e abrangente. Nela, nós, das Associações Médico-Espiritas (AMEs), temos sorvido e aproveitado muitíssimo as revelações de André Luiz e Emmanuel no campo científico, como o da física e da própria medicina. Isto nos tem animado a montar protocolos de pesquisas, inclusive os de aplicação multicêntrica com a participação de várias AMEs, embora que tudo esteja ainda por fazer, já que o trabalho apenas se esboça.

Gostaríamos ainda de destacar que falar de Chico Xavier é referir-se a um movimento espírita brasileiro antes e depois dele. Sem dúvida, a obra de Chico Xavier-Emmanuel é granítica, ampliou-nos os conhecimentos científicos, literários e doutrinários, mas foi, sobretudo, a vida do médium, com seus exemplos de humanidade, que deu à Doutrina o seu verdadeiro caráter transformador. Chico Xavier foi o protótipo do homem de bem, tal qual Kardec no-lo descreveu em "O Evangelho Segundo o Espiritismo". Há, portanto, um divisor de águas perfeitamente claro no movimento espírita, antes e depois dele. E as pessoas que não conviveram com Chico puderam sentir isso durante a exibição dos dois 'Pinga-fogos', programas de entrevistas com o médium, realizados pela extinta TV Tupi, na década de 1970. A televisão capta muito bem a alma da pessoa e o povo brasileiro pôde sentir nestes dois programas a grandiosidade da alma de Chico, sua sinceridade, sua humildade. Ao final de cada programa, quando ele recebia as poesias psicografadas, os telespectadores podiam constatar de modo perfeitamente claro a presença do poeta comunicante e do seu estilo.

Chico Xavier deu, pois credibilidade ao Movimento Espírita. Contribuiu em muito para que o povo passasse a fazer distinção entre o que é e o que não é Espiritismo. Sua liderança foi diferente, porque calcada na humanidade e no serviço de amor ao próximo. A maravilhosa dimensão histórica que atingiu – e que ainda estamos longe de alcançar em toda sua grandeza – foi fruto do atendimento pessoal que deu a milhões de pessoas do povo, procurando mitigar-lhes a sede da alma. E o povo soube reconhecer o seu esforço sacrifical, porque, em 1996, quando a Revista Veja realizou uma pesquisa para saber do povo brasileiro quais as 20 pessoas que mais as faziam felizes, Chico foi um dos escolhidos. E o mais importante dessa pesquisa é que ele foi o único religioso entre as 20 personalidades escolhidas. E ele continuou a morar no coração do povo, fato que se pôde comprovar quando foi eleito "o mineiro do século" e "o brasileiro mais importante da História".

Mas antes de tudo, eu gostaria de me lembrar do Chico de modo a não ferir sua humildade genuína. E a melhor maneira, creio eu, será sempre a de relembrar seus exemplos e a de procurar segui-los na prática, a fim de que os elogios improdutivos não nos levem à perda lastimável de tempo pelos descaminhos da vaidade.



Nota da Editora: Depoimento prestado durante realização do Primeiro Encontro Nacional dos Amigos de Chico Xavier, Uberaba, MG, dias 19 e 20/04/08.



(Texto extraído da Revista Internacional de Espiritismo - junho de 2008)

quarta-feira, junho 18, 2008

Lançamento do "Célia Lucius, Santa Marina"



A memorável noite de 18 de junho contou com a presença dos amigos Geraldo Lemos Neto e Wanda Amorim Joviano que fizeram palestras referentes a homenageada Célia Lícius e ao final dirigiram-se ao Horto de Célia para autografar os livros "Sementeira de Luz", "Deus Conosco", "Militares no Além" e a prata da Casa, Flávio Tavares autografou "Célia Lucius, Santa Marina"

domingo, junho 15, 2008

Antecedendo o Dia de Célia


Meus irmãos,

Antecedendo o Dia de Célia na Escola Jesus Cristo, quero esclarecer que não é objetivo nenhum de idolatra Célia Lucius e nem de convertê-la em santa para que se façam a ela pedidos de proteção em casos individuais ou coletivos, mas sempre casos particulares.

Célia Lucius é um espírito de esferas que estão além do nosso concebível e sentimos, como meu Pai, Clóvis Tavares, sentia, o dever de honrá-la entre os homens.

Cremos que ler a sua história e meditar em muitos aspectos de sua abençoada passagem por esse mundo, faz-nos melhores.

E melhora nossa pobre condição humana por que percebemos que alguns dilemas de nossa vida podem ser ajuizados de forma como ela mesma ajuizou os seus.

Jesus em primeiro lugar! A Providência cuida do resto.

Portanto, antecedendo o Dia de Célia , o 18 de junho, fazemos um pequeno chamado ao nosso público para que fixe em três aspectos da vida honrável dessa mulher cristã, venerada em todo o mundo como Santa Marina:

Silêncio, Solidão e Obediência.

Um amigo católico pergunou-me o que nós espíritas pensávamos da passagem em que Jesus diz: "Quem é minha mãe? E quem são os meus irmãos?"

Ele disse-me que nessa hora, Maria exerceu a seu dom espiritual de silêncio, solidão e obediência.
Tocou-me muito a sua observação, pois ele não sabia que eu estava meditando sobre o mesmo trecho bíblico que foi o trecho comentado por Nestório, na noite em que Célia é levada por Túlia Cervina para o Culto Cristão nas catacumbas.

Célia escuta as palavras de Nestório exaltando a figura emblemática da Mãe de Jesus e estas palavras serão de extrema importância para ela no momento em que ela vê o menino que teria nascido em sua casa e decido tomá-lo como filho. Só lhe vem à mente as palavras de Nestório comentando "Quem é minha Mãe e quem são os meus irmãos?"

Célia imitando a Mãe de Jesus praticou estas três virtudes esquecidas: o silêncio, a solidão e a obediência.



sexta-feira, junho 06, 2008

Leia o "50 Anos Depois' no mês de junho



Essa era uma campanha que meu Pai, Clóvis Tavares iniciou na Escola Jesus Cristo em 1941, tão logo identificou que Célia Lúcius era a mesma Santa Marina venerada em Veneza, na Itália, cujo dia era o dezoito de junho.


E como o "50 Anos Depois" promete uma bênção a quem o lê, não há melhor época que o mês de Célia.


Portanto, este blog está em campanha, a mesma campanha de Clóvis Tavares, que a renovou de 1941 a 1983, seu último junho entre nós, portanto por 42 anos ininterruptos.


Em honra a Célia Lúcius, Emmanuel, Chico Xavier e Clóvis Tavares, leiamos o

"50 Anos Depois" no mês de junho, por todos os anos que restam de nossa vida na Terra.


Um texto de Geraldo Lemos Neto


Um texto de GERALDO LEMOS NETO:


Amigos,
Nas introdutórias anexas do último livro publicado ano passado de autoria do espírito de Emmanuel, da psicografia ainda inédita de Chico Xavier, cujo título é "Deus Conosco", à página 43, sobre as vidas sucessivas de Emmanuel, encontramos os relatos do próprio Chico Xavier sobre a reencarnação de seu benfeitor espiritual no início do século XXI, que reproduzimos a seguir :






Nova reencarnação do espírito de Emmanuel no Século XXI


"Conforme atestam várias pessoas que conviviam na intimidade com o médium Chico Xavier, por afirmativas dele mesmo, o espírito do benfeitor Emmanuel já está entre nós, na face da Terra, pela via da reencarnação. Um destes depoimentos, da Sra. Suzana Maia Mousinho, presidente e fundadora do Lar Espírita André Luiz (LEAL), de Petrópolis RJ, amiga do médium desde 8 de novembro de 1957, Francisco Cândido Xavier lhe confidenciou detalhes sobre a reencarnação de Emmanuel, que voltaria à Terra no interior do Estado de São Paulo, no seio da família constituída pelo casal D. Laura e Sr. Ricardo, personagens do livro Nosso Lar, de André Luiz. Tempos depois, novamente o estimado médium Chico Xavier tornou a tocar no assunto em pauta com D. Suzana, afirmando ter presenciado o retorno à vida física de seu benfeitor no ano de 2000, vendo, então, confirmadas as previsões espirituais a respeito. Este fato está em sintonia com depoimentos públicos do médium mineiro em três ocasiões distintas, veiculados em três de seus livros publicados, a saber:

a) no livro Entrevistas, (IDE, 1971), quando, respondendo à questão 61, sobre a futura reencarnação de Emmanuel, Chico Xavier disse: "Ele (Emmanuel) afirma que, indiscutivelmente, voltará à reencarnação, mas não diz exatamente o momento preciso em que isso se verificará. Entretanto, pelas palavras dele, admitimos que ele estará regressando ao nosso meio de espíritos encarnados no fim do presente século (XX), provavelmente na última década";

b) Em A Terra e o Semeador, (IDE, 1975), quando, respondendo à pergunta de número 33, Chico Xavier disse: "Isso tem sido objeto de conversações entre ele (Emmanuel) e nós. Ele costuma dizer que nos espera no Além, para, em seguida, retornar à vida física."; e


c) assim também vamos observar outra confirmação de Chico sobre o assunto no livro organizado pela Dra. Marlene Nobre, e editado em 1997 pela Folha Espírita, cujo título é Lições de Sabedoria, que traz à página 171 da segunda edição a pergunta de Gugu Liberato a Chico Xavier: "É verdade que o espírito Emmanuel, que lhe ditou a base do Espiritismo prático no Brasil, se prepara para reencarnar?" Ao que Chico respondeu: "Ele diz que virá novamente, dentro de pouco tempo, para trabalhar como professor."


Também uma vez, conversando conosco em Uberaba, e falando sobre a volta de Emmanuel, Chico nos confidenciou: "Geraldinho, o nosso compromisso, meu e de Emmanuel, com o Espiritismo na face da Terra tem a duração de três séculos, e só terminará no final do século XXI.""


Geraldo Lemos Neto



quarta-feira, junho 04, 2008

Palestra sobre Chico Xavier

No dia 23 de maio último, esteve em Campos o pesquisador Jhon Harley, professor do Cefet Minas e fez uma palestra na Escola Jesus Cristo sobre a vida de Chico Xavier em Pedro Leopoldo, de seu nascimento até o ano de 1959.

Na foto, o Prof. Harley em companhia de Alcione Peixoto, Rubens Fernandes, Robinson Rezende e Flávio Tavares